{"id":68927,"date":"2018-04-01T15:45:44","date_gmt":"2018-04-01T18:45:44","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=68927"},"modified":"2018-04-01T15:45:44","modified_gmt":"2018-04-01T18:45:44","slug":"a-nossa-senhora-de-dom-bosco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/a-nossa-senhora-de-dom-bosco\/","title":{"rendered":"A Nossa Senhora de Dom Bosco"},"content":{"rendered":"<div class=\"itemIntroText\">\nDom Bosco foi percebendo com lucidez sempre maior a iniciativa de Deus na sua vida de fundador, mas teve tamb\u00e9m a certeza de ser em tudo conduzido e guiado pela m\u00e3o de Maria: \u201cMaria Sant\u00edssima \u00e9 a fundadora e ser\u00e1 a sustenta\u00e7\u00e3o da nossa obra\u201d. \u201cMaria \u00e9 a m\u00e3e e o sustent\u00e1culo da Congrega\u00e7\u00e3o\u201d. E dizia no retiro de Lanzo de 1871: \u201cS\u00f3 no c\u00e9u \u00e9 que havemos de compreender, maravilhados, aquilo que Maria fez por n\u00f3s &#8230; e o havemos de agradecer por toda a eternidade\u201d (MB X, 1078).\n<\/div>\n<div class=\"itemFullText\">Sua espiritualidade nasceu da paix\u00e3o pela vida, do amor a Deus pela vida bem vivida em sua gra\u00e7a, com todo o entusiasmo, pela alegria das pessoas dos jovens, na conviv\u00eancia feliz sob a prote\u00e7\u00e3o do manto materno de Maria, de Maria Auxiliadora. Disponibilidade e muita alegria, encantado pela vida dos jovens na gra\u00e7a de Deus, continuamente reportava a Deus e \u00e0 prote\u00e7\u00e3o e presen\u00e7a de Maria em sua vida.<br \/>\n\u201cMaria Sant\u00edssima foi sempre a minha guia\u201d exclamava Dom Bosco com frequ\u00eancia (MB V, 155; XVIII, 439). E tal convic\u00e7\u00e3o era uma das caracter\u00edsticas da devo\u00e7\u00e3o mariana no Orat\u00f3rio.<br \/>\nEm alguns sonhos, Maria Sant\u00edssima j\u00e1 havia mostrado a Dom Bosco o campo de trabalho ao qual Deus o destinava. As narrativas de in\u00fameros sonhos traziam uma mensagem de conforto que intensificava a confian\u00e7a e a certeza da presen\u00e7a de Maria que a todos protegia como m\u00e3e carinhosa.<\/p>\n<h3>Sonhos<\/h3>\n<p>Sempre \u00e9 apresentada como m\u00e3e e protetora de todos nos perigos. Sempre a figura de Nossa Senhora foi mostrada em sua fun\u00e7\u00e3o de m\u00e3e querida que intercede e indica os caminhos da santidade e da salva\u00e7\u00e3o para todos. Essa certeza passava pelo cora\u00e7\u00e3o devoto de Dom Bosco, pelos dos salesianos e se espalhava pelos cora\u00e7\u00f5es simples e abertos dos jovens.<br \/>\nJ\u00e1 no sonho dos nove anos, Jesus o confia \u00e0 mestra e esta, a Virgem Maria, mostrando-lhe o campo de seu trabalho lhe disse: \u201cTorna-te humilde, forte e robusto\u201d. Grande \u00e9 a mensagem de espiritualidade, o roteiro pedag\u00f3gico embrion\u00e1rio no relato do sonho dos nove anos. As disposi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias indicadas para seguir o chamado de Deus, a devo\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora, a indica\u00e7\u00e3o de seu futuro campo de trabalho e a maneira de se relacionar com os jovens, tudo estava contido nesse sonho.<br \/>\nEle dir\u00e1 aos seus jovens no famoso sonho do caramanch\u00e3o de rosas, acontecido em 1847, mas contado em 1864: \u201cPara que cada um de v\u00f3s tenha a garantia de que \u00e9 a Bem-aventurada Virgem que quer a nossa Congrega\u00e7\u00e3o, vos contarei n\u00e3o j\u00e1 a descri\u00e7\u00e3o de um sonho, mas tamb\u00e9m o que a pr\u00f3pria Bem-aventurada M\u00e3e se dignou de me fazer ver. Ela quer que depositemos nela toda a confian\u00e7a\u201d. (A. S. FERREIRA, Acima e Al\u00e9m os sonhos de Dom Bosco, pp. 24-25).