O que a escola pública e a NASA podem ter em comum?

“É no ensino fundamental que um grande profissional começa a ser formado”, revela Julio Cosmo, ex-aluno do Centro Universitário Salesiano de São Paulo, Unidade Lorena, Campus São Joaquim.

A opinião do egresso, formado em 2011 pelo curso de Ciência da Computação, serve como base para muitos estudantes de escolas públicas e privadas que sonham com uma carreira internacional.

Julio Cosmo participou do Debate sobre Carreiras, promovido pelo Programa Pra Sempre UNISAL- programa de relacionamento com o ex-aluno – na sexta-feira, dia 26 de junho. Ele falou sobre a trajetória de vida desde o ensino fundamental até os dias atuais a uma grande plateia no Salão do Júri.

Desde 2013, o profissional presta serviço para a Agência Espacial Americana.  Até 2016, deve concluir o trabalho em algoritmos de alta complexidade em compreensão de imagem para um dos laboratórios da NASA, o JPL (Laboratório de Propulsão a Jato), localizado em Pasadena, Califórnia, Estados Unidos.

Julio é o único brasileiro em meio a outros 200 pesquisadores do JPL. “Os três satélites que estão em órbita nos enviam dados, criamos ferramentas para desvendar o que seriam essas informações. Este material é destinado a outros pesquisadores e serve para fomentar pesquisas e melhorias em diversas áreas”, diz Julio. O pesquisador do JPL também presta consultoria para a Microsoft.

Natural de Itanhandu, Sul de Minas Gerais, sempre estudou em colégio público. A professora de Julio, Gineida Idith Ribeiro Geraldo, diretora da Escola Estadual Professor Souza Nilo, conta que não foi surpresa ver até onde ele chegou. “Julio era um menino de ouro, cheio de iniciativa e crença nos sonhos”, afirma a docente.

É justamente onde tudo começou que Julio pretende apresentar o resultado de um trabalho que pode revolucionar o ensino público no Brasil. Desde meados de 2014, ele atua em uma plataforma online chamada “Juntos”, que tem como objetivo gerar valor para educação do Brasil. “Com ela, podemos ter todas as tecnologias para que o professor não passe o fim do mês corrigindo 400 provas e não tenha tempo para a família. Isso desmotiva o docente”, afirma Júlio.

Os frutos colhidos hoje por Julio começaram a ser semeados ainda no colégio. Já no UNISAL, criou junto com outros colegas um vídeo game com o objetivo atender os oito Objetivos do Milênio estipulados pela ONU (Organização das Nações Unidas). Entre 75 mil times no mundo todo, eles ficaram entre os cinco finalistas. “Com a vitória do nosso jogo educativo, que tinha o intuito de coletar alimentos que caíam dos helicópteros militares e entregar nas vilas afetadas pela fome, conseguimos arrecadar US$ 5 mil dólares”, revela Julio. A verba foi doada à ONU para combater os problemas na África do Sul.   

Logo após completar a graduação, Julio fez estágio na Jonhson & Jonhson e, em seguida, ingressou Singularity University, uma espécie de incubadora localizada no Vale do Silício, Califórnia, cujo objetivo é ajudar os indivíduos, empresas, instituições, investidores, ONGs e governos a como utilizar estas tecnologias inovadoras para impactar positivamente milhares de milhões de pessoas.

“Sou grato pelo papel que os professores exerceram em minha vida. O docente deve ter o discernimento de despertar vocações e descobrir talentos, foi assim comigo e espero que seja com muitos outros estudantes”, conclui Julio.

Em apenas 2 horas de palestra, Julio despertou vocações.  No dia do Debate sobre Carreiras, havia mais de seis estudantes na plateia que pretendem seguir os mesmos passos dele.  Dentre eles, o aluno de escola pública Aarão Ramos, de apenas de 17 anos.  “Quero ser astrofísico e trabalhar na NASA”, conclui o estudante que desde criança já era apaixonado pela física e astronomia.

Comunicação e Marketing – UNISAL

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