{"id":58510,"date":"2016-09-05T01:00:24","date_gmt":"2016-09-05T04:00:24","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=58510"},"modified":"2016-09-05T01:00:24","modified_gmt":"2016-09-05T04:00:24","slug":"beata-teresa-de-calcuta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/beata-teresa-de-calcuta\/","title":{"rendered":"Beata Teresa de Calcut\u00e1"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/i64.tinypic.com\/2u6h2zs.jpg\" \/>Agnes Gouxha Bojaxhiu, madre Teresa de Calcut\u00e1, nasceu, no dia 27 de agosto de 1910, em Skopje, Iugosl\u00e1via, de pais albaneses. Seus pais, Nicolau e Rosa, tiveram tr\u00eas filhos. Na \u00e9poca escolar, Agnes tornou-se membro de uma associa\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica para crian\u00e7as, a Congrega\u00e7\u00e3o Mariana, onde cresceu em ambiente crist\u00e3o. Aos doze anos, j\u00e1 estava convencida de sua voca\u00e7\u00e3o religiosa, atra\u00edda pela obra dos mission\u00e1rios.<br \/>\nAgnes pediu para ingressar na Congrega\u00e7\u00e3o das Irm\u00e3s de Loreto, que trabalhavam como mission\u00e1rias em sua regi\u00e3o. Logo foi encaminhada para a Abadia de Loreto, na Irlanda, onde aprenderia o ingl\u00eas e depois seria enviada \u00e0 \u00cdndia, a fim de iniciar seu noviciado. Feitos os votos, adotou o nome Teresa, em homenagem \u00e0 carmelita francesa, Teresa de Lisieux, padroeira dos mission\u00e1rios.<br \/>\nPrimeiramente, irm\u00e3 Teresa foi incumbida de ensinar hist\u00f3ria e geografia no col\u00e9gio da Congrega\u00e7\u00e3o, em Calcut\u00e1. Essa atividade exerceu por dezessete anos. Cercada de crian\u00e7as, filhas das melhores fam\u00edlias de Calcut\u00e1, impressionava-se com o que via quando saia \u00e0 rua: pobreza generalizada, crian\u00e7as e velhos moribundos e abandonados, pessoas doentes sem a quem recorrer.<br \/>\nO dia 10 de setembro de 1946 ficou marcado na sua vida como o &#8220;dia da inspira\u00e7\u00e3o&#8221;. Numa viagem de trem ao noviciado do Himalaia, percebeu que deveria dedicar toda a sua exist\u00eancia aos mais pobres e exclu\u00eddos, deixando o conforto do col\u00e9gio da Congrega\u00e7\u00e3o.<br \/>\nE assim fez. Irm\u00e3 Teresa tomou algumas aulas de enfermagem, que julgava \u00fatil a seu plano, e misturou-se aos pobres, primeiro na cidade de Motijhil. A princ\u00edpio, juntou cinco crian\u00e7as de um bairro miser\u00e1vel e passou a dar-lhes escola. Passados dez dias, j\u00e1 se somavam cinquenta crian\u00e7as. O seu trabalho come\u00e7ou a ficar conhecido e a solidariedade do povo operava em seu favor, com donativos e trabalho volunt\u00e1rio.<br \/>\nPara irm\u00e3 Teresa, o trabalho deveria continuar a dar frutos sem depender apenas das doa\u00e7\u00f5es e dos volunt\u00e1rios. Seria necess\u00e1rio \u00e0s suas companheiras que tivessem o esp\u00edrito de vida religiosa e consagrada. Logo, uma a uma ouviram o chamado de Deus para entregarem-se ao servi\u00e7o dos mais pobres. Nascia a Congrega\u00e7\u00e3o das Mission\u00e1rias da Caridade, com seu estatuto aprovado em 1950. E ela se tornou madre Teresa, a superiora.<br \/>\nAs mission\u00e1rias sa\u00edram \u00e0s ruas e passaram a recolher doentes de toda esp\u00e9cie. Para as irm\u00e3s mission\u00e1rias, cada doente, cada corpo chagado representava a figura de Cristo, e sua ajuda humanit\u00e1ria era a mais doce das tarefas. Somente com essa filosofia \u00e9 que as corajosas irm\u00e3s poderiam tratar doentes de lepra, elefant\u00edase, gangrena, cujos corpos, em putrefa\u00e7\u00e3o, eram imagens horrendas que exalavam odores intoler\u00e1veis. Todos eles tinham lugar, comida, higiene e um recanto para repousar junto \u00e0s mission\u00e1rias.<br \/>\nReconhecido universalmente, o trabalho de madre Teresa rendeu-lhe um pr\u00eamio Nobel da Paz, em 1979. Esse foi um dos muitos pr\u00eamios recebidos pela religiosa devido ao seu trabalho humanit\u00e1rio. Nesse per\u00edodo, sua obra j\u00e1 se havia espalhado pela \u00c1sia, Europa, \u00c1frica, Oceania e Am\u00e9ricas.<br \/>\nNo dia 5 de setembro de 1997, madre Teresa veio a falecer, na \u00cdndia. A como\u00e7\u00e3o foi mundial. Uma fila de quil\u00f4metros formou-se durante dias a fio, diante da igreja de S\u00e3o Tom\u00e9, em Calcut\u00e1, onde o seu corpo estava sendo velado. Ao fim de uma semana, o corpo da madre foi trasladado ao est\u00e1dio Netaji, onde o cardeal \u00c2ngelo Sodano, secret\u00e1rio de Estado do Vaticano, celebrou a missa de corpo presente.<br \/>\nEm 2003, o papa Jo\u00e3o Paulo II, seu amigo pessoal, ao comemorar o jubileu de prata do seu pontificado, beatificou madre Teresa de Calcut\u00e1, reconhecida mundialmente como a &#8220;M\u00e3e dos Pobres&#8221;. Na emocionante solenidade, o sumo pont\u00edfice disse: &#8220;Segue viva em minha mem\u00f3ria sua diminuta figura, dobrada por uma exist\u00eancia transcorrida a servi\u00e7o dos mais pobres entre os mais pobres, por\u00e9m sempre carregada de uma inesgot\u00e1vel energia interior: a energia do amor de Cristo&#8221;.<br \/>\n<em>A Igreja tamb\u00e9m celebra hoje a mem\u00f3ria dos santos: Louren\u00e7o Justiniano, Bertino e Eud\u00f3cio.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Agnes Gouxha Bojaxhiu, madre Teresa de Calcut\u00e1, nasceu, no dia 27 de agosto de 1910, em Skopje, Iugosl\u00e1via, de pais albaneses. 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