{"id":67240,"date":"2017-11-21T11:01:31","date_gmt":"2017-11-21T11:01:31","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=67240"},"modified":"2017-11-21T11:01:31","modified_gmt":"2017-11-21T11:01:31","slug":"deus-me-perdoou-mas-eu-nao-consigo-me-perdoar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/deus-me-perdoou-mas-eu-nao-consigo-me-perdoar\/","title":{"rendered":"\u201cDeus me perdoou, mas eu n\u00e3o consigo me perdoar\u201d"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-39805\" src=\"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/web3-suffering-upset-crying-woman-silhouette-sitting-shutterstock_636183893-shutterstock.jpg\" alt=\"\" \/>Muitas vezes pode parecer dif\u00edcil acreditar na grande miseric\u00f3rdia de Deus. Por um lado, percebemos a nossa grande mis\u00e9ria, nossas fragilidades e nossos pecados. Por outro, est\u00e1 a experi\u00eancia de que Deus continua apostando por n\u00f3s, pela nossa convers\u00e3o, fazendo de tudo para que entremos em n\u00f3s mesmos e voltemos correndo ao abra\u00e7o do Pai, como na par\u00e1bola do filho pr\u00f3digo.<\/p>\n<p>E se chegamos a aceitar que Deus \u00e9 realmente t\u00e3o bom, ainda assim pode resistir em n\u00f3s a sensa\u00e7\u00e3o de que somos t\u00e3o pecadores a ponto de n\u00e3o merecer tanta miseric\u00f3rdia. Em outras palavras, at\u00e9 aceitamos que Deus nos perdoa, mas n\u00f3s mesmos temos dificuldade de nos perdoar realmente.<\/p>\n<p>Precisamos levar a s\u00e9rio essa experi\u00eancia, porque ela pode esconder algo prejudicial para nossa sa\u00fade espiritual, algo inclusive que pode, em \u00faltima an\u00e1lise, afastar-nos do amor de Deus. Esse algo \u00e9 uma esp\u00e9cie de soberba da nossa parte. N\u00e3o \u00e9 aquele orgulho ou prepot\u00eancia com a qual estamos acostumados, daquele que se afirma em suas ideias ou de quem se coloca por cima dos outros achando-se melhor que todos. \u00c9 uma soberba mais sutil, mas que se olhamos com cuidado, perceberemos que ela realmente tem muito em comum com esse tipo, digamos, mais \u201ccomum\u201d.<\/p>\n<p>N\u00f3s a reconhecemos da seguinte maneira: quando falamos que embora Deus nos perdoe, n\u00f3s n\u00e3o somos capazes de nos perdoar, estamos, no fundo, falando que o nosso pecado \u00e9 mais forte que o amor de Deus. Tiramos do Senhor a sua onipot\u00eancia e nos colocamos como mais fortes que Ele mesmo. E isso simplesmente n\u00e3o \u00e9 verdade. Por mais que possamos optar pelo mal e causar danos reais, nunca chegaremos a altura do poder do amor misericordioso do Senhor. Por isso podemos, e de certa maneira devemos, aceitar que por pior que seja o mal cometido, maior ainda \u00e9 o perd\u00e3o de Deus. S\u00e3o Paulo disse que onde abundou o pecado, sobreabundou a Gra\u00e7a. Do pior dos males, Deus pode tirar o melhor dos bens.<\/p>\n<p>Quando falamos que embora Deus nos perdoe, n\u00f3s n\u00e3o somos capazes de nos perdoar, estamos, no fundo, falando que o nosso pecado \u00e9 mais forte que o amor de Deus.<\/p>\n<p>Fr\u00e1geis como somos, desde o pecado original, tendemos a desconfiar de Deus. N\u00e3o s\u00f3 de sua bondade, da sua onipot\u00eancia ou de sua exist\u00eancia, mas tamb\u00e9m da sua miseric\u00f3rdia. E quando duvidamos da miseric\u00f3rdia, de sua capacidade de perdoar, o \u00fanico caminho \u00e9 o desespero. Tirando Deus do centro da realidade e colocando-nos em seu lugar, perceberemos que n\u00e3o temos a for\u00e7a necess\u00e1ria para perdoar tantas atrocidades que cometem os homens e que cometemos cada um de n\u00f3s em particular.<\/p>\n<p>\u00c9 uma experi\u00eancia dif\u00edcil essa de n\u00e3o conseguir se perdoar porque ela mistura essa soberba sutil com algo de verdadeiro.<\/p>\n<p>A parcela de verdade \u00e9 que n\u00f3s realmente somos incapazes de perdoar nossos pecados. Lembremos daquela passagem que Jesus questiona os fariseus ao perdoar pecados: \u201cQuem \u00e9 este homem que blasfema contra Deus desta maneira? Ningu\u00e9m pode perdoar pecados; s\u00f3 Deus tem esse poder\u201d (Lc 5, 18-26). Mas isso n\u00e3o pode desesperar-nos, justamente porque Deus saiu ao nosso encontro para perdoar todos os verdadeiros pecados que cometemos.<\/p>\n<p>S\u00e3o Jo\u00e3o Maria Vianney, sacerdote franc\u00eas, passava horas e horas no confession\u00e1rio, levando essa miseric\u00f3rdia infinita de Deus aos fi\u00e9is, e falava: O Bom Deus sabe tudo. Ainda antes que vos confesseis, j\u00e1 sabe que voltareis a pecar e, contudo, perdoa-vos. Como \u00e9 grande o Amor do nosso Deus, que chega a esquecer voluntariamente o futuro, para nos perdoar. Precisamos renovar sempre a nossa esperan\u00e7a e a nossa confian\u00e7a nesse amor perseverante de Deus. Se essa confian\u00e7a come\u00e7a a fraquejar, todo o resto do edif\u00edcio da vida crist\u00e3 n\u00e3o tardar\u00e1 em cair tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Quando estamos com dificuldade de nos perdoar, perguntemo-nos justamente por essa confian\u00e7a em Deus, em sua miseric\u00f3rdia infinita. A sa\u00edda parece ser deixar de olhar para as nossas fragilidades e fraquezas, porque nelas n\u00e3o encontraremos for\u00e7as para o perd\u00e3o, e voltar o olhar ao Senhor, pedir que Ele mesmo renove em n\u00f3s a certeza do poder de sua miseric\u00f3rdia. N\u00e3o corramos o risco de colocar-nos acima de Deus, de confiar mais no poder dos nossos pecados que no poder do Amor de Deus.<\/p>\n<p><em>Por Jovens de Maria via Aleteia<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vida interior<\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":67239,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[699,2363,6341,7428,7485,8900,10007],"class_list":["post-67240","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-amor-de-deus","tag-confianca","tag-misericordia","tag-pecado","tag-perdao-de-deus","tag-sao-joao-maria-vianney","tag-vergonha"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67240","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=67240"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67240\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=67240"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=67240"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=67240"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}