{"id":36107,"date":"2014-09-17T15:16:35","date_gmt":"2014-09-17T18:16:35","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=36107"},"modified":"2014-09-17T15:16:35","modified_gmt":"2014-09-17T18:16:35","slug":"espaco-valdocco-4-tres-irmaos-muito-diferentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/espaco-valdocco-4-tres-irmaos-muito-diferentes\/","title":{"rendered":"Espa\u00e7o Valdocco 4 &#8211; Tr\u00eas irm\u00e3os muito diferentes."},"content":{"rendered":"<div><\/div>\n<div><\/div>\n<p>Jo\u00e3o Bosco possu\u00eda dois irm\u00e3os: Ant\u00f4nio, o mais velho, filho do primeiro casamento de seu pai, e Jos\u00e9 Lu\u00eds, dois anos mais velho. Os tr\u00eas tinham temperamentos muito diferentes e exigiram que Mam\u00e3e Margarida tivesse muita sabedoria, firmeza e ternura para educ\u00e1-los e manter a sintonia em casa.Mesmo pequeno, Jo\u00e3ozinho Bosco j\u00e1 se juntava aos seus irm\u00e3os para ajudar no servi\u00e7o da casa, como por exemplo: buscar lenha, acender o fogo, buscar \u00e1gua na fonte, preparar legumes, varrer os quartos, limpar o est\u00e1bulo, levar as vacas para pastar, cuidar do p\u00e3o no forno&#8230;<br \/>\nEntretanto, n\u00e3o deixava de ser crian\u00e7a! Assim que termina seus trabalhos, Jo\u00e3ozinho (ou Giuan\u00edn, como Mam\u00e3e Margarida o chamava) corria para brincar. Era muito querido pelos seus amigos dos Becchi. Alguns desses amigos n\u00e3o tinham a chance de receber uma educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 t\u00e3o boa como a de Jo\u00e3o e por isso, \u00e0s vezes, eram rudes e desbocados.<br \/>\nCerta vez, Jo\u00e3ozinho chegou em casa com o rosto sangrando. Havia se machucado em uma brincadeira. Enquanto fazia um curativo, Mam\u00e3e Margarida perguntou por que ele precisava andar com esse tipo de amigos. Jo\u00e3ozinho respondeu: \u201cSe for para lhe agradar, n\u00e3o irei mais. Mas quando estou com eles, agem melhor. N\u00e3o dizem certas palavras&#8230;\u201d. Margarida n\u00e3o o impediu de brincar com estes meninos.<br \/>\nA m\u00e3e de Dom Bosco era mesmo muito carinhosa. Mas en\u00e9rgica, quando preciso. Quando dizia \u201cn\u00e3o\u201d, era pra valer! Mantinha uma vara no canto da cozinha que nunca utilizou.<br \/>\nUm dia, na pressa de sair para brincar, Jo\u00e3ozinho deixou a porta da coelheira aberta. Todos os coelhos fugiram. Foi uma canseira pegar todos eles. Quando, enfim, terminaram, entraram na cozinha. Margarida mostrou o canto para o Jo\u00e3o: \u201cTraga-me a vara\u201d. Ele se retraiu um pouco, mas levou a vara. \u201cVoc\u00ea vai us\u00e1-la em minhas costas?\u201d, perguntou. \u201cE por que n\u00e3o, se me faz dessas artes?\u201d, respondeu Margarida. \u201cDesculpe, mam\u00e3e. N\u00e3o farei mais\u201d. Diante da resposta de Jo\u00e3o, a m\u00e3e n\u00e3o segurou o riso. Jo\u00e3o tamb\u00e9m sorriu. E aprendeu a li\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAos 8 anos, Jo\u00e3ozinho era um garoto saud\u00e1vel de sorriso f\u00e1cil. Baixinho, olhos negros, cabelos encaracolados e espessos. Gostava de aventuras. N\u00e3o estava \u201cnem a\u00ed\u201d com os arranh\u00f5es nos joelhos. J\u00e1 conseguia subir em qualquer \u00e1rvore para procurar ninhos de passarinhos.<br \/>\nJos\u00e9 Lu\u00eds, com 10 anos, crescia manso e tranquilo. N\u00e3o tinha a mesma vivacidade e turbul\u00eancia de seu irm\u00e3o mais novo. Era paciente, dedicado, habilidoso e adorava sua m\u00e3e e seu irm\u00e3ozinho. Mas tinha medo de Ant\u00f4nio, o meio-irm\u00e3o mais velho.<br \/>\nAnt\u00f4nio tinha 7 anos a mais que Jo\u00e3o. Possu\u00eda uma hist\u00f3ria sofrida de vida. Ainda muito novo, j\u00e1 havia perdido seu pai e sua m\u00e3e. E agora morava com uma madrasta e com dois irm\u00e3os que n\u00e3o eram filhos de sua m\u00e3e. Por isso, talvez, mostrava-se um adolescente fechado, com manifesta\u00e7\u00f5es frequentes de viol\u00eancia e grosseria.<br \/>\n\u00c0s vezes, batia nos irm\u00e3os pequenos. Mam\u00e3e Margarida sempre corria para salv\u00e1-los. Por ela, ali\u00e1s, Ant\u00f4nio cultivava um sentimento de amor e \u00f3dio que se alternavam de acordo com o momento. Quando era repreendido por Margarida e ficava muito bravo, Ant\u00f4nio replicava com voz rancorosa: \u201cMadrasta!\u201d.<br \/>\nMargarida, por sua vez, nunca bateu em Ant\u00f4nio. Entendia que a orfandade prematura poderia ter resultado num trauma muito duro, que ela poderia ajud\u00e1-lo a superar. E dizia a ele com firmeza: \u201cAnt\u00f4nio, eu sou sua m\u00e3e, n\u00e3o sou sua madrasta. Acalme-se e reflita. Ver\u00e1 que fez mal em proceder assim\u201d.<br \/>\nQuando passava a raiva, Ant\u00f4nio arrependia-se e pedia desculpas. Mas facilmente se irritava de novo com Jo\u00e3o e com Jos\u00e9, e n\u00e3o conseguia conter suas explos\u00f5es.<br \/>\nMam\u00e3e Margarida se esfor\u00e7ava para manter sua serenidade e firmeza para demonstrar o seu amor de m\u00e3e por todos os seus filhos, incluindo Ant\u00f4nio. Tinha um cora\u00e7\u00e3o enorme que sustentava a sua fam\u00edlia.<\/p>\n<div><\/div>\n<div>\n<strong>TEXTO:<\/strong>\u00a0Pe. Glauco F\u00e9lix Teixeira Landim, SDB<br \/>\ne-mail: glauco.bsp@salesianos.com.br \u2013 Facebook: www.facebook.com\/glaucosdb<br \/>\n<strong>ADAPTA\u00c7\u00c3O E LOCU\u00c7\u00c3O:<\/strong>\u00a0Domingos S\u00e1vio\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Espa\u00e7o Valdocco 4 <\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":74153,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[129,137],"tags":[18,4133],"class_list":["post-36107","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-espaco-valdocco","category-subdestaques","tag-dom-bosco","tag-espaco-valdocco"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36107","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36107"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36107\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36107"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36107"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36107"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}