{"id":43772,"date":"2015-06-05T10:08:14","date_gmt":"2015-06-05T13:08:14","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=43772"},"modified":"2015-06-05T10:08:14","modified_gmt":"2015-06-05T13:08:14","slug":"espaco-valdocco-36-um-jovem-com-muitos-talentos-e-habilidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/espaco-valdocco-36-um-jovem-com-muitos-talentos-e-habilidades\/","title":{"rendered":"Espa\u00e7o Valdocco 36 &#8211; Um jovem com muitos talentos e habilidades"},"content":{"rendered":"<p>A juventude de Dom Bosco tamb\u00e9m foi um tempo para aperfei\u00e7oar muitas das habilidades que lhe ser\u00e3o muito \u00fateis no futuro, em sua miss\u00e3o. Praticava o canto, o piano, a declama\u00e7\u00e3o, o teatro&#8230; tudo isso sem deixar de lado o empenho nas amizades e nos estudos. Ainda passava horas sem dormir debru\u00e7ado nos seus livros, chegando muitas vezes a dedicar apenas um ter\u00e7o da noite para o sono.<br \/>\nComo j\u00e1 dissemos em outra ocasi\u00e3o, estas habilidades faziam com que Jo\u00e3o Bosco fosse um jovem de muito prest\u00edgio perante os seus amigos. Ele era bom em qualquer jogo! Nas \u201cMem\u00f3rias do Orat\u00f3rio de S\u00e3o Francisco de Sales\u201d, Dom Bosco cita que tinha especial habilidade com baralho, bolinhas, malhas, perna de pau, saltos e corridas. Muitas dessas coisas ele havia aprendido ainda menino em Murialdo, mas outras havia aprendido j\u00e1 em Chieri. Ainda sabia fazer m\u00e1gica e prestidigita\u00e7\u00f5es. N\u00e3o ficava por baixo perante nenhum artista profissional, apresentava-se n\u00e3o s\u00f3 para seus amigos, mas tamb\u00e9m publicamente.<br \/>\nNestes \u201cespet\u00e1culos\u201d que organizava Jo\u00e3o cantava, tocava ou recitava poesias que muitos julgavam ser verdadeiras obras-primas, mas na verdade trechos de obras cl\u00e1ssicas da literatura adaptadas para o tema que ele queria. Por isso mesmo, nas mesmas \u201cMem\u00f3rias\u201d, Dom Bosco confessa que nunca entregava suas \u201ccomposi\u00e7\u00f5es\u201d para ningu\u00e9m, por receio de ser considerado um plagiador.<br \/>\nNos jogos de prestidigita\u00e7\u00e3o, fazia sair de um pequeno copo muitas e muitas bolinhas, mais do que normalmente caberia. Dos bolsos de seus expectadores fazia sair ovos e mais ovos. Fazia moedas sumirem em um estalar de dedos. Tudo isso levava seu p\u00fablico ao del\u00edrio. Mas tamb\u00e9m trouxe alguns problemas para Jo\u00e3o.<br \/>\nJo\u00e3o n\u00e3o estava mais no Caf\u00e9 Pianta. Agora morava, por indica\u00e7\u00e3o do seu vig\u00e1rio em Castelnuovo, na casa do Sr. Tom\u00e1s Cumino. Era o ano escolar de 1834-1835. O dono da casa era alfaiate. Jo\u00e3o morava na cocheira e tinha os deveres de trabalhar um pouco na vinha e cuidar de um jumento. Tamb\u00e9m o Pe. Cafasso j\u00e1 havia sido h\u00f3spede ali e foi o respons\u00e1vel por melhorar as condi\u00e7\u00f5es de vida de Jo\u00e3o alguns meses depois.<br \/>\nEste Sr. Cumino era um crist\u00e3o fervoroso e que at\u00e9 gostava de brincadeiras. Dom Bosco, sempre nas \u201cMem\u00f3rias do Orat\u00f3rio\u201d, conta que, sabendo disso, sempre pregava alguma pe\u00e7a com o senhor Tom\u00e1s, a fim de brincar com ele.<br \/>\nEis algumas destas \u201cartes\u201d lembradas por Dom Bosco: um galo vivo colocado dentro de uma panela no lugar de um frango assado, a macarronada trocada na panela por macarr\u00e3o cru, a garrafa de vinho cheia de \u00e1gua, doces trocados por fatias de p\u00e3o e moedas trocadas por pedacinhos de lata.<br \/>\nEm um momento, o bom Tom\u00e1s come\u00e7a a desconfiar dessas brincadeiras. Come\u00e7a a achar que \u00e9 coisa do dem\u00f4nio! N\u00e3o tendo coragem de falar com ningu\u00e9m que morava na pens\u00e3o da sua casa, foi aconselhar-se com o Pe. Bertinetti, seu vizinho. Este tamb\u00e9m achou que tudo isso s\u00f3 podia ser coisa de magia branca e resolveu levar o caso para o delegado das escolas, o c\u00f4nego M\u00e1ximo B\u00farzio, que tamb\u00e9m era cura da catedral de Chieri.