{"id":64376,"date":"2017-05-26T09:37:23","date_gmt":"2017-05-26T09:37:23","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=64376"},"modified":"2017-05-26T09:37:23","modified_gmt":"2017-05-26T09:37:23","slug":"os-4-principais-interesses-de-jesus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/os-4-principais-interesses-de-jesus\/","title":{"rendered":"Os 4 principais interesses de Jesus"},"content":{"rendered":"<p><strong><img decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-31440\" src=\"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/sagr.jpg\" alt=\"\" \/>Quais s\u00e3o os amores de Jesus Cristo?<\/strong><\/p>\n<p><em>O Pe. Frederick William Faber, C.O. (28 de junho de 1814 \u2013 26 de setembro de 1863) foi um not\u00e1vel escritor e te\u00f3logo ingl\u00eas que se converteu do anglicanismo e se tornou\u00a0sacerdote cat\u00f3lico. Sua obra mais conhecida \u00e9 \u201cA F\u00e9 dos Nossos Pais\u201d. A\u00a0seguinte reflex\u00e3o\u00a0vem de\u00a0outro dos seus textos, \u201cTudo por Jesus\u201d.<\/em><\/p>\n<p><strong>I. A gl\u00f3ria de Seu Pai<\/strong><\/p>\n<p>Estudando o nosso divino Salvador, tal como nos \u00e9 representado nos Santos Evangelhos, veremos que n\u00e3o h\u00e1 nada, se nos \u00e9 permitido arriscar esta express\u00e3o, nada mais semelhante a uma paix\u00e3o n\u2019Ele dominante que o Seu t\u00e3o vivo, t\u00e3o ardente desejo da gl\u00f3ria de Seu Pai.<\/p>\n<p>Desde o dia em que, na idade de doze anos, deixou Maria para ficar em Jerusal\u00e9m, at\u00e9 \u00e0 Sua \u00faltima palavra na Cruz, essa dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 gl\u00f3ria de Deus sobressai em cada p\u00e1gina do livro sagrado. Assim como d\u2019Ele se disse, numa ocasi\u00e3o, que o zelo da casa de Deus O devorava, assim n\u00f3s podemos dizer que era devorado por uma fome e sede cont\u00ednuas da gl\u00f3ria de Seu Pai.<\/p>\n<p>Era como se se houvesse perdido na terra a gl\u00f3ria de Deus, e Ele houvesse vindo para a encontrar; e qu\u00e3o oprimido trouxe o cora\u00e7\u00e3o enquanto a n\u00e3o encontrou! Foi este o exemplo que nos deu; e a Sua inten\u00e7\u00e3o, dando-nos a gra\u00e7a, \u00e9 que a empreguemos em glorificar Seu Pai que est\u00e1 nos c\u00e9us.<\/p>\n<p>Agora, lan\u00e7ando a vista pelo mundo e em volta de n\u00f3s, poderemos deixar de ver quanto a gl\u00f3ria de Deus est\u00e1 perdida na terra? O interesse de Jesus pede que a procuremos e que a encontremos. Sem falar desses esc\u00e2ndalos p\u00fablicos que d\u00e3o os grandes pecadores, n\u00e3o ser\u00e1 doloroso ver como Deus \u00e9 esquecido, completamente esquecido pela maior parte dos homens?<\/p>\n<p>Vivem como se Deus n\u00e3o existisse. N\u00e3o se revoltam precisamente contra Ele, mas n\u00e3o pensam n\u2019Ele, desconhecem-no, Deus \u00e9 neste mundo, que Ele fez por Suas pr\u00f3prias m\u00e3os, como um objeto importuno. Foi posto de parte t\u00e3o despreocupadamente como se faria a uma est\u00e1tua antiga que houvesse tornado caricata.<\/p>\n<p>Os s\u00e1bios e os homens de Estado est\u00e3o de acordo neste ponto; agente de neg\u00f3cios e os financeiros entenderam que era acertad\u00edssimo nada dizerem a respeito de Deus, pois \u00e9 dif\u00edcil falar d\u2019Ele ou mesmo ocupar n\u2019Ele apenas o espirito, sem nos sentirmos dispostos o conceder-Lhe demasiado.