{"id":55176,"date":"2016-08-05T15:30:52","date_gmt":"2016-08-05T18:30:52","guid":{"rendered":"https:\/\/noticiascatolicas.com.br\/?p=56465"},"modified":"2016-08-05T15:30:52","modified_gmt":"2016-08-05T18:30:52","slug":"unicef-metade-dos-bebes-nao-e-amamentada-na-1a-hora-de-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/unicef-metade-dos-bebes-nao-e-amamentada-na-1a-hora-de-vida\/","title":{"rendered":"Unicef: Metade dos beb\u00eas n\u00e3o \u00e9 amamentada na 1\u00aa hora de vida"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-56466\" src=\"https:\/\/noticiascatolicas.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/recem-mamae.jpg\" alt=\"recem-mamae\" \/>Aproximadamente 77 milh\u00f5es de rec\u00e9m-nascidos n\u00e3o s\u00e3o amamentados na primeira hora de vida, deixando de receber nutrientes e anticorpos e sendo privados do contato corporal com suas m\u00e3es, de acordo com o Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef). Este primeiro contato corpo a corpo \u00e9 essencial para proteg\u00ea-los de doen\u00e7as e para contribuir com o sucesso da amamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>France B\u00e9gin, assessora s\u00eanior de Nutri\u00e7\u00e3o do Unicef, afirma que se todos os beb\u00eas fossem alimentados apenas com leite materno desde o momento do seu nascimento at\u00e9 os seis meses de idade, mais de 800 mil vidas seriam salvas a cada ano.<\/p>\n<p>Quanto mais se atrasa o in\u00edcio da amamenta\u00e7\u00e3o, maior \u00e9 o risco de morte no primeiro m\u00eas de vida. Atrasar o aleitamento materno entre duas e 23 horas ap\u00f3s o nascimento aumenta em 40% o risco de morte nos primeiros 28 dias de vida. Atras\u00e1-la por 24 horas ou mais aumenta esse risco em 80%.<\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) recomenda que a amamenta\u00e7\u00e3o comece ainda na primeira meia hora ap\u00f3s o parto. No entanto, apenas metade de todos os rec\u00e9m-nascidos no mundo colhe os benef\u00edcios da amamenta\u00e7\u00e3o imediata.<\/p>\n<p>De acordo com o manual de aleitamento materno do Comit\u00ea Portugu\u00eas para o Unicef, o leite materno previne infec\u00e7\u00f5es gastrointestinais, respirat\u00f3rias e urin\u00e1rias, al\u00e9m de ter efeito protetor sobre as alergias. No que diz respeito \u00e0s vantagens para a m\u00e3e, amamentar ajuda o \u00fatero a voltar ao seu tamanho normal e reduz as probabilidades de c\u00e2ncer de mama.<\/p>\n<p>A recomenda\u00e7\u00e3o da OMS \u00e9 de que o aleitamento materno seja exclusivo at\u00e9 o sexto m\u00eas e se estenda at\u00e9 os 2 anos ou mais, a\u00ed j\u00e1 com a introdu\u00e7\u00e3o de outros alimentos, como frutas, legumes, verduras e carnes.<\/p>\n<p>De acordo com o Unicef, apesar dos esfor\u00e7os, os avan\u00e7os na amamenta\u00e7\u00e3o na primeira hora de vida t\u00eam sido lentos. Na \u00c1frica Subsaariana, por exemplo, onde as taxas de mortalidade de menores de cinco anos s\u00e3o as mais altas do mundo, o aleitamento materno precoce cresceu apenas 10 pontos percentuais desde o ano 2000. Na \u00c1sia Meridional, onde as taxas de inicia\u00e7\u00e3o precoce de aleitamento materno triplicaram, passando de 16% em 2000 para 45% em 2015, o aumento est\u00e1 longe de ser suficiente: 21 milh\u00f5es de rec\u00e9m-nascidos ainda t\u00eam de esperar tempo demais para serem amamentados.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise do Unicef mostra que as mulheres n\u00e3o est\u00e3o recebendo a ajuda de que necessitam para iniciar o aleitamento materno imediatamente ap\u00f3s o nascimento, mesmo quando um m\u00e9dico, enfermeiro ou parteira assiste o parto. No Oriente M\u00e9dio, no Norte da \u00c1frica e na \u00c1sia Meridional, por exemplo, as mulheres que t\u00eam filho com o aux\u00edlio de uma parteira qualificada est\u00e3o menos propensas a iniciar o aleitamento materno na primeira hora ap\u00f3s o parto se comparadas \u00e0quelas que d\u00e3o \u00e0 luz com o apoio de parteiras n\u00e3o qualificadas ou familiares.<\/p>\n<p>Outro motivo que dificulta a amamenta\u00e7\u00e3o precoce \u00e9 o h\u00e1bito de alimentar os beb\u00eas com outros l\u00edquidos ou alimentos. Em muitos pa\u00edses, \u00e9 costume alimentar o beb\u00ea com f\u00f3rmula infantil, leite de vaca ou \u00e1gua com a\u00e7\u00facar nos tr\u00eas primeiros dias de vida. Quase metade de todos os rec\u00e9m-nascidos \u00e9 alimentada com esses l\u00edquidos. Quando os beb\u00eas recebem alternativas menos nutritivas do que o leite materno, eles mamam com menos frequ\u00eancia, fazendo com que seja mais dif\u00edcil para as m\u00e3es o in\u00edcio e a continuidade do aleitamento.<\/p>\n<p>No mundo todo, apenas 43% dos beb\u00eas com menos de seis meses de idade s\u00e3o amamentados exclusivamente. Beb\u00eas que n\u00e3o s\u00e3o amamentados t\u00eam 14 vezes mais probabilidade de morrer do que aqueles que s\u00e3o alimentados apenas com leite materno, de acordo com o Unicef. No entanto, qualquer quantidade de leite materno reduz o risco de morte. Beb\u00eas que n\u00e3o recebem nenhum leite materno t\u00eam sete vezes mais chance de morrer de infec\u00e7\u00f5es do que aqueles que receberam pelo menos alguma quantidade de leite materno nos seis primeiros meses de vida.<\/p>\n<p><strong>Semana Mundial da Amamenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A Semana Mundial da Amamenta\u00e7\u00e3o \u00e9 comemorada este ano entre 1\u00ba e 7 de agosto. A data \u00e9 celebrada desde 1992 por iniciativa da Alian\u00e7a Mundial para A\u00e7\u00e3o em Aleitamento Materno (Waba, a sigla em ingl\u00eas), \u00f3rg\u00e3o consultivo do Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef).<\/p>\n<p>Com o tema \u201cAmamenta\u00e7\u00e3o: uma chave para o desenvolvimento sustent\u00e1vel\u201d e com o slogan \u201cAmamenta\u00e7\u00e3o: faz bem para o seu filho, para voc\u00ea e para o planeta\u201d, a cerim\u00f4nia oficial alusiva \u00e0 semana ser\u00e1 realizada neste s\u00e1bado, 6, \u00e0s 11h, na Casa Brasil das Olimp\u00edadas, no Pier Mau\u00e1, no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p><em>Por Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De suma import&acirc;ncia<\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":55179,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[661,6856,6937,9887],"class_list":["post-55176","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-amamentacao","tag-oms","tag-organizacao-mundial-da-saude","tag-unicef"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55176","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=55176"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55176\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=55176"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=55176"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=55176"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}