{"id":59672,"date":"2016-10-17T14:07:57","date_gmt":"2016-10-17T16:07:57","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=59672"},"modified":"2016-10-17T14:07:57","modified_gmt":"2016-10-17T16:07:57","slug":"agricultura-no-brasil-e-a-quarta-que-mais-polui-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/agricultura-no-brasil-e-a-quarta-que-mais-polui-no-mundo\/","title":{"rendered":"Agricultura no Brasil \u00e9 a quarta que mais polui no mundo"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/i63.tinypic.com\/4joytz.jpg\" \/>A FAO publicou nesta segunda-feira (17\/10), o relat\u00f3rio sobre o Estado da Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o no Mundo.<br \/>\nDepois de sair do Mapa da Fome em 2014, o Brasil agora se preocupa com o percentual de pessoas com sobrepeso e obesas.<br \/>\nDiante das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, a agricultura no pa\u00eds precisa se adaptar.<br \/>\n\u201cN\u00e3o podemos mais fazer previs\u00f5es acertadas sobre a produtividade\u201d, disse o Diretor Geral da FAO, Jos\u00e9 Graziano da Silva.<br \/>\n\u201cEssa adapta\u00e7\u00e3o vai muito no sentido de usar tecnologia simples, mas moderna, que ajude a reduzir, mitigar, os efeitos da emiss\u00e3o de gases. Isso pode ser simples de aplicar: pr\u00e1ticas de cultivo m\u00ednimo, por exemplo, muito difundida hoje na Am\u00e9rica do Sul; o uso de variedades resistentes ao calor e que tenham uma maior capacidade de sintetizar nitrog\u00eanio. Tudo isso vai na dire\u00e7\u00e3o de tornar a agricultura mais resistente aos impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d, destacou ainda Graziano.<br \/>\nEntre alguns impactos potenciais da mudan\u00e7a clim\u00e1tica no Brasil, est\u00e3o a desertifica\u00e7\u00e3o e saliniza\u00e7\u00e3o das zonas \u00e1ridas e o aumento de inc\u00eandios na Amaz\u00f4nia, seguido de um processo de \u201csavaniza\u00e7\u00e3o\u201d.<br \/>\nO Brasil recentemente completou o Plano de Adapta\u00e7\u00e3o Nacional para a agricultura. No entanto, previs\u00f5es da FAO indicam que a partir de 2050 \u2013 caso o modelo de produ\u00e7\u00e3o atual n\u00e3o seja alterado \u2013 as produ\u00e7\u00f5es de milho e soja no Brasil podem cair at\u00e9 40%. Entre 2010 e 2029, a queda estimada da produ\u00e7\u00e3o nacional de trigo, por exemplo, \u00e9 de 6%.<br \/>\n<strong>G\u00e1s estufa<\/strong><br \/>\nEm 2014, o Brasil lan\u00e7ou na atmosfera 441 905 toneladas de di\u00f3xido de carbono proveniente da agricultura, atr\u00e1s somente da China, \u00cdndia e Estados Unidos. Fermenta\u00e7\u00e3o ent\u00e9rica de bovinos, ovinos e caprinos representa 58% das emiss\u00f5es de metano na Am\u00e9rica Latina. Soma-se a isso o esterco deixado no pasto, que representa outros 23% das emiss\u00f5es de g\u00e1s metano.<br \/>\nN\u00fameros que representam o modelo de produ\u00e7\u00e3o \u201cesgotado\u201d denunciado pelo Papa Francisco em mensagem \u00e0 FAO na sexta-feira (14\/10), pelo Dia Mundial da Alimenta\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO secret\u00e1rio do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Social e Agr\u00e1rio, Caio Tib\u00e9rio da Rocha, representou o Brasil na abertura plen\u00e1ria do Comit\u00ea de Seguran\u00e7a Alimentar.<br \/>\n\u201cA nossa participa\u00e7\u00e3o na FAO, o direcionamento do nosso caminho, \u00e9 o caminho da qualifica\u00e7\u00e3o, o caminho de combatermos com muita for\u00e7a a desnutri\u00e7\u00e3o, com um programa de alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel. N\u00e3o basta termos sa\u00eddo do Mapa da Fome: n\u00f3s temos que combater os 52% da nossa popula\u00e7\u00e3o que apresenta sobrepeso, 18% com obesidade. A outra quest\u00e3o que tamb\u00e9m \u00e9 preciso refor\u00e7ar \u00e9 a quest\u00e3o da pol\u00edtica de mudan\u00e7a do clima: n\u00e3o tem no planeta nenhum programa que tem o investimento que tem o Brasil na \u00e1rea da agricultura do baixo carbono\u201d.<br \/>\n<em>Por R\u00e1dio Vaticano<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio da FAO<\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":59673,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[578,687,96,2189,3343,3858,4175,4401,4779,7437,7658,8361],"class_list":["post-59672","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-agricultura","tag-america-latina","tag-brasil","tag-comite-de-seguranca-alimentar","tag-dioxido-de-carbono","tag-efeito-estufa","tag-estado-da-agricultura-e-alimentacao-no-mundo","tag-fao","tag-gas-metano","tag-pecuaria","tag-poluicao","tag-relatorio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59672","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59672"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59672\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59672"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59672"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59672"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}