<\/p>\n<p>Ali est\u00e1 um obst\u00e1culo terr\u00edvel, e poder\u00edamos dizer um obst\u00e1culo insuper\u00e1vel, se n\u00e3o fosse a gra\u00e7a de Deus, para os interesses de Jesus. Oh! Quanto nos dilacera o cora\u00e7\u00e3o semelhante espet\u00e1culo, e nos faz suspirar por uma outra vida! Pois, que fazer em t\u00e3o desesperada situa\u00e7\u00e3o? Mas alguma coisa devemos tentar.<\/p>\n<p>Quanto n\u00e3o poder\u00e3o fazer os ros\u00e1rios devotamente rezados e as medalhas bentas? E n\u00e3o \u00e9 infinito o poder duma s\u00f3 missa? Depois, confessamo-lo com as l\u00e1grimas nos olhos, h\u00e1 um grande n\u00famero de pessoas com reputa\u00e7\u00e3o de piedosas, que est\u00e3o longe de dispensarem \u00e0 gl\u00f3ria de Deus um quinh\u00e3o suficientemente avultado: h\u00e1 muitas pessoas que manifestam devo\u00e7\u00e3o, e que ali\u00e1s n\u00e3o lhe querem dar o primeiro lugar em todas as coisas.<\/p>\n<p>T\u00eam necessidade de luz para melhor conhecerem a gl\u00f3ria de Deus; falta-lhes discernimento para descobrirem armadilhas do mundo e do dem\u00f4nio sob o v\u00e9u da modera\u00e7\u00e3o e da prud\u00eancia, por meio do qual estes dois inimigos de Deus se esfor\u00e7am pelo privar da Sua gl\u00f3ria; n\u00e3o t\u00eam coragem para afrontar a opini\u00e3o do mundo, e firmeza para p\u00f4r sempre a sua vida em harmonia com a sua cren\u00e7a. Pobre gente! E, sem o suspeitar, a pr\u00f3pria peste da Igreja. Conv\u00e9m sem d\u00favida aos interesses de Jesus, que essas pessoas se vejam a si mesmas e a tudo que as rodeia, tais quais s\u00e3o.<\/p>\n<p>Aqui encontramos, pois, mais uma obra a executar. Oremos por todas as pessoas virtuosas, principalmente por aquelas que trabalham para o ser, afim de que conhe\u00e7am o que reverte em gl\u00f3ria de Deus, e o que Lhe \u00e9 oposto. Oh! Quantas perdas nos causa todos os dias esta falta de discernimento!<\/p>\n<p>Depois, existem ordens religiosas que, cada uma de sua maneira e conforme o fim da sua institui\u00e7\u00e3o, v\u00e3o trabalhando com a ben\u00e7\u00e3o da Igreja, na gl\u00f3ria de Deus. H\u00e1 bispos e padres que com uma singular perseveran\u00e7a e perfei\u00e7\u00e3o admir\u00e1vel dedicam os seus esfor\u00e7os a este \u00fanico fim. Qual \u00e9 tamb\u00e9m o alvo duma infinidade de associa\u00e7\u00f5es e confrarias que existem, sen\u00e3o a gl\u00f3ria de Deus?<\/p>\n<p>Temos de sofrer males, afrontar perigos e suportar esc\u00e2ndalos; a sorte da Igreja \u00e9 curvar hoje a cabe\u00e7a ante o mundo e nele reinar amanh\u00e3. Ora, em tudo isto tem Jesus os Seus interesses, e \u00e9 dever nosso tratar deles. Meia d\u00fazia de homens que percorressem o mundo procurando somente a gl\u00f3ria de Deus, poderiam transportar montanhas. E esta a promessa feita aos homens animados de f\u00e9 viva. Por que n\u00e3o havemos de ser n\u00f3s desses homens?<\/p>\n<p><strong>II. O fruto da Sua Paix\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Eis o segundo dos grandes interesses de Jesus. Sempre que possamos impedir que se cometa um pecado, por leve que seja, muito faremos pelos interesses de Jesus. Melhor poderemos apreciar a grandeza dum tal servi\u00e7o, se fizermos esta reflex\u00e3o: ainda que pud\u00e9ssemos fechar para sempre o inferno, salvar todas as almas que l\u00e1 est\u00e3o sofrendo, despovoar o purgat\u00f3rio, e converter todos os homens do mundo em outros tantos santos como os bem aventurados ap\u00f3stolos Pedro e Paulo, dizendo as mais leve mentira que fosse, n\u00e3o a dever\u00edamos dizer; pois a gl\u00f3ria de Deus sofreria mais com essa pequena mentira do que lucraria com tudo o mais.