{"id":65956,"date":"2017-08-17T16:41:27","date_gmt":"2017-08-17T16:41:27","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/santa-beatriz-da-silva.html"},"modified":"2017-08-17T16:41:27","modified_gmt":"2017-08-17T16:41:27","slug":"santa-beatriz-da-silva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/santa-beatriz-da-silva\/","title":{"rendered":"Santa Beatriz da Silva"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-35906\" src=\"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Santa-Beatriz-da-Silva.jpg\" alt=\"\" \/>Dona Beatriz da Silva nasceu na vila de Campo Maior, em Portugal, por volta de 1437. Ela foi da linhagem dos reis de Portugal, filha de Rui Gomes da Silva, alcaide-mor de Campo Maior, e de sua mulher dona Isabel de Meneses, filha natural de dom Pedro de Meneses, 1.\u00ba conde de Vila Real e 2.\u00ba conde de Viana do Alentejo. Teve pelo menos doze irm\u00e3os: Pedro Gomes da Silva (alcaide-mor de Campo Maior); Fernando da Silva de Meneses (alcaide-mor de Alter do Ch\u00e3o), dom Diogo da Silva de Meneses (aio do rei dom Manuel de Portugal, que o fez 1.\u00ba conde de Portalegre e senhor de Gouveia), Afonso Teles (alcaide-mor de Campo Maior), Jo\u00e3o de Meneses (chamado frei Amadeu Hispano ou Beato Amadeu, secret\u00e1rio e confessor do papa Sisto IV, e fundador da Congrega\u00e7\u00e3o dos Amade\u00edtas, da Ordem de S\u00e3o Francisco), Aires da Silva (cavaleiro em Ceuta, falecido com fama de santo de e m\u00e1rtir), dona Branca da Silva (donzela da corte r\u00e9gia), dona Guiomar de Meneses, dona Maria de Meneses (donzela da rainha dona Isabel, mulher do rei dom Afonso V de Portugal), dona M\u00e9cia de Meneses (donzela da infanta dona Joana, mulher do rei dom Henrique IV de Castela), dona Leonor de Meneses (donzela de Santa Joana Princesa) e dona Catarina de Meneses.<\/p>\n<p>Ainda pequena, dona Beatriz da Silva partiu para a corte r\u00e9gia de Castela, em 1447, como donzela da rainha Isabel, segunda mulher do rei Jo\u00e3o II de Castela. A presen\u00e7a de dona Beatriz na corte n\u00e3o passou despercebida. Sua formosura cativante encantou a todos. A rainha, dominada por uma mistura de ci\u00fame e inveja, fechou dona Beatriz em um cofre, mas uma invis\u00edvel prote\u00e7\u00e3o da Virgem Maria a salvou. Ap\u00f3s este triste epis\u00f3dio deixa Tordesilhas, onde a corte r\u00e9gia ent\u00e3o estava instalada, e vai para Toledo, onde se recolheu no Mosteiro de S\u00e3o Domingos, o Real, de monjas dominicanas. Por devo\u00e7\u00e3o, decidiu manter sempre seu rosto coberto com um v\u00e9u branco, de forma que, enquanto viveu, nenhum homem e nenhuma mulher viu seu rosto. Permanece neste mosteiro por cerca de 30 anos.<\/p>\n<p>Em 1484, a rainha dona Isabel, a cat\u00f3lica, doa-lhe os Pal\u00e1cios de Galiana onde existia uma Igreja antiga que tinha o nome de Santa F\u00e9. Dona Beatriz, passada a esta casa, come\u00e7ou a adapt\u00e1-la para a forma de mosteiro. Levou consigo dona Filipa da Silva, sua sobrinha e outras onze mulheres, todas de h\u00e1bito religioso e honesto embora n\u00e3o pertencessem a Ordem alguma. E, uma vez instalada na nova casa, querendo dar fim \u00e0 sua determina\u00e7\u00e3o, estabeleceu a maneira de viver que queria e enviou-a a Roma, numa s\u00faplica conjunta com a rainha. Foi tudo aprovado e outorgado pelo Papa Inoc\u00eancio VIII pela bula \u201cInter Universa\u201d em 1489. O Mosteiro j\u00e1 estava fundado e tudo j\u00e1 fora preparado para entregar o h\u00e1bito a ela e \u00e0s monjas que ela havia instru\u00eddo, quando Nosso Senhor quis cham\u00e1-la. Morreu no ano de 1492. Na hora de sua morte, foram vistas duas coisas maravilhosas. Uma foi que, quando lhe levantaram o v\u00e9u para administrar-lhe a un\u00e7\u00e3o foi tal o esplendor de seu rosto que todos ficaram admirados. A segunda, foi que em sua fronte viram uma estrela, que l\u00e1 ficou at\u00e9 que ela expirou, e que emitia uma luz e um esplendor igual \u00e0 luz quando mais brilha. Faleceu com fama de santidade.<\/p>\n<p>Em 1511 o Papa J\u00falio II atribui \u00e0 ordem nascente Regra Pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>Dona Beatriz foi beatificada pelo Papa Pio XI em 26 de julho de 1926 e solenemente canonizada em 03 de outubro de 1976 pelo Papa Paulo VI. Sua Festa \u00e9 celebrada no dia 17 de agosto.<\/p>\n<p>Santa Beatriz da Silva se destacou por sua f\u00e9 inquebrant\u00e1vel, por sua pureza, que lhe permitiu ser L\u00edrio Alv\u00edssimo escondida no cora\u00e7\u00e3o de Jesus no Canteiro da Imaculada, por sua paci\u00eancia alicer\u00e7ada na esperan\u00e7a, por sua caridade, por sua simplicidade, pobreza, humildade, generosidade em oferecer um perd\u00e3o sincero, enfim, adornada de todas as virtudes indica-nos o caminho mais curto, f\u00e1cil e seguro para chegar a Cristo: Maria.<\/p>\n<p><em>A Igreja tamb\u00e9m celebra hoje a mem\u00f3ria dos santos: Servo, Mamede e Jacinto de Crac\u00f3via.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dona Beatriz da Silva nasceu na vila de Campo Maior, em Portugal, por volta de 1437. 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