{"id":65072,"date":"2017-06-20T10:12:47","date_gmt":"2017-06-20T10:12:47","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=65072"},"modified":"2017-06-20T10:12:47","modified_gmt":"2017-06-20T10:12:47","slug":"em-2016-656-milhoes-de-pessoas-foram-forcadas-a-se-deslocar-aponta-acnur","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/em-2016-656-milhoes-de-pessoas-foram-forcadas-a-se-deslocar-aponta-acnur\/","title":{"rendered":"Em 2016, 65,6 milh\u00f5es de pessoas foram for\u00e7adas a se deslocar, aponta Acnur"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-32768\" src=\"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/refugiados_sirios.jpg\" alt=\"\" \/>Em todo o mundo, o deslocamento for\u00e7ado causado por guerras, viol\u00eancia e persegui\u00e7\u00f5es atingiram em 2016 o n\u00famero mais alto j\u00e1 registrado, segundo relat\u00f3rio divulgado nesta segunda-feira, 19,\u00a0pela Ag\u00eancia da ONU para Refugiados (Acnur).\u00a0<\/p>\n<p>A nova edi\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio \u201cTend\u00eancias Globais\u201d, o maior levantamento da organiza\u00e7\u00e3o em mat\u00e9ria de deslocamento, revela que ao final de 2016 havia cerca de 65,6 milh\u00f5es de pessoas for\u00e7adas a deixar seus locais de origem por diferentes tipos de conflitos \u2013 mais de 300 mil em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Esse total representa um vasto n\u00famero de pessoas que precisam de prote\u00e7\u00e3o no mundo inteiro.<\/p>\n<p><strong>Refugiados<\/strong><\/p>\n<p>O n\u00famero de 65,6 milh\u00f5es abrange tr\u00eas importantes componentes. O primeiro \u00e9 o n\u00famero de refugiados, que ao alcan\u00e7ar a marca de 22,5 milh\u00f5es tornou-se o mais alto de todos os tempos. Desses, 17,2 milh\u00f5es est\u00e3o sob a responsabilidade do ACNUR, e os demais s\u00e3o refugiados palestinos registrados junto \u00e0 nossa organiza\u00e7\u00e3o-irm\u00e3 UNRWA. O conflito na S\u00edria continua fazendo com que o pa\u00eds seja o local de origem da maior parte dos refugiados (5,5 milh\u00f5es). Entretanto, em 2016 um novo elemento de destaque foi o Sud\u00e3o do Sul, onde a desastrosa ruptura dos esfor\u00e7os de paz contribuiu para o \u00eaxodo de 739,9 mil pessoas entre julho e dezembro. Ao total, j\u00e1 s\u00e3o 1,87 milh\u00e3o de refugiados origin\u00e1rios do Sud\u00e3o do Sul.<\/p>\n<p><strong>Deslocamento interno<\/strong><\/p>\n<p>O segundo \u00e9 o deslocamento de pessoas dentro de seus pr\u00f3prios pa\u00edses, que ao final de 2016 totalizou 40,3 milh\u00f5es em compara\u00e7\u00e3o aos 40,8 milh\u00f5es no ano anterior. S\u00edria, Iraque e o ainda expressivo deslocamento dentro da Col\u00f4mbia foram as situa\u00e7\u00f5es de maior deslocamento interno. Entretanto, o deslocamento interno \u00e9 um problema global e representa quase dois ter\u00e7os do deslocamento for\u00e7ado em todo o mundo.<\/p>\n<p>O terceiro componente est\u00e1 relacionado aos solicitantes de ref\u00fagio, pessoas que foram for\u00e7adas a deixar seus pa\u00edses em busca de prote\u00e7\u00e3o como refugiados. Globalmente, ao final de 2016, o n\u00famero total de solicitantes de ref\u00fagio era de 2,8 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Todos esses n\u00fameros evidenciam o imenso custo humano decorrente das guerras e persegui\u00e7\u00f5es a n\u00edvel global: 65,6 milh\u00f5es significam que, em m\u00e9dia, 1 em cada 113 pessoas em todo mundo foi for\u00e7ada a se deslocar \u2013 uma popula\u00e7\u00e3o maior que o Reino Unido, o 21\u00ba pa\u00eds mais populoso do mundo.<\/p>\n<p>\u201cSob qualquer \u00e2ngulo, esse \u00e9 um n\u00famero inaceit\u00e1vel e evidencia mais do que nunca a necessidade por solidariedade e de um objetivo comum em prevenir e resolver as crises, e garantir de forma conjunta que os refugiados, deslocados internos e solicitantes de ref\u00fagio de todo o mundo recebam prote\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia adequadas enquanto as solu\u00e7\u00f5es estejam sendo estabelecidas\u201d, afirmou o Alto Comiss\u00e1rio da ONU para Refugiados, Filippo Grandi. \u201cPrecisamos fazer mais por essas pessoas. Em um mundo que est\u00e1 em conflito, \u00e9 necess\u00e1rio determina\u00e7\u00e3o e coragem, e n\u00e3o medo\u201d.<\/p>\n<p><strong>Alto \u00edndices de deslocamento<\/strong><\/p>\n<p>Uma conclus\u00e3o fundamental do relat\u00f3rio \u201cTend\u00eancias Globais\u201d \u00e9 que o n\u00edvel de novos deslocamentos continua muito alto. Do total contabilizado ao final de 2016 (65,6 milh\u00f5es), 10,3 milh\u00f5es representam pessoas que foram for\u00e7adas a se deslocar pela primeira vez. Cerca de dois ter\u00e7os (6,9 milh\u00f5es) delas se deslocaram dentro de seus pr\u00f3prios pa\u00edses. Isso equivale a 1 pessoa se tornando deslocada interna a cada 3 segundos \u2013 menos tempo do que se leva para ler essa frase.