<\/p>\n<p>Avaliai por isto quanto se faz pelos interesses de Jesus impedindo um pecado mortal! E todavia \u00e9 isto t\u00e3o f\u00e1cil! Se todas as noites, antes de nos deitarmos, ped\u00edssemos \u00e0 Virgem Santa que oferecesse a Deus o precioso sangue de Seu querido Filho, afim de impedir um pecado mortal que amea\u00e7asse cometer-se em qualquer parte do mundo durante a noite; e se renov\u00e1ssemos o mesmo pedido todas as manh\u00e3s, para o mesmo fim durante as horas do dia, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que semelhante oferta, apresentada por tais m\u00e3os, n\u00e3o poderia deixar de obter a gra\u00e7a desejada; e assim cada um de n\u00f3s poderia provavelmente impedir setecentos e trinta pecados mortais em cada ano.<\/p>\n<p>Suponhamos agora que mil dentre n\u00f3s querem fazer esta oferta e nela perseveram durante vinte anos; isto, que nenhum trabalho nos daria, seria bem merit\u00f3rio: ter\u00edamos impedido mais de quatorze milh\u00f5es de pecados mortais. E se todos os membros da Confraria seguissem este exemplo, ter\u00edamos que multiplicar este n\u00famero por dez. Ah! Deste modo, como os interesses de Jesus progrediriam no mundo, e que alegria, que felicidade nos n\u00e3o proporcionar\u00edamos a n\u00f3s mesmos!<\/p>\n<p>Assim tamb\u00e9m, todas as vezes que possamos resolver algu\u00e9m, que o necessite, a confessar-se, ainda que n\u00e3o tenha a acusar sen\u00e3o pecados veniais, aumentamos o fruto da Paix\u00e3o do nosso Redentor. Cada ato de contri\u00e7\u00e3o que qualquer pessoa fa\u00e7a, a instancias nossas; cada ora\u00e7\u00e3o que n\u00f3s fa\u00e7amos com o fim de lhe alcan\u00e7ar esta gra\u00e7a, acrescenta os mesmos frutos. Cada nova austeridade, cada ligeira penit\u00eancia que promovamos, d\u00e1 o mesmo resultado. O mesmo aconteceria com os nossos esfor\u00e7os para fazermos apreciar a comunh\u00e3o frequente.<\/p>\n<p>Quando pudermos conseguir que algu\u00e9m tome parte nas nossas devo\u00e7\u00f5es \u00e0 Paix\u00e3o de Nosso Senhor, que a leia ou a medite, daremos impulso aos interesses de Jesus. Disse algum santo (e, se me n\u00e3o falha a mem\u00f3ria, foi Alberto o Grande) que uma s\u00f3 l\u00e1grima vertida pelos sofrimentos do nosso doce Salvador era mais preciosa a Seus olhos, que um ano inteiro de jejum a p\u00e3o e \u00e1gua. O que n\u00e3o seria, pois, se n\u00f3s pud\u00e9ssemos interessar os outros em juntarem as suas l\u00e1grimas \u00e0s nossas, e unirem-se conosco no sentimento duma terna piedade pela Paix\u00e3o de Jesus!<\/p>\n<p>Oh! Qu\u00e3o grandes s\u00e3o os frutos duma simples ora\u00e7\u00e3o! Suav\u00edssimo Jesus! Porque somos n\u00f3s t\u00e3o insens\u00edveis, t\u00e3o frios? Acendei em n\u00f3s esse fogo que viestes trazer \u00e0 terra!<\/p>\n<p><strong>III. A honra de Sua M\u00e3e<\/strong><\/p>\n<p>Aqui est\u00e1 outro dos principais interesses de Jesus, e toda a hist\u00f3ria da Igreja nos mostra quanto \u00e9 apreciado pelo Seu Sagrado Cora\u00e7\u00e3o. Foi o Seu amor por Maria que, mais que tudo, o fez descer dos c\u00e9us, e foram os merecimentos de Maria que determinaram a \u00e9poca da sant\u00edssima e indivis\u00edvel Trindade; era Ela a filha predileta do Pai, a M\u00e3e predestinada do Filho, e a Esposa eleita do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>A