{"id":58524,"date":"2016-09-11T01:00:38","date_gmt":"2016-09-11T04:00:38","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=58524"},"modified":"2016-09-11T01:00:38","modified_gmt":"2016-09-11T04:00:38","slug":"sao-joao-gabriel-perboyre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/sao-joao-gabriel-perboyre\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Jo\u00e3o Gabriel Perboyre"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/i65.tinypic.com\/n69xyq.jpg\" \/>Jo\u00e3o Gabriel Perboyre nasceu em Puech, diocese de Cahors, no Sul da Fran\u00e7a, em 6 de janeiro de 1802. Com 15 anos, entrou para o semin\u00e1rio de Montauban, dirigido pelos Padres Lazaristas, onde seu tio, Padre Jacques Perboyre, era reitor. Com 16 anos, j\u00e1 era um seminarista consciente da pr\u00f3pria voca\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEm 15 de dezembro de 1818, entrou para o Semin\u00e1rio Interno da Congrega\u00e7\u00e3o da Miss\u00e3o e emitiu os votos a 28 de dezembro de 1820. Concluindo seus estudos em junho de 1823 e n\u00e3o podendo ser ordenado devido \u00e0 idade (isso s\u00f3 aconteceria a 23 de setembro de 1826), retornou a Montauban como professor. Um ano depois de ordenado, foi nomeado superior do Semin\u00e1rio de Saint-Flour e, em 1832, diretor do Semin\u00e1rio Interno, em Paris.<br \/>\nFoi em 1820, quando estava no Semin\u00e1rio Interno, que Padre Jo\u00e3o Gabriel recebeu a not\u00edcia do mart\u00edrio do Padre Francisco R\u00e9gis Clet, depois de longos anos de trabalho mission\u00e1rio na China (1791-1820). Anos depois, por ocasi\u00e3o da chegada \u00e0 Paris das rel\u00edquias do Padre Clet, o jovem mission\u00e1rio Perboyre, j\u00e1 como diretor do Semin\u00e1rio Interno, cargo tamb\u00e9m exercido por seu Coirm\u00e3o martirizado, exclamou diante de seus formandos: Quisera eu ser m\u00e1rtir como Clet! Pe\u00e7am a Deus que minha sa\u00fade se fortifique para que eu possa ir \u00e0 China, a fim de pregar Jesus Cristo e morrer por ele.<br \/>\nA falta de sa\u00fade era realmente um grande obst\u00e1culo para seus sonhos. Mas Padre Perboyre nunca perdeu a esperan\u00e7a. De fato, em 1835, partiu para a China, desembarcando em Macau alguns meses depois. Neste territ\u00f3rio portugu\u00eas, Padre Perboyre foi recebido por seus Coirm\u00e3os de Congrega\u00e7\u00e3o para se dedicar ao estudo da cultura e, principalmente, da l\u00edngua chinesa, esfor\u00e7o que empreendeu sem demora, permanecendo em Macau apenas quatro meses.<br \/>\nEm terras chinesas, apesar da grande persegui\u00e7\u00e3o contra a f\u00e9 crist\u00e3, Padre Perboyre n\u00e3o se intimidou e se lan\u00e7ou de corpo e alma \u00e0 miss\u00e3o.<br \/>\nSeu apostolado consistia, fundamentalmente, em percorrer os diversos povoados da regi\u00e3o, pregando o Evangelho do Senhor e conclamando o povo \u00e0 convers\u00e3o e \u00e0 santidade de vida. A estas miss\u00f5es, segundo seu pr\u00f3prio relato, geralmente acorriam muitas pessoas, inclusive algumas que, por causa das constantes persegui\u00e7\u00f5es, tinham abandonado e renegado sua f\u00e9.<br \/>\nEm meio a tantas atividades e com um futuro claramente promissor em terras chinesas, Padre Perboyre foi ceifado pela persegui\u00e7\u00e3o. Todos os seus projetos e empreendimentos apost\u00f3licos recebiam ali um termo e seriam, com sua oferta e para a decep\u00e7\u00e3o de seus perseguidores, ainda mais fecundados.