{"id":60527,"date":"2016-11-17T00:10:38","date_gmt":"2016-11-17T02:10:38","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=60527"},"modified":"2016-11-17T00:10:38","modified_gmt":"2016-11-17T02:10:38","slug":"santa-isabel-da-hungria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/santa-isabel-da-hungria\/","title":{"rendered":"Santa Isabel da Hungria"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/i65.tinypic.com\/2lv1yt3.jpg\" \/>Comemora-se hoje a festa de Santa Isabel da Hungria, padroeira dos irm\u00e3os e das irm\u00e3s da Ordem Franciscana Secular. Isabel constituiu-se numa figura da Idade M\u00e9dia que sempre suscitou muito interesse, conhecida como Isabel da Hungria, mas tamb\u00e9m Isabel da Tur\u00edngia. Nasceu em 1207 na\u00a0 Hungria. Seu pai era Andr\u00e9 II, rico e poderoso rei da Hungria. Para refor\u00e7ar os la\u00e7os familiares, o soberano havia se casado com uma condessa alem\u00e3 Gertrudes de Andechs-Merania, irm\u00e3 de Santa Edwiges, que era esposa do duque da Sil\u00e9sia. Era um ambiente de nobres e dos grandes da terra, de reis e rainhas, duques e duquesas, pr\u00edncipes e princesas. Isabel viveu na corte da Hungria apenas nos primeiros anos de vida com\u00a0 uma irm\u00e3 e tr\u00eas irm\u00e3os.<br \/>\nSua inf\u00e2ncia foi interrompida quando cavaleiros vieram buscar a menina para lev\u00e1-la para a Alemanha central. Seu pai havia determinado que ela viesse a se tornar princesa da Turingia. Isabel partiu de sua p\u00e1tria com grande s\u00e9quito e importante dote. Com ela foram suas amas pessoais que, no decorrer do tempo, puderam fornecer informa\u00e7\u00f5es preciosas a respeito da vida de Isabel. As duas talvez fizessem parte, mais tarde, do n\u00facleo do que viria a ser a Terceira Ordem Regular.<br \/>\nAp\u00f3s uma longa viagem, chegaram a Eisenach, para depois subir \u00e0 fortaleza de Wartburg, o maci\u00e7o castelo sobre a cidade. L\u00e1 se celebrou o compromisso entre Ludovico e Isabel. Nos anos seguintes, enquanto Ludovico aprendia o of\u00edcio de cavaleiro, Isabel e suas companheiras estudavam alem\u00e3o, franc\u00eas, latim, m\u00fasica, literatura e bordado. Apesar do fato do compromisso ter sido assumido por raz\u00f5es pol\u00edticas, entre os dois jovens nasceu um amor sincero, motivado pela f\u00e9 e pelo desejo de fazer a vontade de Deus.<br \/>\nAp\u00f3s a morte de seu pai, com a idade de 18 anos, Ludovico come\u00e7ou a reinar. Isabel teria se tornado objeto de cr\u00edticas silenciosas no ambiente da corte. Seu comportamento s\u00f3brio n\u00e3o correspondia aos costumes vigentes. O pr\u00f3prio casamento foi s\u00f3brio. Isabel n\u00e3o gostava das obriga\u00e7\u00f5es sociais decorrentes do fato de ser uma princesa. Conta-se que certa vez tirou a coroa da cabe\u00e7a e prostrou-se por terra. Uma religiosa teria visto esse gesto e Isabel deu a seguinte explica\u00e7\u00e3o: \u201cComo posso eu, criatura miser\u00e1vel, continuar usando uma coroa de dignidade terrena quando vejo o meu Rei Jesus Cristo, coroado de espinhos?\u201d. Uma observa\u00e7\u00e3o curiosa e bonita na biografia de Isabel. Ela n\u00e3o consumia alimentos sem antes ter a certeza de que eles provinham de propriedades e bens leg\u00edtimos do marido. N\u00e3o queria se alimentar daquilo que, de alguma forma, proviesse de injusti\u00e7as, do aproveitamento do trabalho n\u00e3o recompensado.