verdadeira doutrina de Jesus tem estado, em todos os tempos, intimamente ligada com a devo\u00e7\u00e3o a Maria; e os golpes que ferem a M\u00e3e devem passar pelo Filho. Assim, Maria \u00e9 a heran\u00e7a do cat\u00f3lico humilde e obediente. A santidade cresce na raz\u00e3o da devo\u00e7\u00e3o que por Ela se tem. Os santos formaram-se na escola de Seu amor. O pecado n\u00e3o tem maior inimigo que Maria; basta pensar n\u2019Ela para o conjurar, e os dem\u00f4nios tremem ao ouvir o Seu nome.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m pode amar o Filho sem que aumente tamb\u00e9m em si o amor da M\u00e3e; ningu\u00e9m pode amar Maria sem que ao mesmo tempo sinta inflamar-se-lhe o cora\u00e7\u00e3o pelo Filho. Jesus a colocou \u00e0 frente da Sua Igreja para ser a garantia das gra\u00e7as que por meio d\u2019Ela repartiria, e a pedra de esc\u00e2ndalo para os Seus inimigos. Que admira pois, que os interesses do Filho e a honra da M\u00e3e sejam uma s\u00f3 e a mesma coisa?<\/p>\n<p>Se em repara\u00e7\u00e3o das blasf\u00eamias com que os her\u00e9ticos mancham a Sua dignidade fizerdes v\u00f3s um ato de amor ou de a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, em honra da Sua Imaculada Concei\u00e7\u00e3o e da Sua perp\u00e9tua Virgindade, de cada vez que o fizerdes, favorecereis os interesses de Jesus. Tudo quanto possais fazer para propagar o Seu culto, e principalmente para inspirar aos cat\u00f3licos uma terna devo\u00e7\u00e3o para com Ela, ser\u00e1 uma obra merit\u00f3ria aos olhos de Jesus, que n\u00e3o deixar\u00e1 de vos recompensar generosamente.<\/p>\n<p>Atrair os fi\u00e9is \u00e0 sagrada mesa nos dias de festas de Maria, alistarem-se nas Suas Confrarias, conservarem alguma imagem d\u2019Ela, ganharem indulg\u00eancias pelas almas do purgat\u00f3rio que na terra tiveram uma especial devo\u00e7\u00e3o por ela, rezar o ros\u00e1rio todos os dias; s\u00e3o coisas que todos podem fazer e todas elas concorrem para os interesses de Jesus.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma devo\u00e7\u00e3o que eu quero sugerir, e oxal\u00e1 possa inspir\u00e1-la a todos! Ent\u00e3o far\u00edamos prosperar os interesses de Jesus, e dela colheria Nosso Senhor em todo o universo uma duplica\u00e7\u00e3o de amor! \u00c9 depositarmos mais confian\u00e7a nas preces da nossa divina M\u00e3e; descansarmos nela com menos hesita\u00e7\u00e3o; endere\u00e7ar-lhe os nossos pedidos com mais afoiteza; em uma palavra, termos mais f\u00e9 nela.<\/p>\n<p>Haveria mais amor por Maria se houvesse mais f\u00e9 em Maria; mas vivemos num pa\u00eds her\u00e9tico e \u00e9 dif\u00edcil permanecer no meio da neve sem arrefecer. \u00d3 Jesus, reanimai a nossa confian\u00e7a em Maria, n\u00e3o s\u00f3 para que trabalhemos nos Vossos am\u00e1veis interesses, mais para que o fa\u00e7amos do modo que v\u00f3s desejais, n\u00e3o permitindo que nenhuma criatura ocupe no nosso cora\u00e7\u00e3o mais lugar que Aquela que tinha no Vosso maior quinh\u00e3o, maior que o de todas as outras criaturas juntas!<\/p>\n<p><strong>IV. A estima\u00e7\u00e3o da Sua gra\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Mais um dos quatro interesses de Jesus. O mundo teria uma fei\u00e7\u00e3o inteiramente diferente, se os homens estimassem a gra\u00e7a no seu justo valor. Existe em todo o universo algum objeto que tenha valor intr\u00ednseco, a n\u00e3o ser a gra\u00e7a? E n\u00e3o obstante, com que fraqueza vamos atr\u00e1s das futilidades, que nada t\u00eam de comum com os interesses de Jesus! Que cegueira! Que tempo perdido! Quanto mal fazemos! Quanto bem deixamos de fazer!