{"id":54946,"date":"2016-08-01T12:12:06","date_gmt":"2016-08-01T15:12:06","guid":{"rendered":"https:\/\/noticiascatolicas.com.br\/?p=56330"},"modified":"2016-08-01T12:12:06","modified_gmt":"2016-08-01T15:12:06","slug":"papa-no-aviao-nao-identificar-o-isla-com-a-violencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/papa-no-aviao-nao-identificar-o-isla-com-a-violencia\/","title":{"rendered":"Papa no avi\u00e3o: n\u00e3o identificar o Isl\u00e3 com a viol\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-56331\" src=\"https:\/\/noticiascatolicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/papa-no-aviao-nao-identificar-o-isla-com-violencia.jpg\" alt=\"papa-no-aviao-nao-identificar-o-isla-com-violencia\" \/>Juventude, terrorismo, Turquia, Venezuela: estes foram alguns dos temas da coletiva de imprensa que o Papa Francisco abordou neste domingo, 31, ao retornar para Roma ap\u00f3s a viagem \u00e0 Pol\u00f4nia. De Crac\u00f3via ao Vaticano, Francisco respondeu \u00e0s perguntas dos jornalistas, recordando logo no in\u00edcio a morte de uma colega italiana, Anna Maria Bianchini Jacobini, que morreu em Crac\u00f3via enquanto fazia a cobertura da viagem.<\/p>\n<p>Confira, abaixo, uma divis\u00e3o por temas e as palavras do Santo Padre:<\/p>\n<p><strong>Pol\u00f4nia<\/strong><\/p>\n<p>A primeira quest\u00e3o foi justamente como Francisco viveu esses dias na Pol\u00f4nia, \u201cinvadida\u201d desta vez pelos jovens. \u201cO povo polon\u00eas \u00e9 muito entusiasta. Esta noite, com a chuva, pelas ruas havia n\u00e3o somente jovens, mas tamb\u00e9m velhinhas. \u00c9 uma bondade, uma nobreza. Eu tive uma experi\u00eancia com poloneses quando era crian\u00e7a: onde trabalhava meu pai, muitos poloneses vieram depois da guerra. Eram pessoas boas e isso ficou no cora\u00e7\u00e3o. Reencontrei esta bondade. Uma beleza\u2026obrigado!<\/p>\n<p><strong>Jovens<\/strong><\/p>\n<p>\u201cEu gosto de falar com os jovens. E gosto de ouvi-los. Sempre me colocam em dificuldade, porque dizem coisas \u00e0s quais eu n\u00e3o pensei ou que pensei pela metade. Os jovens inquietos, os jovens criativos\u2026 Eu gosto e dali adquiro a linguagem. Muitas vezes me pergunto: \u201cMas o que significa isto?\u201d. E eles me explicam. O nosso futuro \u00e9 com eles, e devemos dialogar. \u00c9 importante este di\u00e1logo entre passado e futuro. \u00c9 por isso que destaco tanto a rela\u00e7\u00e3o entre os jovens e os av\u00f3s, e quando digo \u201cav\u00f3s\u201d entendo os mais velhos e os nem tanto, mas eu sim\u2026 Para dar tamb\u00e9m a nossa experi\u00eancia, para que sintam o passado, a hist\u00f3ria e a retomem e a levem avante com a coragem do presente, como disse esta noite. \u00c9 importante. Importante! Eu n\u00e3o gosto quando ou\u00e7o: \u201cMas esses jovens dizem besteiras!\u201d. Mas tamb\u00e9m n\u00f3s dizemos muitas, eh! Os jovens dizem besteiras e dizem coisas boas: como n\u00f3s, como todos. Mas ouvi-los, porque devemos aprender deles e eles devem aprender conosco. \u00c9 assim. E assim se faz a hist\u00f3ria e assim se cresce sem fechamentos, sem censuras\u201d.<\/p>\n<p><strong>Crise turca e sil\u00eancio do Papa<\/strong><\/p>\n<p>\u201cQuando tive que dizer algo de que a Turquia n\u00e3o gostava, mas da qual eu estava certo, eu disse, com as consequ\u00eancias que voc\u00eas conhecem. N\u00e3o falei porque ainda n\u00e3o estou certo, com as informa\u00e7\u00f5es que recebi, do que est\u00e1 acontecendo ali. Ou\u00e7o as informa\u00e7\u00f5es que chegam \u00e0 Secretaria de Estado, e tamb\u00e9m aquelas de algum analista pol\u00edtico importante. Estou estudando a situa\u00e7\u00e3o com os assessores da Secretaria de Estado e a coisa ainda n\u00e3o est\u00e1 clara\u201d.