{"id":66906,"date":"2017-10-20T15:12:41","date_gmt":"2017-10-20T15:12:41","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/outubro-rosa-cancer-de-mama-afeta-57-mil-mulheres-no-pais-indica-inca.html"},"modified":"2017-10-20T15:12:41","modified_gmt":"2017-10-20T15:12:41","slug":"outubro-rosa-cancer-de-mama-afeta-57-mil-mulheres-no-pais-indica-inca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/outubro-rosa-cancer-de-mama-afeta-57-mil-mulheres-no-pais-indica-inca\/","title":{"rendered":"Outubro Rosa: c\u00e2ncer de mama afeta 57 mil mulheres no pa\u00eds, indica Inca"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-38408\" src=\"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/oUTUBRO-rOSA.jpg\" alt=\"\" \/>Este ano, s\u00e3o estimados cerca de 57.960 diagn\u00f3sticos de c\u00e2ncer de mama em mulheres no Brasil, segundo o Instituto Nacional do C\u00e2ncer (INCA). Este \u00e9 o tipo de c\u00e2ncer que mais incide sobre as mulheres no pa\u00eds \u2014 perde apenas para o c\u00e2ncer de pele n\u00e3o-melanoma. Em 2015, foram registradas 15.403 mortes decorrentes da doen\u00e7a. Apesar dos n\u00fameros, a boa not\u00edcia \u00e9 que o c\u00e2ncer pode ser vencido. E este m\u00eas,\u00a0<a title=\"Outubro Rosa chama a aten\u00e7\u00e3o contra c\u00e2ncer de mama\" href=\"https:\/\/noticias.cancaonova.com\/brasil\/outubro-rosa-chama-a-atencao-contra-cancer-de-mama\/\" target=\"_blank\">com a campanha Outubro Rosa<\/a>, o momento \u00e9 mais do que prop\u00edcio para se falar sobre o assunto.<em><br \/><\/em><\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico precoce \u00e9 o primeiro passo para se eliminar o c\u00e2ncer. Quando identificado em seus est\u00e1gios iniciais, a chance de cura \u00e9 maior. A idade ainda \u00e9 um fator de risco a ser considerado, especialmente ap\u00f3s os 50 anos. O uso de terapia de reposi\u00e7\u00e3o hormonal, a obesidade p\u00f3s-menopausa, o tabagismo e o consumo frequente de bebidas alco\u00f3licas, mesmo em doses moderadas, est\u00e3o conectados ao risco de desenvolvimento do c\u00e2ncer de mama.<\/p>\n<p>Mulheres sem filhos ou cuja primeira gravidez aconteceu ap\u00f3s os trinta anos tamb\u00e9m t\u00eam mais chances de desenvolver a doen\u00e7a. \u201cQuanto mais tempo a mulher amamentar, maior \u00e9 a prote\u00e7\u00e3o. Nenhum desses fatores faz com que a mulher seja considerada como pertencente a um grupo de alto risco para desenvolvimento do c\u00e2ncer de mama, mas em termos populacionais contribuem para o aumento da incid\u00eancia\u201d, explica Arn Migowski, m\u00e9dico epidemiologista e chefe da Divis\u00e3o de Detec\u00e7\u00e3o Precoce de C\u00e2ncer do INCA. \u201cRecomendamos o consumo de, pelo menos, cinco por\u00e7\u00f5es di\u00e1rias de frutas, legumes e verduras como estrat\u00e9gia de preven\u00e7\u00e3o\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Existem tr\u00eas maneiras de se detectar e combater o c\u00e2ncer de mama. A primeira \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o da incid\u00eancia da doen\u00e7a (a preven\u00e7\u00e3o), a segunda \u00e9 a detec\u00e7\u00e3o precoce e, por fim, o acesso ao tratamento.<\/p>\n<p>A detec\u00e7\u00e3o precoce deve ser dividida em duas etapas: rastreamento e diagn\u00f3stico precoce. O rastreamento deve ser feito uma vez a cada dois anos em mulheres com idades entre 50 a 69 anos. E o diagn\u00f3stico precoce ajuda no alerta para que aquelas pacientes que j\u00e1 apresentam predisposi\u00e7\u00e3o \u00e0 doen\u00e7a fiquem atentas.<\/p>\n<p>\u201cO diagn\u00f3stico precoce ajuda que tenham acesso facilitado \u00e0 consulta m\u00e9dica para avalia\u00e7\u00e3o e, nos casos necess\u00e1rios, tenham investiga\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica no menor tempo poss\u00edvel e com qualidade. Os exames de rotina n\u00e3o substituem essas estrat\u00e9gias voltadas \u00e0s mulheres sintom\u00e1ticas\u201d, alerta o especialista.