&nbsp;<br \/>\nE diz Pietro Stella: \u201cNossa Senhora foi a Pastorinha, guia, rainha e m\u00e3e, a Senhora dos sonhos \u00e9 um dos elementos que caracterizavam a devo\u00e7\u00e3o mariana do Orat\u00f3rio. A persuas\u00e3o de Dom Bosco tornava-se persuas\u00e3o de todos, jovens e salesianos. Dom Bosco e suas obras eram protegidos, de modo especial\u00edssimo, pela Virgem Sant\u00edssima. Nada se fizera sem a prova palp\u00e1vel de que a Virgem Maria interviera para sugerir solu\u00e7\u00f5es, aplainar dificuldades ou proteger das ins\u00eddias diab\u00f3licas (&#8230;) Garantiam que todos os que viviam com Dom Bosco, participavam dessa prote\u00e7\u00e3o (carisma) especial\u201d (Pietro STELLA, D. Bosco nella storia della religiosit\u00e0 cattolica, II, p. 115).<\/p>\n<h3>Devo\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>A devo\u00e7\u00e3o a Maria \u2013 afirmam testemunhas autorizadas \u2013 estava no v\u00e9rtice de seus pensamentos. Parecia n\u00e3o viver sen\u00e3o para ela: \u201cComo \u00e9 realmente boa Nossa Senhora! Quanto nos quer bem!\u201d (Pietro BROCARDO, Dom Bosco: profundamente homem, profundamente santo, p. 160-161; MB XIII, 547). E Dom Bosco vai descobrir que Aquela que aparece como seu amparo, dos seus rapazes e dos seus salesianos, n\u00e3o \u00e9 outra sen\u00e3o a Auxiliadora dos crist\u00e3os.&nbsp;<br \/>\nM\u00e3e, Imaculada, Auxiliadora, \u00e9 esta a Nossa Senhora que Dom Bosco coloca no v\u00e9rtice de sua pedagogia e da sua a\u00e7\u00e3o sacerdotal, apost\u00f3lica e mission\u00e1ria. \u00c9 ela quem sustenta o clima espiritual mariano que se vive no Orat\u00f3rio \u2013 e tamb\u00e9m nas outras obras \u2013 e se exprime nas formas mais variadas e sinceras de uma genu\u00edna piedade popular.<br \/>\nO exemplo partia do santo, que sempre, especialmente nas encruzilhadas mais decisivas de sua vida, se voltava para ela com a familiaridade e a confian\u00e7a pr\u00f3prias de um filho para com a m\u00e3e.&nbsp;<br \/>\nNo recordar as maravilhas operadas por Nossa Senhora, al\u00e9m de satisfazer \u00e0 necessidade de um desafogo ao seu imenso afeto para com a Virgem, ele queria reavivar em todos uma confian\u00e7a ilimitada nela que, no meio das ang\u00fastias, das tribula\u00e7\u00f5es, dos erros, dos perigos desta pobre vida mortal era e seria sempre a amorosa e poderosa Auxiliadora dos Crist\u00e3os (MB VIII, 367).&nbsp;<br \/>\nPois bem, os \u00faltimos 25 anos da vida de Dom Bosco s\u00e3o assinalados por uma presen\u00e7a mais viva, mais comprometida de Maria, a \u201cM\u00e3e amoros\u00edssima\u201d e \u201ca poderosa Imaculada\u201c, como ele n\u00e3o cansar\u00e1 de dizer, mas agora venerada e sentida, de maneira quase totalizante, na sua fun\u00e7\u00e3o de Auxiliadora, quer dos indiv\u00edduos, quer da comunidade crist\u00e3. Maria Auxilium Christianorum.<\/p>\n<h3>Auxiliadora<\/h3>\n<p>A devo\u00e7\u00e3o \u00e0 Auxiliadora fora reavivada pelas apari\u00e7\u00f5es de Spoleto, onde a Virgem manifestara o desejo de ser invocada com esse t\u00edtulo.<br \/>\nPara Pietro Stella, \u201csem Spoleto, provavelmente Dom Bosco n\u00e3o se teria tornado o ap\u00f3stolo da Auxiliadora; sem Dom Bosco, por\u00e9m, a flama de Spoleto talvez tivesse sido um epis\u00f3dio caracter\u00edstico do dec\u00eanio 1860-1870, em clima de um escatologismo mariano, de messianismo antes da queda do Estado Pontif\u00edcio. Dom Bosco, correlacionando \u00e0 sua pessoa e \u00e0s suas institui\u00e7\u00f5es o culto da Auxiliadora, conseguiu dar uma dimens\u00e3o grandiosa e mundial \u00e0 devo\u00e7\u00e3o a Maria Auxiliadora\u201d (Pietro STELLA, Don Bosco nella storia della religiosit\u00e0 cattolica, II, p. 173).<br \/>\nDessa forma, com a Bas\u00edlica, a devo\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora Auxiliadora une todas as casas salesianas do mundo todo.