{"id":68008,"date":"2017-12-27T14:54:50","date_gmt":"2017-12-27T14:54:50","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/e-possivel-ter-ferias-com-muita-diversao-e-gastando-pouco.html"},"modified":"2017-12-27T14:54:50","modified_gmt":"2017-12-27T14:54:50","slug":"e-possivel-ter-ferias-com-muita-diversao-e-gastando-pouco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/e-possivel-ter-ferias-com-muita-diversao-e-gastando-pouco\/","title":{"rendered":"\u00c9 poss\u00edvel ter f\u00e9rias com muita divers\u00e3o e gastando pouco?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-43152\" src=\"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/formacao_1600x1200-ferias-co-mdiversao-e-gastando-pouco.jpg\" alt=\"\" \/>Recordo-me, ainda bem pequena, de quando passava minhas f\u00e9rias na casa de meus tios em Salvador (BA). Fam\u00edlia de h\u00e1bitos simples e rigorosos nas regras da casa, mas, no fim do dia, sempre t\u00ednhamos mais casos bons para contar do que ruins. Tudo isso, porque sab\u00edamos que n\u00e3o se tratava de uma fam\u00edlia de grandes posses; ent\u00e3o, j\u00e1 \u00edamos para l\u00e1 nos divertir um com o outro e n\u00e3o com tudo o que a fam\u00edlia teria para nos divertir. E l\u00e1 \u00edamos n\u00f3s!<\/p>\n<p>\u201cSubam todos, j\u00e1 coloquei a panela de feij\u00e3o em cima da ca\u00e7amba\u201d, gritava meu Tio Pereira. Todos subiam \u2013 av\u00f4, av\u00f3, tio, neto, sobrinha, pai, m\u00e3e e primos. N\u00f3s quer\u00edamos mesmo era estar com a fam\u00edlia, mesmo que fosse em cima do caminh\u00e3o com uma panela de feij\u00e3o. Lembro-me que cant\u00e1vamos assim: \u201cPegue a esteira e seu chap\u00e9u, vamos a praia que o sol j\u00e1 vem (\u2026)\u201d. Meu Deus, quantas gargalhadas! Tudo era motivo de gra\u00e7a.<\/p>\n<p>A chegada na praia ent\u00e3o \u2026 como era bom! Mais uma vez, meu tio gritava: \u201cProcurem uma sombra! E minha tia, toda \u201csargentona\u201d (uma mistura de amorosa e sargenta) completava: \u201cNingu\u00e9m entra na \u00e1gua sem rezar e guardar as sand\u00e1lias. Nada de ir para o fundo do mar. Tem de vir beber \u00e1gua\u201d. \u00c1gua? Claro! Ench\u00edamos as garrafas pl\u00e1sticas, antes mesmo de subir na ca\u00e7amba. E l\u00e1 fic\u00e1vamos n\u00f3s! Meus tios, primos (\u2026) Hum! Bateu uma saudade do meu pai e de mais dois primos que n\u00e3o est\u00e3o mais conosco! Deu tempo para aprender a amar e, na aus\u00eancia, sentir saudade, porque, na simplicidade daquelas f\u00e9rias, t\u00ednhamos tempo de conviver.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Presen\u00e7a da fam\u00edlia<br \/><\/strong><br \/>Visita em casa ou na praia s\u00f3 se fosse da fam\u00edlia. Nada de subir na ca\u00e7amba gente sem intimidade. Na verdade, n\u00e3o me recordo nem de amigos. Era somente a fam\u00edlia. Nesse tempo, n\u00e3o nos faltava nada. E como padre Zezinho canta t\u00e3o bem: \u201cMeus pais n\u00e3o tinham nem escola nem dinheiro. Todo dia, o ano inteiro, trabalhavam sem parar. Faltava tudo, mas a gente nem ligava, o importante n\u00e3o faltava, o aconchego do meu lar\u201d.<\/p>\n<p>Isso fazia das nossas f\u00e9rias, com t\u00e3o pouco dinheiro, uma grande divers\u00e3o! E pensam que acaba por a\u00ed? N\u00e3o, n\u00e3o! No fim de tarde, todos j\u00e1 estavam de banho tomado; e a\u00ed de quem n\u00e3o tomasse banho! Minha tia Faf\u00e1 \u2013 a \u201csargentona\u201d e esposa de Tio Pereira \u2013 n\u00e3o aliviava. Sent\u00e1vamos \u00e0 beira da cal\u00e7ada, para esperar passar o homem que vendia p\u00e3o. \u00c0s vezes, meu primo Messias tocava viol\u00e3o para n\u00f3s, mas, o que n\u00e3o faltava mesmo era o som de Roberto Carlos nas alturas, como reclamava minha tia.<\/p>\n<p>Quatro fam\u00edlias que moravam ali uma vizinha da outra; quatro fam\u00edlias que nasceram da pobreza e criaram seus filhos vivendo momentos t\u00e3o ricos e inesquec\u00edveis. Ah, como era bom ir de \u00f4nibus fazer feira e \u00e0 cidade fazer compras! Tinha diferen\u00e7a sabia? Para fazer feira, podia ir de chinelo, mas para fazer compras, n\u00e3o. Tinha de ir arrumado, pois, \u00edamos ao com\u00e9rcio, isto \u00e9, ao centro, \u00e0 cidade. Assim se falava naquela \u00e9poca.