{"id":39310,"date":"2015-02-03T15:20:30","date_gmt":"2015-02-03T17:20:30","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=39310"},"modified":"2015-02-03T15:20:30","modified_gmt":"2015-02-03T17:20:30","slug":"espaco-valdocco-26-uma-memoria-extraordinaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/espaco-valdocco-26-uma-memoria-extraordinaria\/","title":{"rendered":"Espa\u00e7o Valdocco 26 &#8211; Uma mem\u00f3ria extraordin\u00e1ria."},"content":{"rendered":"<div><\/div>\n<p>Jo\u00e3o Bosco estabilizou-se em seus estudos em Chieri, agora na quarta classe. J\u00e1 se completavam dois meses nesta sala e tudo ia muito bem. At\u00e9 que um fato fez com que Jo\u00e3o chamasse novamente a aten\u00e7\u00e3o de seu professor e de seus colegas.<br \/>\nEle conta nas \u201cMem\u00f3rias do Orat\u00f3rio de S\u00e3o Francisco de Sales\u201d que um dia o Pe. Jos\u00e9 Cima estava explicando a vida de Agesilau \u2013 um famoso rei da hist\u00f3ria grega \u2013 usando o livro de Corn\u00e9lio Nepos (um importante bi\u00f3grafo e historiador romano).<br \/>\nBosco, por\u00e9m, havia esquecido esse livro no dia. Para \u201cdisfar\u00e7ar\u201d o esquecimento, ficou com um outro livro aberto \u00e0 sua frente, o Donato (uma famosa gram\u00e1tica de latim). Os colegas que sentavam mais perto de Jo\u00e3o perceberam o que ele estava fazendo e come\u00e7aram a rir, primeiro discretamente e depois escancaradamente.<br \/>\nO professor quis saber o que estava acontecendo e, como todos olhavam para Jo\u00e3o, mandou que ele explicasse o que estava sendo falando em aula. Convicto, Bosco levantou-se, e sempre segurando o outro livro nas m\u00e3os, repetiu de cor o texto, a constru\u00e7\u00e3o e a explica\u00e7\u00e3o, como se estivesse com o livro correto em sua frente. Os colegas n\u00e3o puderam conter a admira\u00e7\u00e3o e os aplausos.<br \/>\nO Pe. Jos\u00e9 Cima tamb\u00e9m n\u00e3o conteve os \u00e2nimos: enfureceu-se, porque era a primeira vez que n\u00e3o conseguia manter a disciplina em sua classe. Tentou dar um safan\u00e3o em Jo\u00e3o, evitado por um desvio de cabe\u00e7a. Pegou \u00e0 for\u00e7a o livro e pediu explica\u00e7\u00e3o da bagun\u00e7a para os outros estudantes. Um, mais corajoso, disse:<br \/>\n&#8211; Bosco estava desde o in\u00edcio com o Donato nas m\u00e3os, e leu e explicou como se fosse o livro de Corn\u00e9lio.<br \/>\nO professor, ainda com o livro em suas m\u00e3os, pediu que Jo\u00e3o continuasse um pouco mais a explica\u00e7\u00e3o. E ent\u00e3o disse:<br \/>\n&#8211; Pela sua feliz mem\u00f3ria perd\u00f4o-lhe o esquecimento. Tem sorte. Procure servir-se bem dela.<br \/>\nAlgumas outras coisas estranhas aconteceram em Chieri, devido \u00e0 mem\u00f3ria excelente de Jo\u00e3o. Os fatos eram t\u00e3o raros que alguns colegas julgavam que n\u00e3o podiam ser resultado apenas do talento de Jo\u00e3o&#8230; Algo extraordin\u00e1rio deveria acontecer tamb\u00e9m!<br \/>\nConta-se, por exemplo, que em uma noite sonhou que o professor havia passado um trabalho para toda a classe. Logo ao despertar, saltou da cama e se p\u00f4s a escrever o que havia sonhado, um ditado em latim. Mais tarde, traduziu o mesmo texto com a ajuda de um sacerdote amigo. Aconteceu que, na manh\u00e3 seguinte, o professor passou em classe um trabalho sobre o mesmo tema que Jo\u00e3o havia sonhado. Sendo assim, sem usar o dicion\u00e1rio e nem gastar muito tempo, escreveu o seu trabalho, tal como lembrava do sonho. Havia acertado tudo! Questionado pelo professor, exp\u00f4s todo o conte\u00fado com ingenuidade, causando uma grande admira\u00e7\u00e3o em todos!<br \/>\nEm uma outra ocasi\u00e3o, Jo\u00e3o entregou t\u00e3o r\u00e1pido seu trabalho, que acabou gerando uma desconfian\u00e7a no professor. Um garoto n\u00e3o podia resolver tantos problemas gramaticais em t\u00e3o pouco tempo. Leu mais algumas vezes o trabalho de Jo\u00e3o com muita aten\u00e7\u00e3o e se admirava em ver um trabalho t\u00e3o bem feito.<br \/>\nPara poder se certificar melhor que n\u00e3o havia nenhuma fraude, o professor pediu o rascunho de Jo\u00e3o. Ao ver, mais uma grande surpresa. Como o texto era muito grande, o professor havia ditado apenas a metade. Entretanto, no caderno de Jo\u00e3o, j\u00e1 encontrava-se o texto inteiro, sem uma s\u00edlaba a mais e nem a menos. O que havia acontecido? N\u00e3o era poss\u00edvel que ele tivesse copiado t\u00e3o r\u00e1pido (naquela \u00e9poca ainda n\u00e3o havia internet! rs&#8230;).<br \/>\nPressionado, Jo\u00e3o confessa: eu sonhei!<br \/>\nEstas hist\u00f3rias foram passadas e chegaram at\u00e9 os tempos do orat\u00f3rio. Os meninos de Valdocco espalhavam entre si estes contos a respeito de seu querido pai. Perguntado sobre eles, Dom Bosco nunca os negou. Mais que isso, Dom Bosco contava outras hist\u00f3rias de semelhante tom extraordin\u00e1rio. De maneira alguma contava estas coisas para se exaltar. Dom Bosco era humilde e a humildade aborrece a mentira. Suas narra\u00e7\u00f5es tinham sempre e unicamente o objetivo de educar os seus jovens para a virtude. Eram hist\u00f3rias revestidas de uma tal simplicidade que atra\u00eda os cora\u00e7\u00f5es.<br \/>\nAo final daquele ano escolar (1830-1831), Jo\u00e3o passou para o terceiro ano ginasial, com boas notas em seu hist\u00f3rico.<br \/>\n<strong>TEXTO:<\/strong>\u00a0Pe. Glauco F\u00e9lix Teixeira Landim, SDB<br \/>\ne-mail: glauco.bsp@salesianos.com.br \u2013 Facebook: www.facebook.com\/glaucosdb<br \/>\n<strong>ADAPTA\u00c7\u00c3O E LOCU\u00c7\u00c3O:<\/strong>\u00a0Domingos S\u00e1vio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Espa\u00e7o Valdocco 26<\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":74108,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[129,137],"tags":[],"class_list":["post-39310","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-espaco-valdocco","category-subdestaques"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39310","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39310"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39310\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39310"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39310"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39310"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}