{"id":61185,"date":"2016-12-09T00:10:22","date_gmt":"2016-12-09T02:10:22","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=61185"},"modified":"2016-12-09T00:10:22","modified_gmt":"2016-12-09T02:10:22","slug":"sao-joao-juan-diego-cuauhtlatoatzin","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/sao-joao-juan-diego-cuauhtlatoatzin\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Jo\u00e3o (Juan) Diego Cuauhtlatoatzin"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/i63.tinypic.com\/xc8ayp.jpg\" \/>S\u00e3o Juan Diego Cuauhtlatoatzin (que significa: \u00c1guia que fala ou o que fala como \u00e1guia) nasceu em torno de 1474, em Cuauhtitl\u00e1n, que pertencia ao reino de Textcoco, no M\u00e9xico.<br \/>\nExistem documentos eclesi\u00e1sticos, datados do s\u00e9culo XVI, que fazem parte de importante processo can\u00f4nico, onde j\u00e1 se pedia aprova\u00e7\u00e3o para celebra\u00e7\u00e3o da festa de Nossa Senhora do Guadalupe nos dias 12 de dezembro. Posteriormente aprovado e j\u00e1 constitu\u00eddo o Processo Apost\u00f3lico, constam nestes documentos importantes testemunhos de anci\u00e3os (alguns com mais de cem anos de idade), que testificaram e confirmaram a vida exemplar, personalidade e fama da santidade de Juan Diego: \u201cEra um \u00edndio que vivia honesta e recolhidamente e que era muito bom crist\u00e3o, temente a Deus e, sua consci\u00eancia, arraigada de muitos bons costumes e modos de proceder\u201d; outro testemunho \u00e9 o de Andr\u00e9s Juan, que dizia que Juan Diego era um \u201cvar\u00e3o santo\u201d. Diversos outros testemunhos contidos naquelas informa\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas atestam que, efetivamente, Juan Diego era para o povo \u201cum \u00edndio bom e crist\u00e3o\u201d, ou um \u201cvar\u00e3o santo\u201d e somente estes t\u00edtulos bastariam para entender a fortaleza de sua fama; pois os \u00edndios eram muito exigentes para atribuir algum membro da tribo pelo apelativo de \u201cbom \u00edndio\u201d e muito menos ainda considerar sua bondade t\u00e3o expressiva que pudesse a chegar ao extremo da santidade.<br \/>\nEra um \u00edndio pobre, pertencia \u00e0 mais baixa casta do Imp\u00e9rio Azteca, sem ser, entretanto, um escravo. Dedicava-se ao dif\u00edcil trabalho no campo e \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o de esteiras. Possu\u00eda um peda\u00e7o de terra, onde vivia feliz com a esposa, numa pequena casa, mas n\u00e3o tinha filhos.<br \/>\nAtra\u00eddo pela doutrina dos padres franciscanos que chegaram ao M\u00e9xico em 1524, se converteu e foi batizado, junto como sua esposa. Receberam o nome crist\u00e3o de Jo\u00e3o Diego e Maria L\u00facia, respectivamente. Era um homem dedicado, religioso, que sempre se retirava para as ora\u00e7\u00f5es contemplativas e penit\u00eancias. Costumava caminhar de sua vila \u00e0 Cidade do M\u00e9xico, a quatorze milhas de dist\u00e2ncia, para aprender a Palavra de Cristo. Andava descal\u00e7o e vestia, nas manh\u00e3s frias, uma roupa de tecido grosso de fibra de cactos como um manto, chamado tilma ou ayate, como todos de sua classe social.<br \/>\nA esposa, Maria L\u00facia, ficou doente e faleceu em 1529. Ele, ent\u00e3o, foi morar com seu tio, diminuindo a dist\u00e2ncia da igreja para nove milhas. Fazia esse percurso todo s\u00e1bado e domingo, saindo bem cedo, antes do amanhecer. Durante uma de suas idas \u00e0 igreja, no dia 9 de dezembro de 1531, por volta de tr\u00eas horas e meia, entre a vila e a montanha, ocorreu a primeira apari\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora de Guadalupe, num lugar hoje chamado \u201cCapela do Cerrinho\u201d, onde a Virgem Maria o chamou em sua l\u00edngua nativa, nahuatl, dizendo: \u201cJo\u00e3ozinho, Jo\u00e3o Dieguito\u201d, \u201co mais humilde de meus filhos\u201d, \u201cmeu filho ca\u00e7ula\u201d, \u201cmeu queridinho\u201d.<br \/>\nA Virgem o encarregou de pedir ao bispo, o franciscano Jo\u00e3o de Zum\u00e1rraga, para construir uma igreja no lugar da apari\u00e7\u00e3o. Como o bispo n\u00e3o se convenceu, ela sugeriu que Jo\u00e3o Diego insistisse. No dia seguinte, domingo, voltou a falar com o bispo, que pediu provas concretas sobre a apari\u00e7\u00e3o.<br \/>\nNa ter\u00e7a-feira, 12 de dezembro, Jo\u00e3o Diego estava indo \u00e0 cidade quando a Virgem apareceu e o consolou. Em seguida, pediu que ele colhesse flores para ela no alto da colina de Tepeyac. Apesar do frio inverno, ele encontrou lindas flores, que colheu, colocou no seu manto e levou para Nossa Senhora. Ela disse que as entregasse ao bispo como prova da apari\u00e7\u00e3o. Diante do bispo, Jo\u00e3o Diego abriu sua t\u00fanica, as flores ca\u00edram e no tecido apareceu impressa a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. Tinha, ent\u00e3o, cinquenta e sete anos.<br \/>\nAp\u00f3s o milagre de Guadalupe, foi morar numa sala ao lado da capela que acolheu a sagrada imagem, depois de ter passado seus neg\u00f3cios e propriedades ao seu tio. Dedicou o resto de sua vida propagando as apari\u00e7\u00f5es aos seus conterr\u00e2neos nativos, que se convertiam. Ele amou, profundamente, a santa eucaristia, e obteve uma especial permiss\u00e3o do bispo para receber a comunh\u00e3o tr\u00eas vezes na semana, um acontecimento bastante raro naqueles dias.<br \/>\nJo\u00e3o Diego faleceu no dia 30 de maio de 1548, aos setenta e quatro anos, de morte natural.<br \/>\nO papa Jo\u00e3o Paulo II, durante sua canoniza\u00e7\u00e3o em 2002, designou a festa lit\u00fargica para 9 de dezembro, dia da primeira apari\u00e7\u00e3o, e louvou s\u00e3o Jo\u00e3o Diego, pela sua simples f\u00e9 nutrida pelo catecismo, como um modelo de humildade para todos n\u00f3s.<br \/>\n<em>A Igreja tamb\u00e9m celebra neste dia a mem\u00f3ria dos santos: Basiano, Leoc\u00e1dia e Gorg\u00f4nia<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o Juan Diego Cuauhtlatoatzin (que significa: \u00c1guia que fala ou o que fala como \u00e1guia) nasceu em torno de 1474, em Cuauhtitl\u00e1n, que pertencia ao reino<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":61255,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[135],"tags":[],"class_list":["post-61185","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-santo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61185","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61185"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61185\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61185"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61185"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61185"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}