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>F\u00e9rias sem dinheiro. O que fazer?<br \/><\/strong><br \/>As crian\u00e7as e os adolescentes estudam 200 dias letivos, aproximadamente quatro horas de aula por dia ou mais. Dentro de um contexto de muita press\u00e3o, corre-corre, cada qual vivendo uma realidade nem sempre t\u00e3o boa. Uns em escola p\u00fablica, outros em escola particular, mas todos com direito \u00e0s f\u00e9rias. E agora, os filhos entraram de f\u00e9rias e os pais n\u00e3o? Ou todos entraram, mas a grana est\u00e1 curta para passeios, viagens e ida aos shoppings? O que fazer? Como fazer?<\/p>\n<p>N\u00e3o saberia lhe dizer, com precis\u00e3o, o que fazer. Contudo, tornar a conviv\u00eancia familiar mais leve e alegre \u00e9 um excelente come\u00e7o. Quando a fam\u00edlia reconhece que o maior problema das f\u00e9rias est\u00e1 sendo o dinheiro, precisa conversar com os filhos sobre essa necessidade. Nada em tom de mis\u00e9ria, mas de alegria por tudo que se viveu durante o ano. O investimento em escola, na alimenta\u00e7\u00e3o, plano de sa\u00fade, roupas e algumas divers\u00f5es, mesmo que tenham sido t\u00e3o simples. Para uma fam\u00edlia que vive de sal\u00e1rio ou que fez a op\u00e7\u00e3o em investir nos estudos dos filhos, as f\u00e9rias n\u00e3o deve ser esperada como o grande momento de uma viagem \u00e0 Disney ou um passeio no melhor parque de divers\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Programe as f\u00e9rias de acordo com suas possibilidades<\/strong><\/p>\n<p>Para que n\u00e3o haja frustra\u00e7\u00f5es nem cobran\u00e7as, antecipadamente, pais e filhos dever\u00e3o programar as f\u00e9rias de acordo com suas possibilidades. Agora, se a fam\u00edlia n\u00e3o tem o que oferecer aos filhos durantes as f\u00e9rias, porque todo ano tem de trocar de carro ou porque os pais passaram do limite em gastos por desejos e n\u00e3o por necessidade, ser\u00e1 preciso rever os princ\u00edpios que regem a fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Crian\u00e7as, adolescentes, jovens, adultos e idosos todos precisam de descanso, de lazer. Jogar conversa fora, comer uma pizza e tomar um sorvete. Se ainda fosse em Salvador (BA), na casa do meu Tio Pereira, ir\u00edamos todos tomar um sorvetinho l\u00e1 na Ribeira. Mas logo algum adulto falaria: \u201cS\u00f3 pode tomar uma bola de sorvete. Nem inventem tomar duas!\u201d.<\/p>\n<p>Tomar uma bola de sorvete, passear na pra\u00e7a de bicicleta, visitar um parente pr\u00f3ximo, convidar um coleguinha para passar o dia em nossa casa, fazer pipoca para assistir a um filme, promover uma \u201cnoite do pijama\u201d, ajudar a m\u00e3e nas atividades dom\u00e9sticas, ajudar o pai a lavar o carro ou sair com cada filho separadamente para passear s\u00e3o sugest\u00f5es de divers\u00e3o. Principalmente essa \u00faltima dica. Cada filho diz aos pais, dentro do valor estipulado por eles, em que lugar gostaria de ir para se divertir.<\/p>\n<p>Nesse dia, os irm\u00e3os n\u00e3o dever\u00e3o estar juntos. Os filhos adoram! Sentem-se filhos \u00fanicos por um dia. O que nunca dever\u00e1 acontecer \u00e9 a aus\u00eancia de viagens se tornar um peso familiar. Muito menos os pais jogarem na cara dos filhos os motivos que os levam a n\u00e3o poderem se divertir, tanto quanto os filhos esperam. Ent\u00e3o, vamos encontrar nossa maneira de nos divertir?<\/p>\n<p><strong>Por Judinara Braz<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fam\u00edlia<\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":68007,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[51,4459],"class_list":["post-68008","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-familia","tag-ferias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68008","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=68008"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68008\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=68008"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=68008"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=68008"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}