<br \/>\nTal persegui\u00e7\u00e3o, que culminaria com seu mart\u00edrio, come\u00e7ou na aldeia de Nan-Kiang, num domingo, ap\u00f3s a missa. Os soldados investiram contra os crist\u00e3os, saqueando e incendiando a igreja. Fugindo, Padre Perboyre se escondeu num bambuzal, depois na casa de um catequista e, no dia seguinte, numa floresta vizinha. Mas o Mission\u00e1rio foi tra\u00eddo e entregue por um ne\u00f3fito. Preso, foi arrastado de tribunal em tribunal e torturado pelos soldados. Interrogado quanto \u00e0 sua f\u00e9, respondeu entusiasmado: Sou europeu e mission\u00e1rio dessa religi\u00e3o. No entanto, \u00e0s cal\u00fanias e maus tratos preferia responder mais pelo sil\u00eancio do que por palavras. Firme em suas convic\u00e7\u00f5es, afirmava: Antes morrer do que renegar a f\u00e9.<br \/>\nEm Ku Chen, Padre Perboyre submeteu-se a dois interrogat\u00f3rios; em Sian Yan Fu, outros quatro, sendo que, em um destes, foi obrigado a ficar meio dia de joelhos, em cima de correntes e preso numa viga de madeira. Em Outchangfou, \u00faltimo est\u00e1gio a ser enfrentado, o resistente e intr\u00e9pido Mission\u00e1rio ainda sofreu vinte interrogat\u00f3rios, todos feitos mediante intensa tortura. No entanto, apesar de todo este sofrimento, Padre Perboyre n\u00e3o revelou o que queriam seus algozes: o nome dos demais Mission\u00e1rios, para que a persegui\u00e7\u00e3o pudesse se estender por todo o Imp\u00e9rio. Tamb\u00e9m n\u00e3o aceitou o sacril\u00e9gio de pisar na cruz, sinal preclaro da salva\u00e7\u00e3o e do amor de Deus pela humanidade, e esta recusa lhe rendeu cento e dez a\u00e7oites de uma s\u00f3 vez.<br \/>\nA 11 de setembro de 1840, o correio imperial ratificou sua senten\u00e7a de morte: tirado da pris\u00e3o, revestido da t\u00fanica vermelha dos condenados, foi levado para ser estrangulado. Padre Perboyre foi descal\u00e7o, m\u00e3os atadas atr\u00e1s das costas, sustentando uma longa vara em cuja extremidade tremulava o motivo de sua condena\u00e7\u00e3o: professar a f\u00e9 crist\u00e3. Chegara o momento supremo. Em Outchangfou, de joelhos, ao p\u00e9 da forca, o Mission\u00e1rio dirigiu a Deus sua \u00faltima prece. Amarrando-o num madeiro em forma de cruz, seus algozes impiedosamente o estrangularam. Ali morria, no ardor de sua f\u00e9, mais um Mission\u00e1rio, determinado em suas convic\u00e7\u00f5es e em seu zelo apost\u00f3lico.<br \/>\nJo\u00e3o Gabriel foi beatificado no dia 10 de novembro de 1889, por Le\u00e3o XIII e canonizado no dia 2 de junho de 1996, por Jo\u00e3o Paulo II.<br \/>\n<em>A Igreja tamb\u00e9m celebra hoje a mem\u00f3ria dos santos: D\u00eddimo e Diomedes.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Gabriel Perboyre nasceu em Puech, diocese de Cahors, no Sul da Fran\u00e7a, em 6 de janeiro de 1802. Com 15 anos, entrou para o semin\u00e1rio<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":58806,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[135],"tags":[],"class_list":["post-58524","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-santo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58524","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58524"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58524\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58524"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58524"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58524"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}