{"id":61364,"date":"2016-12-14T08:41:31","date_gmt":"2016-12-14T10:41:31","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=61364"},"modified":"2016-12-14T08:41:31","modified_gmt":"2016-12-14T10:41:31","slug":"o-que-e-a-eutanasia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/o-que-e-a-eutanasia\/","title":{"rendered":"O que \u00e9 a eutan\u00e1sia?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/i64.tinypic.com\/22hz12.jpg\" \/>Eutan\u00e1sia significa morte sem dor ou morte suave. A Igreja, \u201cque est\u00e1 sempre ao lado da vida\u201d, como afirmou Jo\u00e3o Paulo II, ensina que devemos ter um respeito especial por aqueles cuja vida est\u00e1 diminu\u00edda ou enfraquecida. As pessoas doentes ou deficientes devem ser amparadas para levar uma vida t\u00e3o normal quanto poss\u00edvel, e nunca as eliminar ou lhes apressar a morte.<br \/>\nQuando o ser humano est\u00e1 debilitado e sofrendo, ent\u00e3o, mais ainda deve aumentar o nosso amor por ele, e n\u00e3o o contr\u00e1rio: elimin\u00e1-lo com a desculpa de eliminar o seu sofrimento. N\u00e3o se trata de um animal sem alma, criado \u00e0 imagem de Deus.<br \/>\nO termo eutan\u00e1sia, etimologicamente falando, significa morte sem dor ou morte suave. O Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica (CIC) ensina que: \u201cSejam quais forem os motivos e os meios, a eutan\u00e1sia direta consiste em p\u00f4r fim \u00e0 vida de pessoas deficientes, doentes ou moribundas. \u00c9 moralmente inadmiss\u00edvel.\u201d (CIC \u00a7 2277).<br \/>\nA Igreja tamb\u00e9m ensina que: \u201cAssim, uma a\u00e7\u00e3o ou uma omiss\u00e3o que, em si ou na inten\u00e7\u00e3o, gera a morte a fim de suprimir a dor constitui um assassinato gravemente contr\u00e1rio \u00e0 dignidade da pessoa humana e ao respeito pelo Deus vivo, seu Criador. O erro de ju\u00edzo na qual se pode ter ca\u00eddo de boa-f\u00e9 n\u00e3o muda a natureza deste assassinato, que sempre deve ser condenado e exclu\u00eddo\u201d (Cf. Sagrada Congrega\u00e7\u00e3o para a Doutrina da F\u00e9, decl. Iura et bona: 1980).<br \/>\nPor outro lado, a Igreja entende e aceita que n\u00e3o se pode prolongar al\u00e9m do justo e necess\u00e1rio a vida do ser humano; n\u00e3o se trata de praticar a \u201cobstina\u00e7\u00e3o terap\u00eautica\u201d. Ent\u00e3o, a interrup\u00e7\u00e3o de procedimentos m\u00e9dicos caros, perigosos, extraordin\u00e1rios ou desproporcionais aos resultados esperados pode ser leg\u00edtima. N\u00e3o se quer dessa maneira provocar a morte; aceita-se n\u00e3o poder impedi-la. As decis\u00f5es devem ser tomadas pelo paciente, se tiver a compet\u00eancia e a capacidade para isso; caso contr\u00e1rio, pelos que t\u00eam direitos legais, respeitando sempre a vontade razo\u00e1vel e os interesses leg\u00edtimos do paciente\u201d (cf. CIC \u00a7 2278).<br \/>\nA Igreja orienta o procedimento m\u00e9dico e ensina que \u201cmesmo quando a morte \u00e9 considerada iminente, os cuidados comumente devidos a uma pessoa doente n\u00e3o podem ser legitimamente interrompidos. O emprego de analg\u00e9sicos para aliviar os sofrimentos do moribundo, ainda que com o risco de abreviar seus dias, pode ser moralmente conforme \u00e0 dignidade humana se a morte n\u00e3o \u00e9 desejada, nem como fim nem como meio, mas somente prevista e tolerada como inevit\u00e1vel. Os cuidados paliativos constituem uma forma privilegiada de caridade desinteressada. Por esta raz\u00e3o devem ser encorajados.\u201d (CIC \u00a7 2279).<br \/>\n<strong>Diferen\u00e7a entre eutan\u00e1sia direta da eutan\u00e1sia indireta<\/strong><br \/>\nDistingue-se a eutan\u00e1sia direta da eutan\u00e1sia indireta ou negativa. A eutan\u00e1sia direta \u00e9 o ato de matar o paciente. Vem a ser um homic\u00eddio il\u00edcito. Nem mesmo a compaix\u00e3o para com o paciente justifica a elimina\u00e7\u00e3o de sua vida, pois os fins n\u00e3o justificam os meios. Sabemos que, muitas vezes, \u00e9 no momento de sofrimento que a pessoa tem seu encontro com Deus, se converte, se confessa e encontra a salva\u00e7\u00e3o de sua alma. Ao apressar-se a morte da pessoa, por uma falsa caridade, pode-se tirar dela a oportunidade que o pr\u00f3prio Deus quer lhe dar.<br \/>\nO homem n\u00e3o tem o direito de dispor nem da sua vida nem da vida do irm\u00e3o inocente. Nenhuma situa\u00e7\u00e3o dolorosa justifica a eutan\u00e1sia direta.<br \/>\nDe resto, sob o r\u00f3tulo de compaix\u00e3o podem esconder-se motivos esp\u00farios, como por exemplo o desejo de p\u00f4r fim a uma vida inc\u00f4moda e trabalhosa, o de evitar gastos pesados, o de repartir quanto antes a heran\u00e7a\u2026 sentimentos estes ego\u00edstas.<br \/>\nA eutan\u00e1sia indireta consiste em n\u00e3o dar ao paciente os meios de subsist\u00eancia. Estes podem ser ordin\u00e1rios (soro, alimenta\u00e7\u00e3o, inje\u00e7\u00f5es,\u2026) ou extraordin\u00e1rios (desproporcionais). N\u00e3o \u00e9 l\u00edcita a suspens\u00e3o de meios ordin\u00e1rios, pois equivale ao homic\u00eddio indireto. Quanto aos meios extraordin\u00e1rios, observe-se o seguinte: quando os recursos extraordin\u00e1rios (maquinaria tecnol\u00f3gica das UTIs) n\u00e3o produzem efeitos proporcionais \u00e0 parafern\u00e1lia aplicada, \u00e9 l\u00edcito deslig\u00e1-las desde que os m\u00e9dicos n\u00e3o vejam probabilidade de melhora do paciente. Essa possibilidade deve ser criteriosamente avaliada, de modo a evitar precipita\u00e7\u00e3o ou tend\u00eancias ego\u00edstas. Assim se evita a distan\u00e1sia (a morte dolorosa) como tamb\u00e9m se evita a eutan\u00e1sia direta. Pratica-se ent\u00e3o a ortotan\u00e1sia, que \u00e9 o procedimento correto.<br \/>\n<em>Por Felipe Aquino via Can\u00e7\u00e3o Nova<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Respeito pela vida<\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":61376,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[1754,3354,3404,4227,4241,4447,6962,9393,9483],"class_list":["post-61364","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-catecismo-da-igreja-catolica","tag-direito-a-vida","tag-distanasia","tag-etica","tag-eutanasia","tag-felipe-aquino","tag-ortotanasia","tag-sofrimento","tag-subsistencia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61364","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61364"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61364\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61364"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61364"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61364"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}