{"id":61379,"date":"2016-12-15T00:10:46","date_gmt":"2016-12-15T02:10:46","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=61379"},"modified":"2016-12-15T00:10:46","modified_gmt":"2016-12-15T02:10:46","slug":"santa-cristiana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/santa-cristiana\/","title":{"rendered":"Santa Cristiana"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/i64.tinypic.com\/karyv5.jpg\" \/>Nos primeiros anos do s\u00e9culo IV, nas terras pag\u00e3s entre o mar Negro e o mar C\u00e1spio, hoje territ\u00f3rio da Ge\u00f3rgia, vivia uma jovem escrava crist\u00e3 chamada Nina ou Nun\u00e9. A Capital do Imp\u00e9rio Romano mudou-se para Constantinopla, cidade fundada em 324, e dedicada em 11 de maio de 330 D.C. O crescimento da Igreja passou a exigir esclarecimentos e defini\u00e7\u00f5es relacionados com seu credo. Em 325 aconteceu o Conc\u00edlio de Nic\u00e9ia, Turquia, e o de Constantinopla, em 381.<br \/>\nA partir do ano 300 os b\u00e1rbaros come\u00e7aram a invadir a regi\u00e3o oriental do imp\u00e9rio romano, saqueando cidades e levando prisioneiros para serem vendidos como escravos. E a regi\u00e3o da Capad\u00f3cia e sua vizinhan\u00e7a havia sido evangelizada desde as primeiras viagens mission\u00e1rias de Paulo. Muitos desses escravos tiveram oportunidade de testemunhar sua f\u00e9 nas terras pag\u00e3s para onde eram levados. Se em Roma o cristianismo exigia defini\u00e7\u00f5es mais elaboradas da doutrina, por outro lado, as primeiras sementes evang\u00e9licas eram lan\u00e7adas nas terras pag\u00e3s da Ge\u00f3rgia. Era o Esp\u00edrito de Deus em a\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA obra do bispo Eus\u00e9bio, \u2018A Hist\u00f3ria da Igreja\u2019, tornou-se o primeiro registro importante da hist\u00f3ria da Igreja, passando assim um legado, sem precedentes, de documentos da igreja antiga. Eus\u00e9bio morreu em 340. \u00c9 em seu livro, e em algumas tradi\u00e7\u00f5es posteriores, que encontramos a hist\u00f3ria, mesmo que um pouco lend\u00e1ria, da santa de hoje.<br \/>\nNina era uma escrava que demonstrava toda sua f\u00e9 em Cristo, na alegria com que enfrentava as dificuldades e os sofrimentos. Esse fato chamou a aten\u00e7\u00e3o dos pag\u00e3os com quem convivia. Assim, teve a oportunidade de ensinar a palavra de Cristo a todos os que a cercavam. Tornou-se t\u00e3o conhecida que passaram a cham\u00e1-la de \u201cCristiana\u201d, a serva crist\u00e3.<br \/>\nA antiga tradi\u00e7\u00e3o russa narra que, certa vez, uma senhora procurou-a, pedindo que solicitasse a interven\u00e7\u00e3o de Deus para que seu filho, gravemente enfermo, n\u00e3o morresse. Nina se ajoelhou aos p\u00e9s da cama onde estava a crian\u00e7a e rezou com tanto fervor que o menino abriu os olhos, sorriu e levantou-se na frente de todos. Foi o bastante para que toda a regi\u00e3o mostrasse interesse pela religi\u00e3o da serva de Cristo. Quanto mais prod\u00edgios ela promovia, mais catequizava e convertia os pag\u00e3os.<br \/>\nAt\u00e9 que, um dia, a rainha desse povo, chamada Nana, adoeceu gravemente e nenhum rem\u00e9dio conseguia faz\u00ea-la melhorar. Tentaram de tudo. Nada parecia poss\u00edvel. Ent\u00e3o, algu\u00e9m se lembrou dos chamados \u201cpoderes\u201d da serva crist\u00e3. Como \u00faltimo recurso, foram sugeridos \u00e0 rainha, que mandou cham\u00e1-la. Assim, essa humilde escrava foi ao pal\u00e1cio atender a rainha, levando consigo apenas a certeza de sua f\u00e9 e a confian\u00e7a de suas ora\u00e7\u00f5es. Logo conseguiu curar a soberana.<br \/>\nEnquanto ela se recuperava, seu marido, o rei Mirian, certo dia, saiu em comitiva para uma ca\u00e7ada. Mas o grupo acabou isolado no bosque devido a uma violent\u00edssima tempestade. A situa\u00e7\u00e3o era cr\u00edtica, com trov\u00f5es e raios incendiando \u00e1rvores, pedras rolando ao vento e atingindo pessoas. O pavor tomou conta de todos, clamaram por seus deuses, mas nada acontecia. Lembrando-se da rainha, o rei decidiu rezar para o Deus de Cristiana. Uma luz, ent\u00e3o, foi vista saindo do c\u00e9u, a tempestade cessou e todos puderam regressar s\u00e3os e salvos \u00e0 Corte. Nesse instante, o rei sentiu a f\u00e9 invadir seu cora\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAo voltar, procurou a escrava Nina e lhe pediu que falasse tudo o que sabia sobre sua religi\u00e3o. Acabou catequizado e convertido. Entretanto os reis Mirian e Nana n\u00e3o podiam ser batizados, pois na Corte n\u00e3o havia nenhum bispo. Seguindo a orienta\u00e7\u00e3o de Cristiana, o rei enviou esse pedido ao imperador Constantino.<br \/>\nNesse meio tempo, mandou construir a primeira igreja crist\u00e3, de acordo com uma planta feita sob orienta\u00e7\u00e3o de Nina, j\u00e1 liberta. Quando chegou o primeiro bispo da Ge\u00f3rgia acompanhado de um grupo de sacerdotes mission\u00e1rios, encontraram o povo j\u00e1 abra\u00e7ando a doutrina de santa Nina, como os fi\u00e9is a chamavam por for\u00e7a de sua piedade e prod\u00edgios de f\u00e9. Com facilidade, converteram a na\u00e7\u00e3o inteira, a partir da grande solenidade do batismo do casal real. Depois, junto com o bispo, o rei Mirian e a rainha Nana constru\u00edram o Mosteiro Samtavro, anexo \u00e0quela igreja, onde mais tarde foram sepultados. Nele tamb\u00e9m viveu alguns anos santa Nina, que morreu no ano 330.<br \/>\nVenerada pelos fi\u00e9is como padroeira da Ge\u00f3rgia, suas rel\u00edquias est\u00e3o guardadas na Catedral da Metiskreta, antiga capital do pa\u00eds. Seu culto foi confirmado, sendo realizado, no Oriente, em 14 de janeiro, enquanto a Igreja de Roma a comemora no dia 15 de dezembro.<br \/>\n<em>A Igreja tamb\u00e9m celebra hoje os santos: Cristiana, Ninon e Paulo de Latros.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos primeiros anos do s\u00e9culo IV, nas terras pag\u00e3s entre o mar Negro e o mar C\u00e1spio, hoje territ\u00f3rio da Ge\u00f3rgia, vivia uma jovem escrava crist\u00e3<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":61433,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[135],"tags":[],"class_list":["post-61379","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-santo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61379","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61379"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61379\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61379"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61379"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61379"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}