<br \/>\nO c\u00f4nego, que era uma pessoa muito instru\u00edda, piedosa e prudente, sem falar com ningu\u00e9m, chamou Jo\u00e3o para obter algumas explica\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m com ele fez uma brincadeira de prestidigita\u00e7\u00e3o, fazendo-lhe sumir o rel\u00f3gio e a bolsa de moedas. Fez isso para mostrar ao c\u00f4nego que n\u00e3o se tratava de magia ou coisa do dem\u00f4nio, mas sim de pura habilidade manual. No final da conversa, o c\u00f4nego B\u00farzio ria e Jo\u00e3o ainda voltou para a casa com um presente como pr\u00eamio pela sua destreza.<br \/>\nResolvido esse mal-entendido, Jo\u00e3o voltou a realizar os seus espet\u00e1culos p\u00fablicos. No entanto, sentiu uma diminui\u00e7\u00e3o no seu p\u00fablico. Chamava a aten\u00e7\u00e3o um saltimbanco que estava em Chieri naqueles dias e que havia atravessado a cidade na corrida em apenas dois minutos e meio, quase o tempo que um trem usaria para o percurso. Sem pensar direito, Jo\u00e3o revela para algumas pessoas que gostaria de competir com este saltimbanco. Este desejo chegou ao interessado e n\u00e3o houve maneira de fugir do desafio. Um estudante, Jo\u00e3o, teria que competir com um corredor profissional.<br \/>\nA aposta era de 20 francos. Como Jo\u00e3o n\u00e3o tinha dinheiro, os amigos da Sociedade da Alegria completaram a quantia. Uma multid\u00e3o j\u00e1 havia se juntado para assistir a grande corrida. Dada a largada, o saltimbanco toma a frente. Jo\u00e3o por\u00e9m o alcan\u00e7ou e o deixou t\u00e3o para tr\u00e1s, que o corredor acabou desistindo da prova.<br \/>\nMas n\u00e3o havia desistido da competi\u00e7\u00e3o! O saltimbanco agora queria rivalizar com Jo\u00e3o no salto e provar que a vit\u00f3ria na corrida foi apenas sorte. O lugar do salto seria um pequeno riacho. Fez um salto t\u00e3o bom que a maioria acreditou que Jo\u00e3o j\u00e1 havia perdido. Mas n\u00e3o foi o que aconteceu&#8230; Jo\u00e3o saltou o riacho e ainda usou o parapeito da ponte para ir mais al\u00e9m ainda.<br \/>\nO saltimbanco n\u00e3o se conformava. Desafiou Jo\u00e3o a escolher qualquer jogo de destreza. A escolha foi uma varinha, que Jo\u00e3o usar para equilibrar um chap\u00e9u de quase todas as maneiras poss\u00edveis. O saltimbanco foi tentar fazer o mesmo, mas o chap\u00e9u esbarrou em seu nariz. Precisou pegar o chap\u00e9u com as m\u00e3os para que ele n\u00e3o ca\u00edsse no ch\u00e3o.<br \/>\nFurioso por estar sendo derrotado por um simples estudante, o saltimbanco d\u00e1 a \u00faltima cartada: 100 francos para quem conseguisse colocar os p\u00e9s mais perto da ponta de uma \u00e1rvore que havia por ali pr\u00f3ximo.<br \/>\nTamb\u00e9m desta vez o saltimbanco atingiu um desempenho que muito dificilmente poderia ser superado. Mais um pouco que subisse na \u00e1rvore e ela envergaria. Jo\u00e3o conseguiu vencer o desafio chegando o mais longe que podia e inclinando o seu corpo, fazendo com que seu p\u00e9 ficasse cerca de um metro a mais que o seu competidor.<br \/>\nOs aplausos eram poucos para expressar a exulta\u00e7\u00e3o das pessoas que assistiram a esse espet\u00e1culo. O saltimbanco n\u00e3o saiu de qualquer maneira. Jo\u00e3o e seus amigos fizeram a proposta de devolver o dinheiro se ele pagasse o almo\u00e7o para eles. Foram cerca de 22. O almo\u00e7o aconteceu no albergue do Muletto, a poucos metros do Caf\u00e9 Pianta. Ainda hoje \u00e9 poss\u00edvel passar por l\u00e1 e almo\u00e7ar neste mesmo lugar.<br \/>\n<strong>TEXTO:<\/strong>\u00a0Pe. Glauco F\u00e9lix Teixeira Landim, SDB<br \/>\ne-mail: glauco.bsp@salesianos.com.br \u2013 Facebook: www.facebook.com\/glaucosdb<br \/>\n<strong>ADAPTA\u00c7\u00c3O E LOCU\u00c7\u00c3O:<\/strong>\u00a0Domingos S\u00e1vio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Espa\u00e7o Valdocco 36<\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":43773,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-43772","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-espaco-valdocco"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43772","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43772"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43772\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43773"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43772"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43772"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43772"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}