{"id":61737,"date":"2016-12-30T10:06:02","date_gmt":"2016-12-30T12:06:02","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=61737"},"modified":"2016-12-30T10:06:02","modified_gmt":"2016-12-30T12:06:02","slug":"ser-mae-e-padecer-no-paraiso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/ser-mae-e-padecer-no-paraiso\/","title":{"rendered":"Ser m\u00e3e \u00e9 padecer no para\u00edso"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/i68.tinypic.com\/r8ilw9.jpg\" \/>Tantas vezes ouvi este ditado e, hoje, quero manifestar a minha interpreta\u00e7\u00e3o sobre ele. Ser\u00e1 que isso \u00e9 ruim? A express\u00e3o padecer traz esta conota\u00e7\u00e3o negativa, pesada, mas, na verdade, n\u00e3o \u00e9 bem assim\u2026 As m\u00e3es vivem um certo desconforto desde a gesta\u00e7\u00e3o (enjoos, azia, incha\u00e7o). No parto com suas dores pr\u00f3prias, depois nos primeiros dias a adapta\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o do choro do beb\u00ea, o sono, o cansa\u00e7o. S\u00e3o situa\u00e7\u00f5es reais que parecem eternas pela intensidade, mas, de repente, passam\u2026 E alguns meses depois, o padecimento \u00e9 outro: voltar ao trabalho e deixar o filho, afinal ningu\u00e9m vai saber cuidar do filho como a m\u00e3e. Doce ilus\u00e3o!<br \/>\nMais adiante, a entrada na escola. \u201cQuem ser\u00e1 o professor?\u201d, \u201cSer\u00e1 que vai acompanhar a aula?\u201d, \u201cO que vai comer no lanche?\u201d, \u201cQuem ser\u00e3o os colegas?\u201d \u201cE se algu\u00e9m bater no meu filho?\u201d N\u00f3s insistimos em viver a vida dos filhos e, com isso, \u201cpadecemos\u201d, pois n\u00e3o temos o mesmo entendimento das crian\u00e7as. E quando chega a adolesc\u00eancia? Nossa! A\u00ed entra outra fase. S\u00f3 mudam as preocupa\u00e7\u00f5es: filho criado, trabalho dobrado!<br \/>\nMas e aquilo que plantamos na educa\u00e7\u00e3o deles? N\u00e3o valeu a pena? As m\u00e3es de hoje s\u00e3o, na sua maioria, frutos da gera\u00e7\u00e3o de transi\u00e7\u00e3o do feminismo e do sexo, drogas e rock\u2019n roll. Achar o equil\u00edbrio n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Anterior a n\u00f3s houve a gera\u00e7\u00e3o de pais que acreditavam que a liberdade era a melhor op\u00e7\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o para os filhos vivendo o \u201c\u00e9 proibido proibir\u201d.<br \/>\nHoje j\u00e1 percebemos que os limites s\u00e3o necess\u00e1rios na forma\u00e7\u00e3o de qualquer ser humano. E por isso, \u00e0s vezes, dar um \u201cn\u00e3o\u201d ao filho chega a ser um padecimento, pois sabemos que ele(a) queria muito tal coisa ou tal situa\u00e7\u00e3o, mas percebemos que n\u00e3o \u00e9 o melhor naquele momento, e isso gera um certo desconforto no relacionamento entre m\u00e3e e filho(a).<br \/>\nA\u00ed mais do que padecer \u00e9 compadecer, \u00e9 sofrer, pois apesar de estarmos conscientes da decis\u00e3o tomada n\u00e3o gostamos de ver nosso(a) filho(a) triste. E mais uma vez, apesar de toda intensidade, veremos que isso tamb\u00e9m vai passar!<br \/>\nAssim como n\u00f3s que, hoje, neste papel de m\u00e3e, reconhecemos e aceitamos a postura que as nossas m\u00e3es tiveram conosco. E pensamos: \u201cElas estavam certas\u2026\u201d Olhando tudo isso parece que o ditado est\u00e1 certo: ser m\u00e3e \u00e9 padecer no para\u00edso. Agora \u00e9 preciso dizer que tudo isso vale a pena!<br \/>\nA presen\u00e7a, a realiza\u00e7\u00e3o, as conquistas, as alegrias e as tristezas de um(a) filho(a) n\u00e3o t\u00eam pre\u00e7o. Este \u00e9 o nosso para\u00edso: a maternidade! As m\u00e3es s\u00e3o capazes de abrir m\u00e3o e renunciar a v\u00e1rias coisas na vida, somente n\u00e3o conseguem renunciar a maternidade. Esta \u00e9 inegoci\u00e1vel!<br \/>\nParab\u00e9ns a todas as m\u00e3es, av\u00f3s, tias, madrinhas, sogras que, de uma forma ou outra, s\u00e3o m\u00e3es em nossas vidas!<br \/>\nMaria, M\u00e3e de Jesus e da Igreja, nos ensine e conduza na viv\u00eancia da maternidade segundo o cora\u00e7\u00e3o de Deus!<br \/>\nCarla Astuti \u2013 Mission\u00e1ria da Comunidade Can\u00e7\u00e3o Nova<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maternidade<\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":62342,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[51,4543,5983,6142],"class_list":["post-61737","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-familia","tag-filhos","tag-mae","tag-maternidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61737","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61737"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61737\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61737"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61737"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61737"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}