{"id":61264,"date":"2016-12-22T00:10:49","date_gmt":"2016-12-22T02:10:49","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=61264"},"modified":"2016-12-22T00:10:49","modified_gmt":"2016-12-22T02:10:49","slug":"santa-francisca-xavier-cabrini","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/santa-francisca-xavier-cabrini\/","title":{"rendered":"Santa Francisca Xavier Cabrini"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/i65.tinypic.com\/2vvs855.jpg\" \/>Nascida a 17 de julho de 1850 em S. \u00c2ngelo Lodigiano, de uma fam\u00edlia de agricultores, tinha bebido do ambiente e das pessoas que a cercavam, uma f\u00e9 aut\u00eantica, vivida cotidianamente. Francisca Cabrini foi a pen\u00faltima de quinze filhos de Ant\u00f4nio e Estela. Desde pequena se entusiasmava ao ler a vida dos santos. A preferida era a de s\u00e3o Francisco Xavier, a quem venerou tanto que assumiu seu sobrenome, autointitulando-se Xavier. Sua inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia foram tristes e simples, cheia de sacrif\u00edcios e pesares.<br \/>\nFranzina, de sa\u00fade fraca, n\u00e3o conseguiu ser aceita nos conventos. Apesar disso, era dona de uma alma grandiosa, digna de figurar entre os santos. Assim pode ser definida santa Francisca Cabrini, com sua vida voltada somente para a caridade e o bem do pr\u00f3ximo.<br \/>\nSua forma\u00e7\u00e3o pessoal e profissional desenvolveu-se nos anos das guerras da independ\u00eancia e das lutas pol\u00edticas, que trouxeram a unifica\u00e7\u00e3o da It\u00e1lia; lutam que sacudiram tamb\u00e9m o quieto curso da vida provinciana e nela inseriram elementos insatisfeitos e contrastes entre grupos opostos.<br \/>\nFoi educada com firmeza e fidelidade aos princ\u00edpios da f\u00e9, na obedi\u00eancia \u00e0 Igreja e aos seus representantes e sua f\u00e9 tornou-se para ela em estilo de vida, sempre animado e alimentado pelo vivo desejo de transmitir a riqueza do conhecimento de Cristo e de sua mensagem de amor e salva\u00e7\u00e3o. Como professora teve sempre em mira a forma\u00e7\u00e3o da pessoa, cuidando do desenvolvimento dos valores humanos e crist\u00e3os com o m\u00e9todo da simplicidade e da clareza, do respeito ao outro, que procura convencer, sem impor.<br \/>\nFrancisca, por\u00e9m, gostava tanto de ler e se aplicava de tal forma nos estudos que seus pais fizeram o poss\u00edvel para que ela pudesse tornar-se professora.<br \/>\nMal se viu formada, por\u00e9m, encontrou-se \u00f3rf\u00e3. No prazo de um ano perdeu o pai e a m\u00e3e. Enquanto lecionava e atuava em obras de caridade em sua cidade, acalentava o sonho de entregar-se de vez \u00e0 vida religiosa. Aos poucos, foi criando coragem e, por fim, pediu admiss\u00e3o em dois conventos, mas n\u00e3o foi aceita em nenhum. A causa era a sua fragilidade f\u00edsica. Mas tamb\u00e9m influiu a displic\u00eancia e o ego\u00edsmo do padre da par\u00f3quia, que a queria trabalhando junto dele nas obras de caridade da comunidade.<br \/>\nFrancisca, embora decepcionada, nunca desistiu do sonho. Passado o tempo, quando j\u00e1 tinha trinta anos de idade, desabafou com um bispo o quanto desejava abra\u00e7ar uma obra mission\u00e1ria e esse a aconselhou: \u201cQuer ser mission\u00e1ria? Pois se n\u00e3o existe ainda um instituto feminino para esse fim, funde um\u201d. Foi, exatamente, o que ela fez.<br \/>\nCom o aux\u00edlio do vig\u00e1rio, em 1877 fundou o Instituto das Irm\u00e3s Mission\u00e1rias do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, que colocou sob a prote\u00e7\u00e3o de s\u00e3o Francisco Xavier. Ainda: obteve o apoio do papa Le\u00e3o XIII, que apontou o alvo para as miss\u00f5es de Francisca: \u201cO Ocidente, n\u00e3o o Oriente, como fez s\u00e3o Francisco\u201d. Era o per\u00edodo das grandes migra\u00e7\u00f5es rumo \u00e0s Am\u00e9ricas por causa das guerras que assolavam a It\u00e1lia. As pessoas chegavam aos cais do Novo Mundo desorientadas, necessitadas de apoio, solidariedade e, sobretudo, orienta\u00e7\u00e3o espiritual. Francisca preparou mission\u00e1rias dispostas e plenas de f\u00e9, como ela, para acompanhar os imigrantes em sua nova jornada.<br \/>\nTinham o objetivo de fundar, nas terras onde chegavam, hospitais, asilos e escolas que lhes possibilitassem calor humano, amparo e conforto.<br \/>\nEm trinta anos de intensa atividade, Francisca Cabrini fundou sessenta e sete Casas na It\u00e1lia, Fran\u00e7a e nas Am\u00e9ricas, no Brasil inclusive. Mais de trinta vezes cruzou os oceanos aquela \u201cpequena e fraca professora lombarda\u201d, que enfrentava, destemida, as autoridades pol\u00edticas em defesa dos direitos de seus imigrantes nos novos lares.<br \/>\nMadre Cabrini, como era popularmente chamada, morreu em Chicago, Estados Unidos, em 22 de dezembro de 1917. Solenemente, seu corpo foi transportado para New York, onde o sepultaram na capela anexa \u00e0 Escola Madre Cabrini, para ficar mais pr\u00f3xima dos imigrantes. Canonizada em 1946, santa Francisca Xavier Cabrini \u00e9 festejada no mundo todo, no dia de sua morte, como padroeira dos imigrantes.<br \/>\n<em>A Igreja tamb\u00e9m celebra hoje a mem\u00f3ria dos santos: Floro e Cirem\u00e3o<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nascida a 17 de julho de 1850 em S. \u00c2ngelo Lodigiano, de uma fam\u00edlia de agricultores, tinha bebido do ambiente e das pessoas que a cercavam,<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":61595,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[135],"tags":[],"class_list":["post-61264","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-santo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61264","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61264"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61264\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61264"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61264"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61264"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}