<\/p>\n<p><strong>Novas den\u00fancias contra o Cardeal Pell<\/strong><\/p>\n<p>\u201cAs primeiras not\u00edcias que chegaram eram confusas. Eram not\u00edcias de 40 anos atr\u00e1s e nem mesmo a pol\u00edcia deu aten\u00e7\u00e3o num primeiro momento. Uma coisa confusa. Depois, todas as den\u00fancias foram apresentadas \u00e0 Justi\u00e7a e neste momento est\u00e3o nas m\u00e3os da Justi\u00e7a. N\u00e3o se deve julgar antes que a Justi\u00e7a julgue. Se eu desse um ju\u00edzo a favor ou contra o Cardeal Pell, n\u00e3o seria bom, porque julgaria antes. \u00c9 verdade, existe a d\u00favida. E h\u00e1 aquele princ\u00edpio claro do Direito: in dubio pro reo. Devemos aguardar a Justi\u00e7a e n\u00e3o fazer antes um ju\u00edzo midi\u00e1tico, porque isso n\u00e3o ajuda. O ju\u00edzo das fofocas, e depois? N\u00e3o se sabe como acabar\u00e1. Estar atentos \u00e0quilo que a Justi\u00e7a decidir\u00e1. Uma vez que a Justi\u00e7a falar, falarei eu\u201d.<\/p>\n<p><strong>Queda<\/strong><\/p>\n<p>\u201cEu estava olhando para Nossa Senhora e esqueci do degrau\u2026 Estava com o tur\u00edbulo na m\u00e3o\u2026 Quando percebi que estava caindo, me deixei cair e isso me salvou. Porque se tivesse resistido, teria tido consequ\u00eancias. Nada. \u201cEsto fenomeno!\u201d [Estou ben\u00edssimo!]<\/p>\n<p><strong>Media\u00e7\u00e3o vaticana na Venezuela<\/strong><\/p>\n<p>\u201cDois anos atr\u00e1s, tive um encontro com o presidente Maduro, muito, muito positivo. Depois ele pediu uma audi\u00eancia no ano passado: era um domingo, um dia depois da minha chegada de Sarajevo. Mas depois ele cancelou aquele encontro porque tinha uma otite e n\u00e3o podia vir. Depois disso, deixei passar um pouco de tempo e lhe escrevi uma carta. Houve contatos para um eventual encontro. Sim, com as condi\u00e7\u00f5es que se fazem nesses casos. E se pensa neste momento \u2013 mas n\u00e3o estou certo e n\u00e3o posso garantir isso, \u00e9 claro? N\u00e3o estou certo de que no grupo da media\u00e7\u00e3o algu\u00e9m \u2013 e nem sei se o pr\u00f3prio governo \u2013 quer um representante da Santa S\u00e9. N\u00e3o estou certo. No grupo est\u00e3o Zapatero da Espanha, Torrijos e outra pessoa, e a quarta se falava da Santa S\u00e9. Mas isso n\u00e3o tenho certeza\u2026\u201d.<\/p>\n<p><strong>Assassinato de Padre Jacques Hamel e \u201cviol\u00eancia isl\u00e2mica\u201d<\/strong><\/p>\n<p>\u201cEu n\u00e3o gosto de falar de viol\u00eancia isl\u00e2mica, porque todos os dias quando leio os jornais vejo viol\u00eancias aqui na It\u00e1lia: quem mata a namorada, outro que mata a sogra\u2026 E estas pessoas s\u00e3o violentos cat\u00f3licos batizados, eh! S\u00e3o cat\u00f3licos violentos\u2026 Se eu falasse de viol\u00eancia isl\u00e2mica, deveria falar tamb\u00e9m de viol\u00eancia cat\u00f3lica. Nem todos os isl\u00e2micos s\u00e3o violentos; nem todos os cat\u00f3licos s\u00e3o violentos. \u00c9 como uma salada de frutas: tem tudo dentro; h\u00e1 violentos dessas religi\u00f5es. Uma coisa \u00e9 verdade: creio que em quase todas as religi\u00f5es exista sempre um pequeno grupo fundamentalista. Fundamentalista. Tamb\u00e9m n\u00f3s temos isso. E quando o fundamentalismo chega a matar \u2013 mas se pode matar com a l\u00edngua, e isso o diz o Ap\u00f3stolo Tiago e n\u00e3o eu, e tamb\u00e9m com a faca \u2013 creio que n\u00e3o seja justo identificar o Isl\u00e3 com a viol\u00eancia. Isto n\u00e3o \u00e9 justo e n\u00e3o \u00e9 verdadeiro! Tive um longo di\u00e1logo com o Grande Im\u00e3 da Universidade de al-Azhar e sei o que eles pensam: buscam a paz, o encontro. O N\u00fancio de um pa\u00eds africano me dizia que na capital h\u00e1 sempre uma fila de gente \u2013 