{"id":48988,"date":"2016-01-03T08:59:42","date_gmt":"2016-01-03T10:59:42","guid":{"rendered":"https:\/\/noticiascatolicas.com.br\/?p=50209"},"modified":"2016-01-03T08:59:42","modified_gmt":"2016-01-03T10:59:42","slug":"em-2015-o-terror-do-estado-islamico-se-espalhou-pelo-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/em-2015-o-terror-do-estado-islamico-se-espalhou-pelo-mundo\/","title":{"rendered":"Em 2015, o terror do Estado Isl\u00e2mico se espalhou pelo mundo"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/noticiascatolicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Estado-Isl%C3%A2mico.jpg\" alt=\"Estado Isl\u00e2mico\" class=\"alignright size-full wp-image-50210\" srcset=\"https:\/\/noticiascatolicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Estado-Isl\u00e2mico-768x432.jpg 768w, https:\/\/noticiascatolicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Estado-Isl\u00e2mico-800x450.jpg 800w, https:\/\/noticiascatolicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Estado-Isl\u00e2mico.jpg 1280w\" \/>Atingido de Paris a Beirute, passando pelo Sinai ou pela Calif\u00f3rnia, o mundo compreendeu em 2015 que \u00e9 e continuar\u00e1 sendo vulner\u00e1vel a uma forma de atentados promovidos ou organizados pelo grupo Estado Isl\u00e2mico (EI).<\/p>\n<p>O grupo jihadista fundado em 2014 nos confins do Iraque e da S\u00edria, e que se dedicou em um primeiro momento a consolidar seu controle territorial, voltou sua mira aos \u201cinimigos distantes\u201d no ano que termina. Fomentou e inspirou ataques contra alvos civis em diferentes partes do mundo que deixaram centenas de v\u00edtimas.<\/p>\n<p>\u201cO EI, que reivindicou a responsabilidade destas atrocidades, passou a ser global\u201d, avalia Richard Barrett, vice-presidente do grupo de reflex\u00e3o nova-iorquino Sounfa Group e que dirigiu antes o contraterrorismo nos servi\u00e7os brit\u00e2nicos e a unidade de vigil\u00e2ncia da Al-Qaeda e dos talib\u00e3s na ONU.<\/p>\n<p>\u201cE ficar dando voltas e enviar mais ca\u00e7a-bombardeiros n\u00e3o vai solucionar o problema. Pelo contr\u00e1rio, vai pior\u00e1-lo um pouco\u201d, declarou Barrett em entrevista recente \u00e0 AFP.<\/p>\n<p>\u201cMas os pol\u00edticos t\u00eam muitas dificuldades para tratar estes temas. O p\u00fablico est\u00e1 assustado, j\u00e1 que este \u00e9 o objetivo do terrorismo: instigar o medo. Se n\u00e3o desenvolvermos uma forma de resili\u00eancia social diante disso, vamos em dire\u00e7\u00e3o a graves problemas\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>A for\u00e7a do EI \u00e9 que pode contar tanto com agentes enviados das \u201cterras do califado\u201d para montar opera\u00e7\u00f5es na Europa (como os autores dos atentados de 13 de novembro em Paris) quanto com simpatizantes j\u00e1 no local. Este foi o caso de Syed Rizwan Farook e Tashfeen Malik, que se radicalizaram e decidiram passar \u00e0 a\u00e7\u00e3o nos Estados Unidos sem ter aparentemente contatos diretos com o grupo jihadista.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso somar a estas duas amea\u00e7as a constitu\u00edda por jihadistas bem treinados, como os irm\u00e3os Kouachi, autores do massacre na revista Charlie Hebdo, vigiados por um tempo, mas considerados pouco perigosos, que sabem se fazer esquecer e depois atacam de maneira inesperada.<\/p>\n<p><strong>Sociedades mais selvagens<\/strong><\/p>\n<p>Diante desta multiplica\u00e7\u00e3o de suspeitos, as for\u00e7as p\u00fablicas t\u00eam dificuldades, embora seus meios tenham sido refor\u00e7ados em todos os pa\u00edses alvos do EI ou da Al-Qaeda.