<\/p>\n<p><strong>Autoexame<\/strong><\/p>\n<p>A maior parte dos c\u00e2nceres s\u00e3o descobertos em situa\u00e7\u00f5es cotidianas. N\u00e3o existe uma t\u00e9cnica padr\u00e3o, mas \u00e9 necess\u00e1rio que a mulher conhe\u00e7a seu pr\u00f3prio corpo. Al\u00e9m disso, h\u00e1 os sinais de alerta que indicam uma poss\u00edvel presen\u00e7a do c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>\u201cTodo caro\u00e7o (n\u00f3dulo) na mama em mulheres com 50 anos ou mais deve ser examinado pelo m\u00e9dico, pois \u00e9 o principal sinal suspeito de c\u00e2ncer de mama. Geralmente esses n\u00f3dulos n\u00e3o v\u00eam acompanhados de dor. Mulheres com menos de 50 anos devem saber que seus n\u00f3dulos geralmente representam altera\u00e7\u00f5es benignas das mamas, mas, mesmo assim, n\u00f3dulos mam\u00e1rios que persistam por mais de um ciclo menstrual devem ser investigados\u201d, adverte o m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Outros sintomas comuns que indicam a exist\u00eancia do c\u00e2ncer nas mamas s\u00e3o: caro\u00e7o na regi\u00e3o embaixo dos bra\u00e7os (axilas), altera\u00e7\u00f5es na forma do bico do peito (mamilo) e sa\u00edda de l\u00edquido pelo bico do peito apenas de um lado e sem que a mulher tenha apertado a mama, especialmente se tiver sangue ou for transparente.<\/p>\n<p>Foi numa dessas situa\u00e7\u00f5es cotidianas que a carioca Carolina Chedier, ent\u00e3o com apenas 37 anos e m\u00e3e de uma menina de dois anos, descobriu a doen\u00e7a. Um dia, ao amamentar a filha, Carol sentiu um caro\u00e7o em seu seio esquerdo bem pequeno, do tamanho de um gr\u00e3o de arroz. Algum tempo depois, por\u00e9m, o caro\u00e7o estava diferente \u2014 e maior.<\/p>\n<p>\u201cLevei uma cabe\u00e7ada da minha filha no seio esquerdo e ao apalp\u00e1-lo, senti novamente o caro\u00e7o, mas desta vez ele j\u00e1 estava do tamanho de um gr\u00e3o de feij\u00e3o. Comecei a fazer todos os exames para investigar o que era. Em fevereiro de 2015, recebi uma liga\u00e7\u00e3o da minha m\u00e9dica dizendo que queria me ver. Fui \u00e0 consulta sabendo que seria uma das piores not\u00edcias que algu\u00e9m poderia ter: estava com c\u00e2ncer de mama\u201d, lembra.<\/p>\n<p>Carolina, ent\u00e3o, passou por uma cirurgia no seio para retirar o caro\u00e7o. Teve que tomar um rem\u00e9dio para seu leite secar, pois amamentar poderia atrapalhar em sua recupera\u00e7\u00e3o p\u00f3s-cir\u00fargica. Al\u00e9m disto, ela teve que mudar para a casa da irm\u00e3, pois n\u00e3o poderia por um tempo pegar a filha no colo.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o processo cir\u00fargico, Carolina fez cinco sess\u00f5es de quimioterapia e vinte e cinco de radioterapia. \u201cEssas foram mais dif\u00edceis. Ficava muito cansada e at\u00e9 hoje minha pele do seio e da axila ainda sentem os efeitos da queimadura. Sigo em frente com o tratamento hormonal que ainda levar\u00e1 8 anos\u201d, recorda.<\/p>\n<p>Hoje, Carolina segue firme no tratamento, mas como descobriu a doen\u00e7a em seus est\u00e1gios iniciais, n\u00e3o houve a necessidade da retirada total da mama. \u201cFiz uma segmentectomia de mama [trata-se da retirada parcial da mama]. N\u00e3o s\u00f3 por estar no in\u00edcio, mas tamb\u00e9m pelo tipo do tumor\u201d, conta.<\/p>\n<p>Por isso, a mulher deve ficar atenta aos sinais que seu corpo invariavelmente enviar\u00e1 quando algo estiver errado. \u201cN\u00e3o \u00e9 preciso aprender uma t\u00e9cnica padr\u00e3o de autoexame. \u00c9 importante que a mulher conhe\u00e7a seu pr\u00f3prio corpo e o que ocorre nas mamas ao longo da vida. Elas devem conhecer tamb\u00e9m os sinais de alerta\u201d, orienta Migowski.<\/p>\n<p><strong>C\u00e2ncer de mama nos homens<\/strong><\/p>\n<p>Homens tamb\u00e9m podem ser acometidos pelo c\u00e2ncer de mama. S\u00e3o, por\u00e9m, casos raros: cerca de 1% de todos os casos destes tipos de c\u00e2ncer acontecem com homens. Os sintomas s\u00e3o muito parecidos com as mulheres: vermelhid\u00e3o da pele da mama ou do mamilo, incha\u00e7o ou n\u00f3dulos nas axilas e pele enrugada ou ondulada.<\/p>\n<p><em>Por Can\u00e7\u00e3o Nova<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Preven\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria<\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":66905,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[1114,1510,5211,5329,6984,7875],"class_list":["post-66906","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-autoexame","tag-cancer-de-mama","tag-inca","tag-instituto-nacional-do-cancer","tag-outubro-rosa","tag-prevencao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66906","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=66906"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66906\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=66906"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=66906"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=66906"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}