{"id":62260,"date":"2017-01-30T00:05:00","date_gmt":"2017-01-30T00:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=62260"},"modified":"2017-01-30T00:05:00","modified_gmt":"2017-01-30T00:05:00","slug":"santa-martinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/santa-martinha\/","title":{"rendered":"Santa Martinha"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-23372\" src=\"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/Santa-Martinha.jpg\" alt=\"\" \/>O pai de Martinha era um homem p\u00fablico, eleito tr\u00eas vezes c\u00f4nsul de Roma. Ele pertencia a nobreza, era muito rico e crist\u00e3o. Quando a menina nasceu, no come\u00e7o do s\u00e9culo III, o acontecimento foi amplamente divulgado na corte, entre o povo e pelos crist\u00e3os, pois a pequena logo foi batizada.<\/p>\n<p>Martinha cresceu em meio \u00e0 essa popularidade, muito caridosa, alegre e uma devota fiel ao amor de Jesus Cristo. Com a morte de seu pai a jovem recebeu de heran\u00e7a duas fortunas: uma material, composta de bens valiosos e a outra espiritual, pois foi educada dentro dos preceitos do cristianismo. A primeira, ela dividiu com os necessitados assim que tomou posse da heran\u00e7a. A segunda, foi empregada com humildade e disciplina, na sua rotina di\u00e1ria de di\u00e1cona da Igreja, na sua cidade natal.<\/p>\n<p>Desde o ano 222, o imperador romano era Alexandre Severo, que expediu um decreto mandando prender os crist\u00e3os para serem julgados e no caso de condena\u00e7\u00e3o seriam executados. Chamado para julgar o primeiro grupo de presos acusados de praticar o cristianismo, o imperador se surpreendeu ao ver que Martinha estava entre eles e tentou afast\u00e1-la dos seus irm\u00e3os em Cristo. Mas ela reafirmou sua posi\u00e7\u00e3o de cat\u00f3lica e exigiu ter o mesmo fim dos companheiros. A partir deste momento come\u00e7aram os sucessivos fatos prodigiosos que culminaram com um grande tremor de terra.<\/p>\n<p>Primeiro, Alexandre mandou que fosse a\u00e7oitada. Mas a pureza e a for\u00e7a com que rezou, ao se entregar \u00e0 execu\u00e7\u00e3o, comoveram seus carrascos e muitos foram tocados pela f\u00e9. Tanto que, ningu\u00e9m teve coragem de flagelar a jovem. O imperador mandou ent\u00e3o que ela fosse jogada \u00e0s feras, mas os le\u00f5es n\u00e3o a atacaram. Condenada \u00e0 fogueira, as chamas n\u00e3o a queimaram. Martinha foi ent\u00e3o decapitada. No exato instante de sua a execu\u00e7\u00e3o a tradi\u00e7\u00e3o narra que um forte terremoto sacudiu toda cidade de Roma.<\/p>\n<p>O relato do seu testemunho correu r\u00e1pido por todas as regi\u00f5es do Imp\u00e9rio, que logo atribuiu \u00e0 santidade de Martinha, todos os prod\u00edgios ocorridos durante a sua tortura assim como o terremoto, ocasionando um sem-n\u00famero de convers\u00f5es.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo IV, o papa Hon\u00f3rio mandou erguer a conhecida igreja do Foro, em Roma, para ser dedicada \u00e0 ela, dando novo impulso ao seu culto por mais quatrocentos anos. Depois, as rel\u00edquias de Santa Martinha ficaram soterradas e sua celebra\u00e7\u00e3o um pouco abandonada, durante certo per\u00edodo obscuro vivido pelo Cristianismo.<\/p>\n<p>Passados mais quinhentos anos, ou melhor catorze s\u00e9culos ap\u00f3s seu mart\u00edrio, quando era papa, o din\u00e2mico Urbano VIII, muito empenhado na grande contrarreforma cat\u00f3lica e disposto a conduzir o projeto de reconstru\u00e7\u00e3o das igrejas. Come\u00e7ou pela igreja do Foro, onde as rel\u00edquias de Santa Martinha foram reencontradas. Nesta ocasi\u00e3o, proclamou Santa Martinha padroeira dos romanos e ainda comp\u00f4s hinos em louvor \u00e0 ela, inspirado na vida imaculada, da caridade exemplar e do seu corajoso testemunho a Cristo.<\/p>\n<p><em>A Igreja tamb\u00e9m celebra neste dia a mem\u00f3ria dos santos: Jacinta de Mariscotti, Savina e Barsimeu.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pai de Martinha era um homem p\u00fablico, eleito tr\u00eas vezes c\u00f4nsul de Roma. Ele pertencia a nobreza, era muito rico e crist\u00e3o. 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