{"id":65693,"date":"2017-08-03T08:39:11","date_gmt":"2017-08-03T08:39:11","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/quais-sao-os-erros-mais-comuns-na-educacao-dos-filhos.html"},"modified":"2017-08-03T08:39:11","modified_gmt":"2017-08-03T08:39:11","slug":"quais-sao-os-erros-mais-comuns-na-educacao-dos-filhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/quais-sao-os-erros-mais-comuns-na-educacao-dos-filhos\/","title":{"rendered":"Quais s\u00e3o os erros mais comuns na educa\u00e7\u00e3o dos filhos?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-35129 alignright\" src=\"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/quais-sao-os-erros-mais-comuns-na-educacao-dos-filhos.jpg\" alt=\"\" \/>Quem nunca disse ou ouviu essas coisas em casa, na cria\u00e7\u00e3o dos filhos? Cren\u00e7as e costumes v\u00e3o tornando a pr\u00e1tica educacional, muitas vezes, sem medida, e n\u00e3o se percebe os erros cometidos. A falta dessa percep\u00e7\u00e3o persiste e quando os pais se d\u00e3o conta j\u00e1 \u00e9 tarde. Os frutos j\u00e1 nasceram e, muitas vezes, s\u00f3 lhes resta colh\u00ea-los. Por causa dessa necessidade em perceber o que e como se est\u00e1 fazendo para ver os filhos educados e bem criados \u00e9 que todos os pais devem render-se a fazer uma constante avalia\u00e7\u00e3o da sua pr\u00e1tica educacional. Precisaria de uma receita pronta para criar filhos? Mas quem iria prescrev\u00ea-la? Pediatras? Padres? Professores? Psic\u00f3logos? Av\u00f3s? Ju\u00edzes? Conselhos Tutelares? Imposs\u00edvel!<\/p>\n<p>eria muita pretens\u00e3o encontrar uma cartilha pronta, escrita por algu\u00e9m. Talvez, a\u00ed esteja um erro poss\u00edvel de n\u00e3o cometer. Ter consci\u00eancia de que os pais n\u00e3o est\u00e3o prontos e que n\u00e3o s\u00e3o perfeitos. Essa certeza os tira da condi\u00e7\u00e3o de culpados por tudo que n\u00e3o deu certo na vida dos seus rebentos. E, esses filhos, por sua vez, v\u00e3o exigir menos dos seus pais por entenderem que eles tamb\u00e9m erram ou que tentam evitar ao m\u00e1ximo os piores erros. Erros que afetam o casamento, a vida dos filhos e a si pr\u00f3prios. Ent\u00e3o, mesmo sabendo que nenhuma fam\u00edlia \u00e9 perfeita, existem erros poss\u00edveis de serem evitados na educa\u00e7\u00e3o dos filhos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Errar ou n\u00e3o errar<\/strong><\/p>\n<p>Errar ou n\u00e3o errar est\u00e1 muito associado \u00e0 concep\u00e7\u00e3o de homem que cada fam\u00edlia traz consigo. A forma com que ela enxerga a vida e como ela interage no ambiente ser\u00e1 o caminho com que conduzir\u00e1 a educa\u00e7\u00e3o dos seus filhos. Os erros que os filhos n\u00e3o deveriam ter persistem nas cria\u00e7\u00f5es por causa da cultura que as fam\u00edlias desenvolvem. Portanto, para muitas, n\u00e3o se trata de erros, mas de continuidade de experi\u00eancias familiares ou da pr\u00e1tica de valores que passaram a adquirir pelas poss\u00edveis circunst\u00e2ncias da vida. \u00c9 muito comum, no ambiente escolar, ouvir de um pai: \u201cEu bato no meu filho. Meu pai me bateu a vida toda e eu n\u00e3o me transformei numa pessoa ruim\u201d.<\/p>\n<p>Para identificar os erros que n\u00e3o deveriam fazer parte da educa\u00e7\u00e3o dos filhos, faz-se necess\u00e1rio identificar as cren\u00e7as que tamb\u00e9m conduzem essa rela\u00e7\u00e3o; portanto, fiquem atentos:<\/p>\n<p>Os filhos crescem e desenvolvem um comportamento por imita\u00e7\u00e3o ou por modelagem. A modelagem \u00e9 um instrumento de modificar comportamentos por meio de interven\u00e7\u00f5es e orienta\u00e7\u00f5es da fam\u00edlia, da escola e\/ou da pr\u00f3pria Igreja. A imita\u00e7\u00e3o acontece de forma natural quando o organismo seleciona comportamentos a partir do que v\u00ea, ouve, sente, toca, cheira, enfim, a partir do que percebe ou do que lhe atinge, mesmo que n\u00e3o tenha ainda constru\u00eddo um valor.<\/p>\n<p>Ainda com os filhos pequenos, os pais apresentam um procedimento inadequado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o. Oportunizando-os a escolher o que querem comer, onde e como comer, fazem desse momento motivos de conflitos em casa, pois permitem que, quando pequenos, comam em frente \u00e0 TV, deitados no sof\u00e1. Mas quando veem seus filhos crescidos, os obrigam a voltar para a mesa, porque l\u00e1 \u00e9 o lugar em que a fam\u00edlia se re\u00fane. E n\u00e3o era antes? O mimo excessivo gera superprote\u00e7\u00e3o; consequentemente, os filhos desenvolvem procedimentos que demonstram fragilidades referentes \u00e0 autonomia emocional e intelectual. Eles t\u00eam quem pensem e quem sintam por eles. Esse erro se torna grave com o passar do tempo. H\u00e1 pouco tempo, no Instituto de Psicologia, ouvi um pai se redimindo com sua filha: \u201cFilha, desculpe-me por todas as vezes que fiz por voc\u00ea o que voc\u00ea deveria ter feito\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O bom senso \u00e9 a melhor medida<\/strong><\/p>\n<p>Os filhos precisam viver experi\u00eancias mesmo que amargas ou frustrantes. Negar a dor da crian\u00e7a ou do filho adolescente quando acaba o namoro, por exemplo, tamb\u00e9m pode ser considerado um erro evit\u00e1vel. Este se encontra no campo dos mimos excessivos, mas que acabam por desqualificar o que verdadeiramente o filho est\u00e1 sentindo. Tudo por qu\u00ea? Porque os pais n\u00e3o conseguem ver filhos sofrendo. Quando o filho cai, a mam\u00e3e diz: \u201cN\u00e3o foi nada, filho. Isso passa!