est\u00e1 sempre cheio! \u2013 na Porta Santa para o Jubileu: alguns se det\u00e9m nos confession\u00e1rios, outros rezam nos bancos. Mas a maioria vai para frente, avante, para rezar no altar de Nossa Senhora: esses s\u00e3o mu\u00e7ulmanos que querem fazer o Jubileu. S\u00e3o irm\u00e3os. Quando estive na Rep\u00fablica Centro-Africana, estive com eles e o im\u00e3 tamb\u00e9m subiu no papam\u00f3vel. Pode-se conviver bem. Mas h\u00e1 grupos fundamentalistas. E me pergunto tamb\u00e9m quantos jovens \u2013 quantos jovens! \u2013 que n\u00f3s europeus deixamos vazios de ideais, que n\u00e3o t\u00eam trabalho, que usam droga, \u00e1lcool ou v\u00e3o l\u00e1 e se alistam em grupos fundamentalistas. Sim, podemos dizer que o chamado Isis \u00e9 um Estado Isl\u00e2mico que se apresenta como violento, porque quando nos mostra a sua carteira de identidade nos mostra como degola os eg\u00edpcios na costa l\u00edbica ou outras coisas. Mas este \u00e9 um grupo fundamentalista, que se chama Isis. Mas n\u00e3o se pode dizer \u2013 creio que n\u00e3o seja verdadeiro e n\u00e3o seja justo \u2013 que o Isl\u00e3 seja terrorista\u201d.<\/p>\n<p><strong>Iniciativas concretas contra o terrorismo<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO terrorismo est\u00e1 em todos os lugares! Pense no terrorismo tribal de alguns pa\u00edses africanos\u2026 O terrorismo \u2013 n\u00e3o sei se diz\u00ea-lo, porque \u00e9 um pouco perigoso\u2026 \u2013 cresce quando n\u00e3o h\u00e1 outra op\u00e7\u00e3o, quando no centro da economia mundial h\u00e1 o deus dinheiro e n\u00e3o a pessoa, o homem e a mulher. Este \u00e9 o primeiro terrorismo. Expulsou as maravilhas da Cria\u00e7\u00e3o, o homem e a mulher, e colocou ali o dinheiro. Este \u00e9 terrorismo de base contra toda a humanidade. Pensemos nisso\u201d.<\/p>\n<p><strong>Panam\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>Um jornalista panamense presentou o Papa com uma camisa com o n\u00famero 17, sua data de nascimento, e o \u201csombrero\u201d usado pelos camponeses do pa\u00eds, pedindo uma sauda\u00e7\u00e3o ao povo e afirmando que os panamenses o aguardam. E o Papa respondeu: \u201cSe eu n\u00e3o estiver, ir\u00e1 Pedro. Aos panamenses, muito obrigado. Fa\u00e7o votos de que se preparem bem, com a mesma for\u00e7a, a mesma espiritualidade e a mesma profundidade com a qual os poloneses e os habitantes de Crac\u00f3via se prepararam.\u201d<\/p>\n<p>Ao final da coletiva, com um bolo, o Pont\u00edfice agradeceu a dois colaboradores que encerraram seu trabalho com esta viagem \u00e0 Pol\u00f4nia: padre Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa, e o Sr. Mauro, que foi respons\u00e1vel pelas bagagens dos voos papais por 37 anos.<\/p>\n<p><em>Por Can\u00e7\u00e3o Nova, com R\u00e1dio Vaticano<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista no voo<\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":54950,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[2715,2993,4045,5488,5552,5617,5631,7175,77,7509,7656,9656,9974],"class_list":["post-54946","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-cracovia","tag-denuncias","tag-entrevista","tag-isla","tag-jmj-2016","tag-jornalistas","tag-jovens","tag-panama","tag-papa-francisco","tag-perguntas","tag-polonia","tag-terrorismo","tag-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54946","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54946"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54946\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54946"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54946"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54946"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}