{"id":66699,"date":"2017-10-13T05:00:00","date_gmt":"2017-10-13T05:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=66699"},"modified":"2017-10-13T05:00:00","modified_gmt":"2017-10-13T05:00:00","slug":"sao-daniel-e-companheiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/sao-daniel-e-companheiros\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Daniel e companheiros"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-37875\" src=\"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/7.jpg\" alt=\"\" \/>Le\u00e3o, Angelo, Nicolau, Samuel, Hugolino e Donino. M\u00e1rtires de Ceuta, no Marrocos, da Primeira Ordem (+ 1227).<\/p>\n<p>No dia 16 de janeiro de 1220, portanto ainda durante a vida de S\u00e3o Francisco, S\u00e3o Bernardo e seus companheiros foram martirizados na cidade de Marrakesh, Marrocos (a Igreja os canonizou em 1481).<\/p>\n<p>Os esclarecimentos que se tem sobre o ocorrido com estes mission\u00e1rios franciscanos s\u00e3o devidos a duas cartas encontradas nas suas resid\u00eancias. Os estudiosos consideraram tamb\u00e9m aut\u00eantica a carta de um certo Mariano de G\u00eanova, que escrevera ao irm\u00e3o Elias de Cortona comunicando o destino glorioso dos mission\u00e1rios. Esse documento teria sido escrito poucos dias ap\u00f3s os acontecimentos, e faz parte dos arquivos da Igreja.<\/p>\n<p>O irm\u00e3o Elias de Cortona era o superior da Ordem, em 1227, quando os sete franciscanos viajaram da It\u00e1lia para a Espanha, desejosos de transferirem-se para o Marrocos, na \u00c1frica, onde pretendiam converter os mu\u00e7ulmanos. Era um per\u00edodo de grande entusiasmo mission\u00e1rio nas jovens ordens franciscanas, fortalecidas pela mem\u00f3ria de s\u00e3o Francisco, que morrera no ano anterior.<\/p>\n<p>O chefe do grupo era Daniel, nascido em Belvedere, na Cal\u00e1bria, que tamb\u00e9m ocupava o cargo de ministro provincial da Ordem naquela regi\u00e3o; os outros se chamavam Samuel, \u00c2ngelo, Donulo, Le\u00e3o, Nicolas e Hugolino. Ap\u00f3s uma breve perman\u00eancia na Espanha, transferiram-se para a cidade de Ceuta, no Marrocos.<\/p>\n<p>Era um ato verdadeiramente corajoso, porque as autoridades marroquinas haviam proibido qualquer forma de propaganda da f\u00e9 crist\u00e3. No in\u00edcio, e por pouco tempo, trabalharam nos in\u00fameros mercados de Pisa, G\u00eanova e Marsiglia, enquanto residiam em Ceuta. Depois, nos primeiros dias de outubro de 1227, decidiram iniciar as prega\u00e7\u00f5es entre os infi\u00e9is.<\/p>\n<p>Nas estradas de Ceuta, falando em latim e em italiano, pois n\u00e3o conheciam o idioma local, anunciaram Cristo, contestando com palavras rudes a religi\u00e3o de Maom\u00e9. As autoridades mandaram que fossem capturados. Levados \u00e0 presen\u00e7a do sult\u00e3o, foram classificados como loucos, devendo permanecer na pris\u00e3o.<\/p>\n<p>Depois de sete dias, todos eles voltaram \u00e0 presen\u00e7a do sult\u00e3o, que se esfor\u00e7ou de todas as maneiras para que negassem a religi\u00e3o crist\u00e3. Mas n\u00e3o conseguiu. Ent\u00e3o, condenou \u00e0 morte os sete franciscanos, que se mantiveram firmes no cristianismo. No dia 10 de outubro, foram decapitados em pra\u00e7a p\u00fablica e seus corpos, destro\u00e7ados.<\/p>\n<p>Todavia os comerciantes crist\u00e3os ocidentais recuperaram os pobres restos, que sepultaram nos cemit\u00e9rios dos sub\u00farbios de Ceuta. Em seguida, os ossos foram transferidos para a Espanha. Hoje, as rel\u00edquias s\u00e3o conservadas em diversas igrejas de v\u00e1rias cidades da Espanha, de Portugal e da It\u00e1lia.<\/p>\n<p>O papa Le\u00e3o X, em 1516, canonizou como santos Daniel e cada um dos seis companheiros, autorizando o culto para o dia 13 de outubro, tr\u00eas dias ap\u00f3s suas mortes.<\/p>\n<p><em>A Igreja tamb\u00e9m celebra hoje a mem\u00f3ria dos santos: Celid\u00f4nia, Geraldo de Aurilac e Ven\u00e2ncio.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Le\u00e3o, Angelo, Nicolau, Samuel, Hugolino e Donino. M\u00e1rtires de Ceuta, no Marrocos, da Primeira Ordem (+ 1227). 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