<\/p>\n<p>\u201cTodos os membros dos servi\u00e7os de seguran\u00e7a europeus com os quais tive contatos no \u00faltimo ano est\u00e3o petrificados quando evocam o problema dos combatentes estrangeiros\u201d que voltam da S\u00edria ou do Iraque, afirma Bruce Riedel, do centro de reflex\u00e3o Brookings de Washington. E este problema \u201c\u00e9 praticamente insol\u00favel\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Apenas sua vigil\u00e2ncia intensiva mobilizaria todas as for\u00e7as de seguran\u00e7a e os ex\u00e9rcitos do mundo ocidental, e isso \u201c\u00e9 imposs\u00edvel, \u00e9 claro\u201d, acrescenta Riedel, ex-membro da CIA. \u201cTemos um problema s\u00e9rio: isto se chama estar submersos\u201d.<\/p>\n<p>Apesar da cria\u00e7\u00e3o, por iniciativa da Ar\u00e1bia Saudita, de uma coaliz\u00e3o de 34 pa\u00edses, majoritariamente mu\u00e7ulmanos, para \u201ccombater o terrorismo militar e ideologicamente\u201d, h\u00e1 muitas dificuldades para colocar em andamento uma coopera\u00e7\u00e3o internacional eficaz contra o EI, afirma Jean-Pierre Filiu, professor do Instituto de Ci\u00eancia Pol\u00edtica de Paris.<\/p>\n<p>\u201cOs atentados de Paris em novembro e o de San Bernardino lembraram os pa\u00edses ocidentais\u201d que o EI \u201cpode agir a qualquer momento\u201d, afirma.<\/p>\n<p>\u201cE vemos que a Fran\u00e7a, apesar do apoio da Gr\u00e3-Bretanha e da Alemanha, est\u00e1 longe de ser sustentada ativamente neste plano pelos outros pa\u00edses europeus. Quanto aos Estados Unidos, privilegiaram uma campanha de longa dura\u00e7\u00e3o\u201d que permite ao EI \u201cdesenvolver suas redes transnacionais. E a R\u00fassia de Vladimir Putin est\u00e1 mais interessada no apoio ao seu aliado, Bashar al-Assad, bombardeando sua oposi\u00e7\u00e3o, que em uma ofensiva contra\u201d o Estado Isl\u00e2mico, afirma Filiu.<\/p>\n<p>Embora saibam que s\u00e3o vulner\u00e1veis, os pa\u00edses atacados pelo EI evitaram at\u00e9 agora em suas rea\u00e7\u00f5es a armadilha criada pelo movimento jihadista, cujo interesse \u00e9 que as comunidades mu\u00e7ulmanas locais sejam estigmatizadas, acusadas de cumplicidade, para que se voltem ao seu lado.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m do medo que provoca, o terror, que chegou ao seu \u00e1pice no ano de 2015, est\u00e1 destinado a tornar \u2018mais selvagem\u2019 a sociedade \u2018\u00edmpia\u2019, fragmentando-a em guetos confessionais at\u00e9 que afundem em uma guerra civil\u201d, escreve o cientista pol\u00edtico franc\u00eas Gilles Kepel em seu livro \u201cTerreur dans l\u2019hexagone\u201d (Terror no hex\u00e1gono, em tradu\u00e7\u00e3o literal, Editorial Gallimard).<\/p>\n<p>\u201cEsta vis\u00e3o apocal\u00edptica e delirante dos jihadistas se nutre do fantasma de um recrutamento poss\u00edvel de seus correligion\u00e1rios, que se sentiriam vitimados pela islamofobia ati\u00e7ada em rea\u00e7\u00e3o aos massacres lan\u00e7ados pelos islamitas\u201d, sustenta.<\/p>\n<p>(AFP)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Terrorismo<\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":48994,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[223,9656],"class_list":["post-48988","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-223","tag-terrorismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48988","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48988"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48988\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48988"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48988"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48988"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}