<br \/>\nIsabel praticava assiduamente as obras de miseric\u00f3rdia, dava de beber e de comer a quem batia \u00e0 sua porta, distribu\u00eda roupas, pagava as d\u00edvidas, cuidava dos doentes e sepultava os mortos. Descendo de seu castelo, dirigia-se frequentemente com suas amas \u00e0s casas dos pobres, levando p\u00e3o, carne, farinha e outros alimentos. Entregava pessoalmente os alimentos e cuidava com aten\u00e7\u00e3o do leito e das roupas dos pobres. Este fato chegou aos ouvidos do marido, ao que ele respondeu:\u00a0 \u201cEnquanto ela n\u00e3o vender o castelo estou feliz\u201d. Podemos aqui evocar o milagre do p\u00e3o transformado em rosas: enquanto Isabel ia pela rua com seu avental cheio de p\u00e3es para os pobres, encontrou-se com o marido, que lhe perguntou o que estava carregando. Abrindo o avental, no lugar dos p\u00e3es, apareceram rosas. Este s\u00edmbolo da caridade est\u00e1 presente muitas vezes nas representa\u00e7\u00f5es em pintura e em imagens de Isabel.<br \/>\nIsabel amava o marido e o marido era reconhecido pelo amor da esposa e o retribu\u00eda. O jovem casal encontrou apoio espiritual nos Frades Menores, que, desde 1222, difundiram-se na Tur\u00edngia. Entre eles, Isabel escolheu Frei R\u00fcdiger como diretor espiritual. Quando ele lhe narrou as circunst\u00e2ncias da convers\u00e3o do jovem e rico comerciante Francisco de Assis, Isabel se entusiasmou ainda mais em seu caminho de vida crist\u00e3. Desde aquele momento dedicou-se mais a seguir Cristo pobre e crucificado, presente nos pobres. Inclusive depois que nasceu seu primeiro filho, seguido de outros dois, Santa Isabel n\u00e3o descuidou jamais de suas obras de caridade. Ajudou os frades a constru\u00edrem um convento em Halberstadt. Depois passou a ser dirigida espiritualmente por Conrado de Marburgo.<br \/>\nSeu marido, em 1227, se associou \u00e0 cruzada de Frederico II, dizendo \u00e0 esposa que era uma tradi\u00e7\u00e3o dos soberanos da Tur\u00edngia. Ludovico morreu antes de embarcar, dizimado pela peste, em Otranto, com a idade de 26 anos. Isabel sofreu muito quando soube da not\u00edcia. Passou ent\u00e3o a dedicar-se mais \u00e0s coisas do reino. Seu cunhado usurpou o governo da Turingia, tornando-se sucessor de Ludovico, acusando Isabel de incompet\u00eancia para gerir os assuntos do governo. A jovem vi\u00fava com seus tr\u00eas filhos foi expulsa do castelo de Wartburg e come\u00e7ou a procurar um lugar para refugiar-se. Somente duas de suas amas permaneceram junto dela, acompanharam-na e confiaram os tr\u00eas filhos aos cuidados de amigos de Ludovico.<br \/>\nPeregrinando pelos povoados, Isabel trabalhava onde era acolhida e assistia os doentes, fiava e costurava. Durante este calv\u00e1rio, suportado com grande f\u00e9, paci\u00eancia e dedica\u00e7\u00e3o a Deus, alguns parentes, que haviam permanecido fi\u00e9is a ela e consideravam ileg\u00edtimo o governo de seu cunhado, reabilitaram seu nome.\u00a0 Isabel recebeu algumas rendas e pode retirar-se para o castelo da fam\u00edlia em Marburgo, onde vivia tamb\u00e9m seu\u00a0 diretor espiritual, Conrado. Em 1228 com as m\u00e3os sobre o altar da capela dos franciscanos em Eisenach, Isabel renunciou \u00e0 pr\u00f3pria vontade e \u00e0s vaidades do mundo. Construiu depois um hospital para leprosos. Viveu os tr\u00eas \u00faltimos anos de vida no hospital cuidando dos doentes e acompanhando o t\u00e9rmino da vida dos moribundos. Fazia trabalhos humildes e\u00a0 repugnantes. Ela \u00e9 padroeira da Terceira Ordem Regular de S\u00e3o Francisco e da Ordem Franciscana Secular.<br \/>\nEm novembro de 1231 foi v\u00edtima de fortes febres. Na noite de 17 de novembro descansou no Senhor.<br \/>\n<em>A Igreja tamb\u00e9m celebra neste dia a mem\u00f3ria dos santos: Jo\u00e3o Castilho, Hilda, Vitoria, Alfeu e Alphonso Rodrigues.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comemora-se hoje a festa de Santa Isabel da Hungria, padroeira dos irm\u00e3os e das irm\u00e3s da Ordem Franciscana Secular. 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