{"id":55523,"date":"2016-08-19T14:27:25","date_gmt":"2016-08-19T17:27:25","guid":{"rendered":"https:\/\/noticiascatolicas.com.br\/?p=56842"},"modified":"2016-08-19T14:27:25","modified_gmt":"2016-08-19T17:27:25","slug":"o-legado-deixado-pelas-olimpiadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/o-legado-deixado-pelas-olimpiadas\/","title":{"rendered":"O legado deixado pelas Olimp\u00edadas"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/i65.tinypic.com\/200r2if.jpg\" \/>Mergulhada ainda em graves crises, a sociedade brasileira precisa refletir a respeito dos legados das Olimp\u00edadas. H\u00e1 uma avalia\u00e7\u00e3o de que foram alcan\u00e7ados alguns avan\u00e7os em infraestrutura. Por\u00e9m, os ganhos poderiam ser maiores se a medalha de ouro sonhada pelos governantes fosse o bem do povo. Os legados na cidade-sede s\u00e3o, de certa forma, incontest\u00e1veis, embora tenha se propalado, aos quatro ventos, que havia uma \u201cquebradeira\u201d na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, por falta de recursos. Isso, na verdade, induziu o Governo Federal a investir mais na realiza\u00e7\u00e3o das Olimp\u00edadas, priorizando evento de tamanha import\u00e2ncia social e pol\u00edtica para o Brasil. Essa jogada de ouro faz pensar: demandas urgentes e \u00f3bvias, em diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds, relacionadas \u00e0s estradas, habita\u00e7\u00e3o, mobilidade, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o merecem tratamento semelhante, com r\u00e1pidas respostas.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o brasileira tem o direito de exigir que o esp\u00edrito ol\u00edmpico tome conta da cabe\u00e7a e do cora\u00e7\u00e3o dos governantes e dos construtores da sociedade. A meta deve ser a medalha de ouro, que consiste na prioriza\u00e7\u00e3o daquilo que, efetivamente, promove o desenvolvimento de todas as regi\u00f5es do Brasil, sem discrimina\u00e7\u00f5es. Virar as costas para quem precisa mais, na ilus\u00e3o de que o pa\u00eds al\u00e7ar\u00e1 voos maiores, com n\u00famero reduzido de localidades estrat\u00e9gicas \u2013 que teriam prioridade na destina\u00e7\u00e3o de recursos \u2013 \u00e9 grave erro. As regionalidades do Brasil, com suas dimens\u00f5es continentais, riqueza impactante, merecem tratamentos espec\u00edficos e investimentos adequados.<\/p>\n<p><strong>Lute pela sociedade<\/strong><\/p>\n<p>Por isso mesmo, \u00e9 necess\u00e1rio que administra\u00e7\u00f5es e interven\u00e7\u00f5es governamentais sejam aliadas a a\u00e7\u00f5es mais competentes dos pol\u00edticos de cada regi\u00e3o e microrregi\u00e3o. Esses representantes do povo devem cultivar um esp\u00edrito ol\u00edmpico que os fa\u00e7a lutar pelo bem de seus eleitores, evitando conchavos que objetivem resguardar privil\u00e9gios de pequenos grupos ou garantir a longeva ocupa\u00e7\u00e3o de cargos por quem n\u00e3o est\u00e1 capacitado para liderar. S\u00e3o pessoas incapacitadas justamente por terem perdido a credibilidade e por estarem distantes da vida do povo, sem conseguir proporcionar melhorias para o seu Estado e microrregi\u00e3o. Gente que se contenta em viver na mediocridade, sem for\u00e7a para promover mudan\u00e7as culturais maiores, ou para valorizar riquezas que est\u00e3o t\u00e3o evidentemente \u00e0 vista, a exemplo dos patrim\u00f4nios religioso e ambiental.<\/p>\n<p>O p\u00f3dio que consiste no desenvolvimento integral n\u00e3o pode ser alcan\u00e7ado quando se caminha a passos lentos, no estreitamento e na pequenez, sem fazer da luta do povo a pr\u00f3pria luta. Assim, oportunidades s\u00e3o perdidas. E o pior: nesse cen\u00e1rio, a cultura perde for\u00e7a e se torna incapaz de impulsionar a sociedade rumo a novas dire\u00e7\u00f5es, a partir da reconfigura\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos, da compreens\u00e3o e tratamento adequado dos bens ligados \u00e0 pr\u00f3pria hist\u00f3ria, ao patrim\u00f4nio ambiental-paisag\u00edstico-religioso. Permanece uma din\u00e2mica que inviabiliza avan\u00e7os nos \u00edndices de qualidade social e educativa. Para reverter esse quadro, \u00e9 oportuno alimentar o esp\u00edrito com as propriedades do que \u00e9 ol\u00edmpico e, consequentemente, buscar desempenhos melhores, resultados mais adequados, com a meta de conduzir ao p\u00f3dio a pr\u00f3pria regi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O verdadeiro legado da Olimp\u00edadas<\/strong><\/p>\n<p>Os legados das Olimp\u00edadas a uma cidade s\u00e3o consider\u00e1veis. Inclusive no que se refere \u00e0 proje\u00e7\u00e3o internacional. Por\u00e9m, o sonho fant\u00e1stico da abertura dos Jogos Ol\u00edmpicos, a beleza da harmonia que se verifica nas diferentes modalidades, a quebra de mitos e preconceitos relacionados a doen\u00e7as e viol\u00eancias apontam que as heran\u00e7as mais significativas das Olimp\u00edadas para o Brasil s\u00e3o as li\u00e7\u00f5es inspiradas no esp\u00edrito ol\u00edmpico. Elas indicam a import\u00e2ncia da disciplina e da coragem para suportar a exigente tarefa de configurar um tecido cultural mais consistente na sociedade brasileira.<\/p>\n<p>Emoldurando o horizonte dessas li\u00e7\u00f5es a serem aprendidas e praticadas, aparecem as exemplaridades de Martine, Kahena, Thiago, Robson e Rafaela, de tantos outros atletas que superaram dificuldades para representar o Brasil. H\u00e1 de se imaginar a revolu\u00e7\u00e3o que pode ocorrer se pol\u00edticos, magistrados, formadores de opini\u00e3o, religiosos, construtores da sociedade, educadores, todos, nutrirem-se com o esp\u00edrito ol\u00edmpico e, desse modo, vencerem a estreiteza perversa e buscarem a medalha de ouro do bem comum, do povo e sua cultura valorizados e da igualdade solid\u00e1ria. Se cada pessoa agir com esp\u00edrito ol\u00edmpico, a sociedade brasileira poder\u00e1 contabilizar, mais amplamente, os legados das Olimp\u00edadas.<\/p>\n<p><em>Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo<br \/>\nArcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, MG<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rio 2016<\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":55526,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-55523","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55523","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=55523"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55523\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=55523"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=55523"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=55523"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}