<br \/>\nRaras vezes aconteceu que um t\u00edtulo mariano se difundisse com tanta rapidez, entre os cat\u00f3licos, como o de Maria Auxiliadora. Provam-no os inumer\u00e1veis quadros, altares e igrejas dedicados ao seu culto em todo o mundo. A presen\u00e7a de Maria no trabalho de Dom Bosco e dos salesianos perdura at\u00e9 hoje como a seguran\u00e7a materna de uma prote\u00e7\u00e3o especial. Em contrapartida, os salesianos lhe devotam um carinho especial, s\u00e3o seus filhos realmente (cf. carta Lasagna-Bosco 05\/12\/1877, em Mons. Luigi Lasagna, Epistolario, I, p. 159.23-24).<br \/>\nH\u00e1 duas raz\u00f5es fundamentais para a escolha desse t\u00edtulo, para al\u00e9m de outros motivos impl\u00edcitos e expl\u00edcitos: a primeira, pela l\u00facida intui\u00e7\u00e3o da atualidade do culto de Maria Auxiliadora na Igreja de seu tempo. O recurso a Maria Auxiliadora se imp\u00f4s em virtude das extraordin\u00e1rias dificuldades em que a Igreja se debatia ent\u00e3o. A segunda, pelo alcance, dificilmente calcul\u00e1vel que vir\u00e1 a ter na hist\u00f3ria salesiana a constru\u00e7\u00e3o e a exist\u00eancia da Bas\u00edlica de Maria Auxiliadora em Valdocco.<br \/>\nA bas\u00edlica de Valdocco \u00e9 um santu\u00e1rio \u2013 entendido como lugar que oferece, por sua natureza, uma presen\u00e7a incisiva de Deus, de Cristo, como tamb\u00e9m de Maria \u2013 de repercuss\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 para a cidade de Turim, mas nacional e mundial, aberto \u00e0s exig\u00eancias espirituais e apost\u00f3licas da Igreja.&nbsp;<br \/>\nNa origem est\u00e3o a piedade, a intui\u00e7\u00e3o e a energia realizadora de Dom Bosco, padre educador e fundador religioso, profundamente convencido da import\u00e2ncia da Auxilium Cristianorum em tempos calamitosos para a Igreja e n\u00e3o menos dif\u00edceis para a firmeza da f\u00e9 de seus membros. Ela podia se constituir em uma singular reserva para a vida espiritual dos jovens e de seus educadores.<br \/>\nEssa op\u00e7\u00e3o expressa de forma muito condizente e ilustrativa o modo ou o processo de decis\u00e3o do educador Dom Bosco. Tratava-se de uma oferta para os salesianos se ampararem na presen\u00e7a de Maria Auxiliadora como M\u00e3e e Mestra. Por\u00e9m essa escolha revela um processo de Dom Bosco inteiramente inserido no tempo. Acolhe o que lhe parece o melhor para integrar em seu processo educativo, considera as perspectivas e revela ou acentua as possibilidades futuras e as torna um lema e uma realidade.<br \/>\nA consci\u00eancia popular n\u00e3o tardou em descobrir a maravilhosa alian\u00e7a entre Maria Auxiliadora e Dom Bosco, a incind\u00edvel liga\u00e7\u00e3o que os unia: Dom Bosco era verdadeiramente o \u201csanto de Maria Auxiliadora\u201d e Maria Auxiliadora era realmente a \u201cNossa Senhora de Dom Bosco\u201d. Essa denomina\u00e7\u00e3o, nascida da intui\u00e7\u00e3o de f\u00e9 dos crentes, passou para a hist\u00f3ria.\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Bosco foi percebendo com lucidez sempre maior a iniciativa de Deus na sua vida de fundador, mas teve tamb\u00e9m a certeza de ser em tudo<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":68930,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[18,6673],"class_list":["post-68927","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-dom-bosco","tag-nossa-senhora-auxiliadora"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68927","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=68927"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68927\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=68927"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=68927"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=68927"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}