<\/p>\n<p>E todavia, apesar disto, com que carinho, com que paci\u00eancia nos trata Jesus! Se todos soubessem apreciar dignamente a gra\u00e7a, todos os outros interesses de Jesus medrariam. Quando estes sofrem, \u00e9 precisamente por que n\u00e3o se d\u00e1 a gra\u00e7a a estima\u00e7\u00e3o que ela merece. As gra\u00e7as veem incessantemente, e os merecimentos a adquirir multiplicam-se t\u00e3o rapidamente como as pulsa\u00e7\u00f5es do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus.<\/p>\n<p>Enquanto este cora\u00e7\u00e3o se abrasa por n\u00f3s no amor mais ardente, n\u00f3s dizemos: \u201cN\u00e3o tenho obriga\u00e7\u00e3o de fazer isto; n\u00e3o preciso de me privar deste prazer; deve-se moderar o entusiasmo religioso.\u201d \u00d3 Jesus Cristo! \u00d3 Car\u00edssimo Jesus Cristo! Vede ao que chegam os que n\u00e3o sabem dignamente apreciar a gra\u00e7a. Mais valeria morrer, que desprezar uma s\u00f3 inspira\u00e7\u00e3o da gra\u00e7a. Acreditamo-lo todos? N\u00e3o, mais julgamos cr\u00ea-lo.<\/p>\n<p>Se os fundos p\u00fablicos baixassem a metade do seu valor, este fato seria menos importante que se um pobre irland\u00eas, doente em qualquer lugarejo obscuro, deixasse de adquirir, por falta de paci\u00eancia, o menor grau de gra\u00e7a. Eis o que dizem a este respeito os te\u00f3logos: \u201cSe se recebessem todos os dons da natureza e todas as perfei\u00e7\u00f5es naturais dos anjos, estas vantagens nada seriam, comparadas com a adi\u00e7\u00e3o de um grau de gra\u00e7a, como Deus no-lo d\u00e1 quando resistimos durante um quarto de hora a um sentimento de ira; pois a gra\u00e7a \u00e9 uma participa\u00e7\u00e3o da natureza divina.\u201d<\/p>\n<p>Oh! E n\u00e3o poremos n\u00f3s isto em pr\u00e1tica, n\u00f3s que tentamos persuadi-lo aos outros! Mostrai-me na Igreja um abuso, um mal qualquer, e estou pronto a demonstrar-Vos o que se n\u00e3o teria dado, se os Seus filhos houvessem correspondido dignamente \u00e0 gra\u00e7a, e ainda mais, que tudo amanh\u00e3 reentrar\u00e1 na ordem, se os fi\u00e9is quiserem come\u00e7ar a apreciar a gra\u00e7a no seu justo valor.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 verdade que de nada serviria a um homem ganhar o mundo inteiro, se por esse motivo devesse sofrer o menor dano na sua alma imortal? Ide propagar esta doutrina entre os vossos amigos; mostrai-lhes os tesouros que podem juntar com o aux\u00edlio da gra\u00e7a, mostrai-lhes como uma gra\u00e7a chama outra, como ela se converte num merecimento, finalmente como os merecimentos conduzem a gl\u00f3ria eterna dos c\u00e9us. Ah! Servirei realmente os interesses de Nosso Senhor, se assim obrardes, e servi-lO-eis muito melhor do que pensais.<\/p>\n<p>Pedi somente que os homens concebam uma id\u00e9ia mais elevada e mais verdadeira da gra\u00e7a, e tornar-vos-eis ignotos ap\u00f3stolos de Jesus. Todas as gra\u00e7as est\u00e3o n\u2019Ele: \u00e9 a fonte e a plenitude delas; consome-O o desejo de as espalhar abundantemente sobre as almas que Lhe s\u00e3o caras, e pelas quais morreu; e elas n\u00e3o lhe querem permitir, pois devem, para obter outras, corresponder \u00e0s gra\u00e7as j\u00e1 obtidas. Ide ajudar Jesus. Por que h\u00e1 de perecer uma s\u00f3 dessas almas, pelas quais Ele deu a Sua vida? Digo uma s\u00f3, pois \u00e9 coisa horrorosa pensar na perda de uma alma. E por que se perder\u00e1 ela? Porqu\u00ea?