{"id":63198,"date":"2017-03-17T07:52:12","date_gmt":"2017-03-17T07:52:12","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=63198"},"modified":"2017-03-17T07:52:12","modified_gmt":"2017-03-17T07:52:12","slug":"no-cristo-redentor-criancas-refugiadas-pedem-paz-na-siria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/no-cristo-redentor-criancas-refugiadas-pedem-paz-na-siria\/","title":{"rendered":"No Cristo Redentor, crian\u00e7as refugiadas pedem paz na S\u00edria"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-26928\" src=\"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/refugiados-cristo-redentor.jpg\" alt=\"\" \/>Cerca de 50 crian\u00e7as refugiadas uniram suas vozes a de cantores e mais de 20 artistas brasileiros para pedir o fim da guerra na S\u00edria, que completou seis anos nesta quarta-feira 15. Em apresenta\u00e7\u00e3o no Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, um coral de meninos e meninas de 12 pa\u00edses encantou o p\u00fablico do ponto tur\u00edstico, ao lado dos cantores Tiago Iorc, Maria Gadu e Elba Ramalho. O ato pela paz foi organizado pelo movimento \u201cAmor Sem Fronteiras\u201d.<\/p>\n<p>\u201cDevemos nos lembrar daqueles que mais sofrem por causa desta calamidade: os 4,9 milh\u00f5es de refugiados, os 6,3 milh\u00f5es de deslocados internos e outras milh\u00f5es de pessoas dentro da S\u00edria que vivem um medo di\u00e1rio por causa desta guerra e da desumanidade que ela tem criado\u201d, afirmou a representante da Ag\u00eancia da ONU para Refugiados (ACNUR), Isabel Marquez, em pronunciamento durante a cerim\u00f4nia.<\/p>\n<p>Atualmente, o Brasil \u00e9 o lar de 2,5 mil s\u00edrios j\u00e1 oficialmente reconhecidos como refugiados pelo governo. No pa\u00eds, vivem outros 25 mil indiv\u00edduos de diferentes nacionalidades que aguardam o processamento de seu pedido de asilo. Os dados s\u00e3o do Comit\u00ea Nacional para os Refugiados (CONARE).<\/p>\n<p>Entre as crian\u00e7as que se apresentaram na capital fluminense, estavam n\u00e3o apenas jovens s\u00edrios, mas tamb\u00e9m refugiados do I\u00eamen, Ir\u00e3, Sud\u00e3o do Sul, Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo e outros pa\u00edses em crise.<\/p>\n<p>Com interpreta\u00e7\u00f5es de \u201cO Sol\u201d, de Milton Nascimento, e \u201cAquarela\u201d, de Toquinho, os cantores mirins alegraram a manh\u00e3 de turistas e cariocas, mas tamb\u00e9m transmitiram uma mensagem de alerta: o medo de estrangeiros que fogem da guerra n\u00e3o leva a nada.<\/p>\n<p><strong>Ref\u00fagio no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil acolhe 9 mil pessoas que j\u00e1 tiveram o ref\u00fagio formalmente concedido pelas autoridades e mais de 20\u00a0mil estrangeiros que aguardam delibera\u00e7\u00e3o sobre seu pedido de asilo. Os n\u00fameros podem parecer significativos, mas s\u00e3o bem inferiores aos de pa\u00edses que tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e3o pr\u00f3ximos geograficamente de na\u00e7\u00f5es em crise.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos, por exemplo, possu\u00eda um robusto programa de reassentamento que trazia, anualmente, milhares de refugiados de pa\u00edses africanos e do Oriente M\u00e9dio para recome\u00e7ar a vida no territ\u00f3rio norte-americano. Em 2016, a na\u00e7\u00e3o recebeu 85 mil refugiados.<\/p>\n<p>Os meninos e meninas refugiados que participaram do ato fazem parte do Coral Cora\u00e7\u00e3o Jolie, uma iniciativa da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental \u201cI Know My Rights\u201d (IKMR), parceira da ag\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/p>\n<p><strong>Refugiada s\u00edria no Brasil sonha com a paz<\/strong><\/p>\n<p>\u201cS\u00f3 o Brasil abre as portas para a gente\u201d. \u00c9 a impress\u00e3o de Asmaa Al-Syouf, refugiada da S\u00edria que teve de deixar o pa\u00eds em 2012 por causa da guerra. H\u00e1 quase tr\u00eas anos em terras brasileiras, ela chegou aqui com o marido e os tr\u00eas filhos. As crian\u00e7as estavam entre os jovens do Cora\u00e7\u00e3o Jolie.<\/p>\n<p>\u201cOs brasileiros n\u00e3o perguntam \u2018por que voc\u00eas vieram para o meu pa\u00eds, por que voc\u00eas est\u00e3o aqui?\u2019, eles dizem \u2018bem-vindos!\u2019\u201d, comentou a refugiada sobre a recep\u00e7\u00e3o calorosa que recebeu quando veio para o Brasil.<\/p>\n<p>Asmaa conseguiu reconstruir a vida por aqui e abriu um restaurante de comida \u00e1rabe com o marido, em Mogi das Cruzes. Seu sonho, por\u00e9m, \u00e9 voltar ao pa\u00eds onde nasceu e onde ainda vive parte da fam\u00edlia. \u201cEu s\u00f3 quero que a S\u00edria volte a ser o que era antes.\u201d<\/p>\n<p>Isabel Marquez elogiou as pol\u00edticas do Brasil para acolher refugiados s\u00edrios. \u201cUm projeto n\u00e3o muito conhecido, mas muito significativo e \u00fanico e que h\u00e1 poucos pa\u00edses que fazem, \u00e9 o programa de vistos humanit\u00e1rios. Desde 2013, 2,5 mil refugiados s\u00edrios chegaram (ao Brasil), portanto, salvaram suas vidas\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Segundo a representante nacional do ACNUR, governo e ONU planejam reassentar outros 3 mil s\u00edrios, incluindo crian\u00e7as. As Na\u00e7\u00f5es Unidas, o Estado brasileiro e parceiros da sociedade civil est\u00e3o avaliando qual seria a melhor maneira de trazer esses refugiados para o Brasil.<\/p>\n<p><em>Por Can\u00e7\u00e3o Nova, com ONU Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apresenta\u00e7\u00e3o musical<\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":63197,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[710,866,1079,2190,2281,2656,2753,2799,3874,4918,6084,8296,8530,9692],"class_list":["post-63198","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-amor-sem-fronteiras","tag-apresentacao","tag-ato-pela-paz","tag-comite-nacional-para-os-refugiados","tag-conare","tag-coral","tag-criancas-sirias","tag-cristo-redentor","tag-elba-ramalho","tag-guerra-na-siria","tag-maria-gadu","tag-refugiados","tag-rio-de-janeiro","tag-tiago-iorc"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63198","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=63198"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63198\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=63198"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=63198"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=63198"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}