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, o retorno de refugiados e deslocados internos para as suas casas, em conjunto com outras solu\u00e7\u00f5es como reassentamento em outros pa\u00edses, significaram melhores condi\u00e7\u00f5es de vidas para muitas pessoas em 2016. No total, 37 pa\u00edses aceitaram 189.300 refugiados para o reassentamento. Cerca de meio milh\u00e3o de refugiados tiveram a oportunidade de voltar para seus pa\u00edses, e aproximadamente 6,5 milh\u00f5es de deslocados internos regressaram para suas regi\u00f5es de origem \u2013 embora muitos deles tenham voltado em circunstancias abaixo do ideal e ainda com um futuro incerto.<\/p>\n<p><strong>Onde est\u00e3o os\u00a0refugiados, em maior parte?<\/strong><\/p>\n<p>Em todo o mundo, a maior parte dos refugiados (84%) encontra-se em pa\u00edses de renda m\u00e9dia ou baixa, sendo que um a cada tr\u00eas (4,9 milh\u00f5es de pessoas) foi acolhido nos pa\u00edses menos desenvolvidos do mundo. Este enorme desequil\u00edbrio reflete diversos aspectos, inclusive a falta de consenso internacional quando se trata do acolhimento de refugiados e a proximidade de muitos pa\u00edses pobres \u00e0s regi\u00f5es em conflito. Ele tamb\u00e9m evidencia a necessidade de pa\u00edses e comunidades que apoiam refugiados e outras pessoas deslocadas serem assistidas e supridas de forma mais consistente \u2013 evitando instabilidades que prejudicam o trabalho humanit\u00e1rio necess\u00e1rio para salvar vidas ou que levam a novos deslocamentos.<\/p>\n<p>A S\u00edria continua representando os maiores n\u00fameros de deslocamento no mundo, com 12 milh\u00f5es de pessoas (quase dois ter\u00e7os da popula\u00e7\u00e3o) que ou est\u00e3o deslocadas dentro do pa\u00eds ou foram for\u00e7adas a fugir e hoje s\u00e3o refugiados ou solicitantes de ref\u00fagio. Sem contar a situa\u00e7\u00e3o de refugiados palestinos que j\u00e1 tem longa dura\u00e7\u00e3o, colombianos (7,7 milh\u00f5es) e afeg\u00e3os (4,7 milh\u00f5es) continuam sendo a segunda e terceira maior popula\u00e7\u00e3o de refugiados no mundo, seguidos pelos iraquianos (4,2 milh\u00f5es) e sul-sudaneses (a crise de deslocamento que cresce mais rapidamente).<\/p>\n<p><strong>A realidade das crian\u00e7as<\/strong><\/p>\n<p>As crian\u00e7as, que representam a metade dos refugiados de todo o mundo, continuam carregando um fardo desproporcional de sofrimento, principalmente devido \u00e0 sua elevada vulnerabilidade. Tragicamente, 75 mil solicita\u00e7\u00f5es de ref\u00fagio foram feitas por crian\u00e7as que viajavam sozinhas ou separadas de seus pais. O relat\u00f3rio aponta que possivelmente este n\u00famero subestime a real situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O ACNUR tamb\u00e9m estima que, at\u00e9 o final de 2016, ao menos 10 milh\u00f5es de pessoas n\u00e3o tinham nacionalidade ou corriam risco de se tornarem ap\u00e1tridas. Entretanto, os dados recolhidos pelos governos e comunicados ao ACNUR limitavam o n\u00famero de ap\u00e1tridas a 3,2 milh\u00f5es em 75 pa\u00edses diferentes.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio \u201cTend\u00eancias Globais\u201d \u00e9 uma avalia\u00e7\u00e3o estat\u00edstica do deslocamento for\u00e7ado e, por esse motivo, acontecimentos relevantes em 2016 n\u00e3o foram registrados. Isso inclui o aumento da politiza\u00e7\u00e3o sobre quest\u00f5es de ref\u00fagio em muitos pa\u00edses, e o crescimento das restri\u00e7\u00f5es do acesso \u00e0 prote\u00e7\u00e3o em algumas regi\u00f5es ficam de fora do relat\u00f3rio tamb\u00e9m desenvolvimentos positivos como os hist\u00f3ricos encontros sobre Refugiados e Migrantes em setembro de 2016, a emblem\u00e1tica Declara\u00e7\u00e3o de Nova York que estabeleceu uma abordagem mais inclusiva e inovadora para lidar com situa\u00e7\u00f5es de deslocamento, sob as diretrizes do Comprehensive Refugee Response Framework, e a grande e cont\u00ednua generosidade dos pa\u00edses anfitri\u00f5es e contribui\u00e7\u00f5es financeiras governamentais tanto para refugiados como para outras popula\u00e7\u00f5es deslocadas.<\/p>\n<p>O ACNUR elabora o relat\u00f3rio \u201cTend\u00eancias Globais\u201d anualmente com base em seus pr\u00f3prios dados, do Internal Displacement Monitoring Centre e dos governos.<\/p>\n<p><em>Por ACNUR<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novo relat\u00f3rio<\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":65071,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[473,545,3084,4920,6293,8296,8367,9763],"class_list":["post-65072","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-acnur","tag-agencia-da-onu-para-refugiados","tag-deslocamentos-humanos","tag-guerras","tag-migrantes","tag-refugiados","tag-relatorio-tendencias-globais","tag-tragedia-humanitaria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65072","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=65072"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65072\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=65072"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=65072"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=65072"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}