<\/p>\n<p>O precioso sangue est\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o daqueles que o querem pedir, e o sangue d\u00e1 a gra\u00e7a. S\u00e3o Paulo consagrou toda a sua vida a pregar aos homens a doutrina da gra\u00e7a, a pedir a Deus que lh\u2019a enviasse, e que eficazmente os impulsionasse a fazerem bom uso dela quando a houvessem obtido. Ap\u00f3s uma fervorosa comunh\u00e3o, quando a fonte de todas as gra\u00e7as brota em nosso cora\u00e7\u00e3o, como um manancial de \u00e1gua viva, pe\u00e7amos-Lhe que abra os olhos dos homens \u00e0 beleza da Sua gra\u00e7a; e a nossa ora\u00e7\u00e3o sem d\u00favida obter\u00e1 bom despacho.<\/p>\n<p>Assim faremos prosperar os interesses de Jesus, pois a natureza deste bom senhor \u00e9 tal, quanto mais d\u00e1, mais rico se torna. \u00d3 muito amado Rei da almas, como podemos n\u00f3s gastar o nosso tempo com outro? Considerar que Ele nos permite ocuparmo-nos dos Seus interesses, n\u00e3o \u00e9 um pensamento capaz de nos encher de admira\u00e7\u00e3o? Quanto a mim, espanto-me de que semelhante pensamento n\u00e3o nos fa\u00e7a cair em \u00eaxtase.<\/p>\n<p>Mas n\u00f3s n\u00e3o conhecemos os nossos privil\u00e9gios; e por qu\u00ea? Por que n\u00e3o estudamos suficientemente o nosso am\u00e1vel Salvador. E por que n\u00e3o come\u00e7aremos no tempo o que deve fazer a nossa felicidade em toda a eternidade? Estudemos Jesus. O c\u00e9u n\u00e3o \u00e9 c\u00e9u sen\u00e3o por que Jesus l\u00e1 est\u00e1; e eu n\u00e3o compreendo porque a terra n\u00e3o \u00e9 igualmente c\u00e9u, pois Jesus tamb\u00e9m est\u00e1 na terra.<\/p>\n<p>Ai! \u00c9 porque nos deixou a miser\u00e1vel liberdade de O ofendermos. Eliminemos esta mis\u00e9ria e teremos neste mundo, se n\u00e3o o c\u00e9u, pelo menos o purgat\u00f3rio, que \u00e9 a porta do c\u00e9u. Chegar\u00e1 finalmente o dia em que cessemos de pecar, em que n\u00e3o mais firamos o Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus? \u00d3 Deus de amor, fazei nascer bem depressa o sol que n\u00e3o ter\u00e1 ocaso antes de ver realizar-se para n\u00f3s esse glorioso privil\u00e9gio!<\/p>\n<p>Para qu\u00ea nos afligir e perguntarmos temerosos se iremos para o c\u00e9u logo que partamos deste mundo, ou se primeiro teremos de passar pelo purgat\u00f3rio? Que importa? A grande quest\u00e3o \u00e9 perdermos a faculdade de ofender o Deus do nosso amor!<\/p>\n<p><em>Por Aleteia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Espiritualidade<\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":64375,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[4704,4831,4857,4999,5382,5540,7144,7394],"class_list":["post-64376","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-fruto","tag-gloria-do-pai","tag-graca","tag-honra-de-maria","tag-interesses","tag-jesus-cristo","tag-paixao","tag-pe-frederick-william-faber"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64376","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64376"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64376\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64376"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64376"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64376"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}