{"id":65657,"date":"2017-07-24T16:48:06","date_gmt":"2017-07-24T16:48:06","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/a-espiritualidade-dos-leigos-deve-ser-diferente-da-dos-padres-e-religiosos.html"},"modified":"2017-07-24T16:48:06","modified_gmt":"2017-07-24T16:48:06","slug":"a-espiritualidade-dos-leigos-deve-ser-diferente-da-dos-padres-e-religiosos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/a-espiritualidade-dos-leigos-deve-ser-diferente-da-dos-padres-e-religiosos\/","title":{"rendered":"A espiritualidade dos leigos deve ser diferente da dos padres e religiosos?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-34869\" src=\"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/pray-outside-your-faith.jpg\" alt=\"\" \/>Existe uma espiritualidade leiga hoje em dia? E se existe, qual \u00e9 essa espiritualidade? N\u00e3o h\u00e1 diversas espiritualidades (mon\u00e1stica, sacerdotal, matrimonial)? S\u00e3o perguntas frequentemente feitas quando se fala sobre a pastoral dos leigos e de seu servi\u00e7o \u00e0 Igreja.<\/p>\n<p>Quem responde a essas perguntas \u00e9 o professor de Teologia Espiritual da Pontif\u00edcia Universidade de Santa Cruz, Vicente Bosch. Bosch \u00e9 valenciano e sacerdote da prelatura do Opus Dei. Suas respostas foram publicadas em uma entrevista \u00e0 revista Temes d\u2019avui.<\/p>\n<p>\u201cA espiritualidade crist\u00e3 \u00e9 \u00fanica, no sentido de que h\u00e1 uma s\u00f3 f\u00e9, um s\u00f3 batismo, um s\u00f3 Cristo, um s\u00f3 Esp\u00edrito. E a meta \u00e9 sempre a mesma: a santidade. Mas \u00e9 preciso encarar tudo isso na vida. As pessoas s\u00e3o muito diferentes, de modo que poder\u00edamos dizer que, ao final das contas, h\u00e1 tantas espiritualidades quanto tantos crist\u00e3os\u201d, diz o professor.<\/p>\n<p>\u201cEssa express\u00e3o multiforme da vida crist\u00e3 tamb\u00e9m apresenta caracter\u00edsticas diferentes. Por exemplo: o fato de ser padre, monge ou leigo marca a vida espiritual, pois, nas rela\u00e7\u00f5es com Deus, n\u00e3o se pode deixar, de um lado, o minist\u00e9rio sacerdotal, os votos e as regras dos religiosos e, por outro lado, os deveres familiares e c\u00edvicos dos leigos. Por isso, em cada um se consolida um estilo de vida que d\u00e1 origem a uma espiritualidade pr\u00f3pria\u201d, afirma Bosch.<\/p>\n<p>\u201cOu seja: os leigos precisam de uma espiritualidade pr\u00f3pria, diferente da dos sacerdotes e religiosos. Mas qual \u00e9 essa espiritualidade? O fiel leigo \u00e9 algu\u00e9m que foi batizado e chamado por Deus e, com sua presen\u00e7a no mundo, deve devolver as coisas criadas em sua beleza original, prejudicada pelo pecado\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>O professor explica que a miss\u00e3o do leigo \u00e9 \u201cencaminhar o mundo at\u00e9 Deus, impregnar as estruturas temporais de sentido crist\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Vicente Bosch fala da \u201cespiritualidade leiga\u201d, n\u00e3o de \u201cespiritualidade dos leigos\u201d. Onde est\u00e1 a diferen\u00e7a? Muitas vezes, ao longo da hist\u00f3ria, aplicou-se aos leigos uma espiritualidade j\u00e1 existente (S\u00e3o Francisco de Sales, por exemplo).<\/p>\n<p>Mas o professor diz que \u201ca mudan\u00e7a radical veio no Conc\u00edlio Vaticano II, que reavaliou o mundo e as realidades terrenas, considerando-as como um caminho de santidade que Cristo percorreu e deixou aberto a todos os homens.\u201d<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 assim que nasce uma espiritualidade leiga, caracterizada pelo cruzamento entre o humano e o crist\u00e3o, a valoriza\u00e7\u00e3o positiva das coisas cotidianas, a compet\u00eancia profissional, o sentido de responsabilidade, o acentuado sentido de liberdade pessoal e uma forte consci\u00eancia da miss\u00e3o de ordenar as coisas at\u00e9 Deus\u201d, sustenta o professor.<\/p>\n<p>Isso soa muito bem. Mas como fazer? O professor responde: \u201cse o fiel leigo leva Cristo em suas almas, isso necessariamente se far\u00e1 vis\u00edvel no seu exterior, em suas obras. Est\u00e1 claro que n\u00e3o basta trabalhar bem para santificar o mundo: al\u00e9m da coordenada horizontal da a\u00e7\u00e3o social (trabalho), \u00e9 necess\u00e1ria a coordenada vertical de trato com Deus na ora\u00e7\u00e3o e nos sacramentos. Sem isso nada pode ser santificado. Por outro lado, tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1ria a forma\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria e religiosa para que o leigo possa aplicar o Evangelho de maneira livre e respons\u00e1vel em cada situa\u00e7\u00e3o concreta\u201d, alerta Bosch.<\/p>\n<p>\u00c9 certo que a Igreja, sobretudo a partir do Conc\u00edlio Vaticano II tem feito um grande esfor\u00e7o para reconhecer o papel dos leigos e estes est\u00e3o sendo correspons\u00e1veis na gest\u00e3o das par\u00f3quias e dioceses. Por\u00e9m, \u201cessa n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica via de santifica\u00e7\u00e3o nem a mais importante, a qual continua sendo a vida familiar e profissional\u201d.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a isso, o doutor Vicente Bosch diz que \u201calguns sacerdotes erram ao pensar que a maturidade de um leigo se mede pelo tempo e a energia dedicados \u00e0s par\u00f3quias. O Papa Francisco, entretanto, lamentou, recentemente, a exist\u00eancia de um clericalismo que \u2018funcionaliza os leigos\u2019 e gera uma elite para trabalhar em coisas da Igreja, mas que n\u00e3o cuida de sua vida p\u00fablica e de sua vida cotidiana\u201d.<\/p>\n<p><em>Por Salvador Aragon\u00e9s<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Santidade<\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":65656,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[4152,5784],"class_list":["post-65657","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-espiritualidade","tag-leigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65657","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=65657"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65657\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=65657"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=65657"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=65657"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}