\u201d. Se o namorado da filha termina o namoro, a mesma m\u00e3e diz: \u201cQue bobagem! Voc\u00ea est\u00e1 novinha, e homem \u00e9 assim, vai um vem outro. Serviu de experi\u00eancia!\u201d. O que esperar dessa educa\u00e7\u00e3o baseada na fuga e na esquiva? Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel buscar a radicalidade para ajustar tais comportamentos. Nem oito nem oitenta. Portanto, a linguagem verbal ou n\u00e3o verbal que os familiares fazem uso, poder\u00e1 ser um grande acerto ou um s\u00e9rio erro para se estabelecer o respeito, o amor, a confian\u00e7a e a amizade entre os membros. A cr\u00edtica e o elogio demais e desnecess\u00e1rios maculam n\u00e3o s\u00f3 a educa\u00e7\u00e3o dos filhos, mas o ambiente dom\u00e9stico. Pais que se agridem, que n\u00e3o se valorizam, n\u00e3o cuidam um do outro, apresentam aos filhos um comportamento facilmente imitado e reproduzido. O bom senso \u00e9 a melhor medida. S\u00f3 n\u00e3o insistam no erro j\u00e1 detectado.<\/p>\n<p>Busquem dentro da fam\u00edlia ou pe\u00e7am ajuda para sair de situa\u00e7\u00f5es que voc\u00eas pais n\u00e3o admitem mais no ambiente familiar. \u00c9 triste ouvir o quanto os meninos e meninas, os adolescentes, jovens e at\u00e9 mesmo filhos adultos t\u00eam recebido r\u00f3tulos, cr\u00edticas pesadas por causa de alguns tipos de comportamentos que corrompem o que a sociedade espera, quando eles foram formados para agir de tal forma. Quem quer uma gera\u00e7\u00e3o de filhos estudiosos, respons\u00e1veis, obedientes, am\u00e1veis, d\u00f3ceis, cuidadores do ambiente, da natureza precisar\u00e1 parar de facilitar tudo na vida deles e n\u00e3o os levar \u00e0 loucura da inabilidade social. A escola, a fam\u00edlia, a Igreja, o Estado tendem a apressar o caminho dos homens. \u00c9 importante n\u00e3o desistir de ensinar.<\/p>\n<p>Ensinar a aguardar o pijama, a pendurar a toalha de banho no varal, tirar a feira do carro, ensinar o filho a fazer um ch\u00e1 quando a mam\u00e3e estiver doente, a fazer companhia aos av\u00f3s. Como diz o ditado, \u201c\u00e9 de pequeno que se torce o pepino\u201d. Em outras palavras, \u00e9 de pequeno que os pais devem ser para os filhos o que estes esperam que eles sejam: autoridades do amor, da conviv\u00eancia, do limite, do reconhecimento, da evangeliza\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica e do trabalho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Limites s\u00e3o necess\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p>Tapar o sol com a peneira, querendo ser amigo do filho e esquecer os limites \u00e9 um caminho sem volta. N\u00f3s precisamos e buscamos limites, e quando n\u00e3o os encontramos em casa, nos diriam os antigos, vamos encontrar na rua e o que tem na rua. E ai est\u00e1 um grande erro: n\u00e3o apresentar aos filhos o que tem na rua. Quando muitos a descobrem, passam a cham\u00e1-la de internet, fam\u00edlia do vizinho, lugares indevidos, filmes inapropriados para idade do seu filho, \u00e1rea livre do condom\u00ednio. Deixar o filho ser criado por tudo e por todos, menos por voc\u00ea, \u00e9 o \u00fanico erro que n\u00e3o dever\u00e1 haver na educa\u00e7\u00e3o dos seus filhos.<\/p>\n<p>\u00c9 tempo de sentir-se culpado? N\u00e3o. \u00c9 tempo de reagir, de buscar suas pr\u00f3prias melhoras, mudar a forma de pensar, sair da pregui\u00e7a e transformar. Pais, voc\u00eas s\u00e3o autoridades, voc\u00eas t\u00eam o poder de formar filhos melhores, porque Deus quer assim. Perdoem-se e perdoem aos outros, sigam conduzindo os filhos de voc\u00eas sem desistir de ensinar, de escutar, amar, exigir e ser uma fam\u00edlia crist\u00e3.<\/p>\n<p><em>Por Judinara Braz<\/em><br \/>Administradora de Empresa com Habilita\u00e7\u00e3o em Marketing.<br \/>Psic\u00f3loga especializada em An\u00e1lise do Comportamento.<br \/>Autora do Livro \u201cSala de Aula, a vida como ela \u00e9.\u201d<br \/>Diretora Pedag\u00f3gica da Escola Jo\u00e3o Paulo I \u2013 Feira de Santana (BA).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fam\u00edlia<\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":65692,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[16,51,4543],"class_list":["post-65693","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-educacao","tag-familia","tag-filhos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65693","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=65693"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65693\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=65693"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=65693"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=65693"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}