{"id":58508,"date":"2016-09-04T01:00:29","date_gmt":"2016-09-04T04:00:29","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=58508"},"modified":"2016-09-04T01:00:29","modified_gmt":"2016-09-04T04:00:29","slug":"santa-rosalia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/santa-rosalia\/","title":{"rendered":"Santa Ros\u00e1lia"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/i66.tinypic.com\/2dabsat.jpg\" \/>O nome Ros\u00e1lia resulta da contra\u00e7\u00e3o dos nomes &#8220;Rosa&#8221; e &#8220;Lilia&#8221; (Lirium). Segundo a tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica, pertencia a uma nobre fam\u00edlia normanda, descendente de Carlos Magno. Era filha de Sinibaldo, senhor da regi\u00e3o dos montes &#8220;da Quisqu\u00ednia e das Rosas&#8221;, e de Maria Guiscarda, sobrinha do rei normando Rog\u00e9rio II, na prov\u00edncia de Agrigento, ent\u00e3o chamada Girgenti. Viveu na corte de Rog\u00e9rio II, at\u00e9 retirar-se como eremita em uma gruta no Monte Pelegrino, nas proximidades de Palermo, onde morreu.<br \/>\nRos\u00e1lia nasceu no ano de 1125, em Palermo, na Sic\u00edlia, It\u00e1lia. Durante a adolesc\u00eancia, foi ser dama da Corte da rainha Margarida, esposa do rei Guilherme I da Sic\u00edlia, que apreciava sua companhia am\u00e1vel e generosa. Por\u00e9m, nada disso a atra\u00eda ou estimulava. Sabia que sua voca\u00e7\u00e3o era servir a Deus e ansiava pela vida mon\u00e1stica.<br \/>\nAos catorze anos, levando consigo apenas um crucifixo, abandonou de vez a Corte e refugiou-se, solit\u00e1ria, numa caverna nos arredores de Palermo. O local pertencia ao feudo paterno e era um local ideal para a reclus\u00e3o mon\u00e1stica. Ficava pr\u00f3ximo do Convento dos beneditinos, que possu\u00eda uma pequena igreja anexa. Assim, mesmo vivendo isolada, podia participar das fun\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas e receber orienta\u00e7\u00e3o espiritual.<br \/>\nDepois, a jovem ermit\u00e3 transferiu-se para uma gruta no alto do monte Pelegrino, que lhe fora doado pela amiga, a rainha Margarida. L\u00e1 j\u00e1 existia uma pequena capela bizantina e, tamb\u00e9m, nos arredores, os beneditinos com outro Convento. Eles puderam acompanhar e testemunhar com seus registros a vida erem\u00edtica de Ros\u00e1lia, que viveu em ora\u00e7\u00e3o, solid\u00e3o e penit\u00eancia. Muitos habitantes do povoado subiam o monte atra\u00eddos pela fama de santidade da ermit\u00e3. At\u00e9 que, no dia 4 de setembro de 1160, Ros\u00e1lia morreu, na sua gruta de monte Pelegrino, em Palermo.<br \/>\nV\u00e1rios milagres foram atribu\u00eddos \u00e0 intercess\u00e3o de santa Ros\u00e1lia, como a extin\u00e7\u00e3o da peste que no s\u00e9culo XII devastava a Sic\u00edlia. O seu culto difundiu-se, enormemente, entre os fi\u00e9is, que a invocavam como padroeira de Palermo, embora para muitos essa celebra\u00e7\u00e3o fosse apenas uma antiga tradi\u00e7\u00e3o oral crist\u00e3, por falta de sinais reais da vida da santa. Sinais que o estudioso Ot\u00e1vio Gaietani n\u00e3o conseguiu encontrar antes de morrer, em 1620.<br \/>\nS\u00f3 tr\u00eas anos depois tudo foi esclarecido, parece que pela pr\u00f3pria santa Ros\u00e1lia. Consta que ela teria aparecido a uma mulher doente e contado onde estavam escondidos os seus restos mortais. Essa mulher comunicou aos frades franciscanos do convento pr\u00f3ximo de monte Pelegrino, os quais, de fato, encontraram suas rel\u00edquias no local indicado, no dia 15 de junho de 1624.<br \/>\nQuarenta dias ap\u00f3s a descoberta dos ossos, dois pedreiros, trabalhando no Convento dos dominicanos de Santo Est\u00eav\u00e3o de Quisquinia, acharam numa gruta uma inscri\u00e7\u00e3o latina, muito antiga, que dizia: &#8220;Eu, Ros\u00e1lia Sinibaldi, filha das rosas do Senhor, pelo amor de meu Senhor Jesus Cristo decidi morar nesta gruta de Quisqu\u00ednia&#8221;. Isso confirmou todos os dados pesquisados pelo falecido Gaietani.<br \/>\nA autenticidade das rel\u00edquias e da inscri\u00e7\u00e3o foi comprovada por uma comiss\u00e3o cient\u00edfica, reacendendo o culto a santa Ros\u00e1lia, padroeira de Palermo. Contribuiu para isso, tamb\u00e9m, o papa Ubaldo VIII, que incluiu as duas datas no Martirol\u00f3gio Romano, em 1630. Assim, santa Ros\u00e1lia \u00e9 festejada em 15 de junho, data em que suas rel\u00edquias foram encontradas, e em 4 de setembro, data de sua morte. A urna com os restos mortais de santa Ros\u00e1lia est\u00e1 guarda no Duomo de Palermo, na Sic\u00edlia, It\u00e1lia.<br \/>\n<em>A Igreja tamb\u00e9m celebra hoje a mem\u00f3ria dos santos: Vital\u00edcio e Mois\u00e9s.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O nome Ros\u00e1lia resulta da contra\u00e7\u00e3o dos nomes &#8220;Rosa&#8221; e &#8220;Lilia&#8221; (Lirium). 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