{"id":61777,"date":"2017-01-04T00:05:01","date_gmt":"2017-01-04T02:05:01","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=61777"},"modified":"2017-01-04T00:05:01","modified_gmt":"2017-01-04T02:05:01","slug":"santa-angela-de-foligno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/santa-angela-de-foligno\/","title":{"rendered":"Santa \u00c2ngela de Foligno"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/i67.tinypic.com\/a4phf9.jpg\" \/>A Igreja atribui-lhe o t\u00edtulo de beata e sua mem\u00f3ria \u00e9 celebrada hoje pela Ordem Franciscana. O povo, por\u00e9m, invoca-a com o nome de santa h\u00e1 muito s\u00e9culos.<br \/>\nA data mais aceita para o nascimento de \u00c2ngela, em Foligno, perto de Assis e de Roma, \u00e9 o ano 1248. \u00c9 uma das primeiras m\u00edsticas italianas. Quando jovem, como sua contempor\u00e2nea Margarida de Cortona, entregou-se \u00e0s vaidades femininas, tendo teor de vida tranquila e folgada numa casa n\u00e3o de muito luxo, mas decorosa, juntamente com seu marido e filhos. Ela pertencia \u00e0 uma fam\u00edlia relativamente rica e bem situada socialmente. Assim viveu at\u00e9 os trinta e sete anos, quando uma trag\u00e9dia avassaladora mudou sua vida.<br \/>\nNum curto espa\u00e7o de tempo perdeu os pais, o marido e todos os numerosos filhos, um a um. Mas, ao inv\u00e9s de esmorecer, uma mulher forte e confiante nasceu daquela sequ\u00eancia de mortes e sofrimento, cheia de f\u00e9 em Deus e no seu conforto espiritual. Como consequ\u00eancia, em 1291 fez os votos religiosos, doando todos os seus bens para os pobres e entrando para a Ordem Terceira de S\u00e3o Francisco, trocando a futilidade por penit\u00eancias e ora\u00e7\u00f5es. O dom m\u00edstico come\u00e7ou a se manifestar quando Santa \u00c2ngela recebeu em sonho a orienta\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Francisco para que fizesse uma peregrina\u00e7\u00e3o a Assis. Ela obedeceu, e a partir da\u00ed as manifesta\u00e7\u00f5es n\u00e3o pararam mais.<br \/>\nContam seus escritos que ela chegava a sentir todo o flagelo da paix\u00e3o de Cristo, nos ossos e juntas do pr\u00f3prio corpo. Todas essas manifesta\u00e7\u00f5es, acompanhadas e testemunhadas por seu diretor espiritual, Santo Arnaldo de Foligno, foram registradas em narra\u00e7\u00f5es que ela escrevia em dialeto \u00fambrio e que eram transcritas imediatamente para o latim ensinado nas escolas, para que pudessem ser aproveitados imediatamente por toda a cristandade. Trinta e cinco dessas passagens foram editadas com o t\u00edtulo \u201cExperi\u00eancias espirituais, revela\u00e7\u00f5es e consola\u00e7\u00f5es da Bem-Aventurada \u00c2ngela de Foligno\u201d, livro que passou a ser b\u00e1sico para a forma\u00e7\u00e3o de religiosos e trouxe para a Santa o t\u00edtulo de \u201cMestra dos Te\u00f3logos\u201d. Muitos dos quais a comparam como Santa Tereza d\u2019\u00c1vila e Santa Catarina de Sena.<br \/>\n\u00c2ngela terminou seus dias orientando espiritualmente, atrav\u00e9s de cartas, centenas de pessoas que pediam seus conselhos. Ao Santo Arnaldo, \u00e0 quem ditou sua autobiografia, disse o seguinte: \u201cEu, \u00c2ngela de Foligno, tive que atravessar muitas etapas no caminho da penitencia e convers\u00e3o. A primeira foi me convencer de como o pecado \u00e9 grave e danoso. A segunda foi sentir arrependimento e vergonha por ter ofendido a bondade de Deus. A terceira me confessar de todos os meus pecados. A quarta me convencer da grande miseric\u00f3rdia que Deus tem para com os pecadores que desejam ser perdoados. A quinta adquirir um grande amor e reconhecimento por tudo o que Cristo sofreu por todos n\u00f3s. A sexta sentir um profundo amor por Jesus Eucar\u00edstico. A s\u00e9tima aprender a orar, especialmente rezar com amor e aten\u00e7\u00e3o o Pai Nosso. A oitava procurar e tratar de viver em cont\u00ednua e afetuosa comunh\u00e3o com Deus\u201d. Na Santa Missa, ela muitas vezes via Jesus Cristo na Santa H\u00f3stia. Morreu, em 04 de janeiro 1309, j\u00e1 sexagen\u00e1ria, sendo enterrada na Igreja de S\u00e3o Francisco, em Foligno, It\u00e1lia.<br \/>\nSeu t\u00famulo foi cen\u00e1rio de muitos prod\u00edgios e gra\u00e7as. Assim, a atribui\u00e7\u00e3o de sua santidade aconteceu naturalmente, \u00e0quela que os devotos consideram como a padroeira das vi\u00favas e protetora da morte prematura das crian\u00e7as. Foi o Papa Clemente XI que reconheceu seu culto, em 1707. Por\u00e9m ela j\u00e1 tinha sido descrita como Santa por v\u00e1rios outros pont\u00edfices, \u00e0 exemplo de Paulo III em 1547 e Inocente XII em 1693. Mais recentemente o Papa Pio XI a mencionou tamb\u00e9m como Santa em uma carta datada de 1927. \u00c9 considerada a \u201cMestra dos Te\u00f3logos\u201d.<br \/>\n<em>A Igreja tamb\u00e9m celebra hoje a mem\u00f3ria dos santos: Caio e Hermes.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Igreja atribui-lhe o t\u00edtulo de beata e sua mem\u00f3ria \u00e9 celebrada hoje pela Ordem Franciscana. 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