{"id":72401,"date":"2018-08-20T17:00:34","date_gmt":"2018-08-20T20:00:34","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=72401"},"modified":"2018-08-20T17:00:34","modified_gmt":"2018-08-20T20:00:34","slug":"a-pratica-da-humildade-na-vida-de-jesus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/a-pratica-da-humildade-na-vida-de-jesus\/","title":{"rendered":"A pr\u00e1tica da humildade na vida de Jesus"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i67.tinypic.com\/28jfqyg.jpg\" class=\"aligncenter size-full\" \/><br \/>\nReflita sobre como Jesus exerceu a virtude da humildade.<br \/>\nNa vida de Jesus, h\u00e1 para n\u00f3s todos os exemplos necess\u00e1rios para nos sustentar e fortalecer, na pr\u00e1tica, de todos os g\u00eaneros de humildade; Ele nos pede que o sigamos e o imitemos. Para que hesitar? Ele mostrou tudo o que somos capazes de imitar. Vejamos, pois, como podemos, seguindo o seu exemplo, praticar a humildade para com Deus, para com o pr\u00f3ximo e para conosco.<br \/>\n<strong>Como se manifesta a humildade?<\/strong><br \/>\nPara com Deus, manifesta-se a humildade, sobretudo de dois modos:<br \/>\n<strong>a) <\/strong>Pelo esp\u00edrito de religi\u00e3o, que honra em Deus a plenitude do ser e da perfei\u00e7\u00e3o. Daqui, nascem aqueles sentimentos de adora\u00e7\u00e3o, louvor, temor filial e amor. Sentimentos que brotam no cora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o somente na ora\u00e7\u00e3o, mas percebendo Nosso Senhor na beleza das obras naturais e nas sobrenaturais, onde vemos verdades com a participa\u00e7\u00e3o divina;<br \/>\n<strong>b)<\/strong> Pelo esp\u00edrito de gratid\u00e3o, que v\u00ea em Deus a fonte de todos os dons naturais e sobrenaturais, que admiramos em n\u00f3s e nos outros. Em vez de nos envaidecermos desses dons, referimos a Deus toda a honra que lhes \u00e9 devida, e reconhecemos que, muitas vezes, bem indigno foi o uso que deles fizemos.<br \/>\nPara com o pr\u00f3ximo, o princ\u00edpio que nos deve guiar \u00e9 este: ver o que Deus nele depositou de bem, sob o duplo aspecto natural e sobrenatural. Admir\u00e1-lo sem inveja nem ci\u00fame; lan\u00e7ar, ao contr\u00e1rio, um v\u00e9u sobre seus defeitos e escus\u00e1-los na medida do poss\u00edvel, ao menos quando n\u00e3o os temos que dirigir.<br \/>\nSe virmos o pr\u00f3ximo cair em qualquer falta, em vez de com isso nos indignarmos, oremos pela sua convers\u00e3o; e digamos sinceramente que, sem a gra\u00e7a de Deus, haver\u00edamos ca\u00eddo em faltas muito mais graves ainda.<br \/>\nPodemos, efetivamente, considerar, sobretudo, sen\u00e3o exclusivamente, o que h\u00e1 de bom nos outros e o que h\u00e1 de mau em n\u00f3s.<br \/>\nEm face de si mesmo, o homem \u00e9 juiz, e, quando se conhece a fundo, v\u00ea claramente que \u00e9 muito culpado e que h\u00e1 em si muitas tend\u00eancias m\u00e1s; donde conclui que se deve desprezar. Quanto aos outros, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 juiz nem o pode ser, visto n\u00e3o conhecer as suas inten\u00e7\u00f5es que s\u00e3o um dos elementos mais essenciais para julgar o seu procedimento; nem tampouco conhece a medida da gra\u00e7a que Deus lhe outorga. Julgando-nos, pois, severamente a n\u00f3s mesmos e n\u00e3o julgando os outros sen\u00e3o com benignidade, chegamos \u00e0 persuas\u00e3o pr\u00e1tica de que, afinal, nos devemos colocar abaixo de todos os outros.<br \/>\nPara conosco, eis o princ\u00edpio que devemos seguir, sem deixarmos de reconhecer o bem que h\u00e1 em n\u00f3s. Para darmos gra\u00e7as a Deus, devemos, sobretudo, considerar o que h\u00e1 de defeituoso, o nosso nada, a nossa incapacidade, o nosso pecado, a fim de nos conservarmos habitualmente em sentimentos de humilha\u00e7\u00e3o e confus\u00e3o.<br \/>\n<strong>Humildade de cora\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\n\u00c0 luz deste princ\u00edpio, mais facilmente praticaremos a humildade, que se deve estender ao homem todo: ao esp\u00edrito, ao cora\u00e7\u00e3o, ao exterior.<br \/>\nHumildade de esp\u00edrito: N\u00e3o exagerar os nossos talentos, mas nos humilhar de havermos t\u00e3o mal aproveitado os que Nosso Senhor nos deu. N\u00e3o procurar brilhar, nem atrair a estima dos homens, mas ser \u00fatil e fazer o bem. \u201cServir-se da Palavra de Deus e das coisas divinas para adquirir honra e estima \u00e9 um sacril\u00e9gio!\u201d (S\u00e3o Vicente de Paulo).<br \/>\nPraticar a docilidade intelectual, submetendo-se n\u00e3o s\u00f3 as decis\u00f5es oficiais da Igreja, mas aceitando at\u00e9 cordialmente as dire\u00e7\u00f5es pontif\u00edcias, ainda quando n\u00e3o infal\u00edveis, dizendo-nos que h\u00e1 mais sabedoria nessas resolu\u00e7\u00f5es que em nossos pr\u00f3prios ju\u00edzos.<br \/>\nA humildade de cora\u00e7\u00e3o exige que n\u00e3o procuremos a gl\u00f3ria nem as honras, mas prefiramos o \u00faltimo lugar, o esquecimento. \u201cN\u00e3o devemos jamais lan\u00e7ar os olhos nem os fixar no que h\u00e1 de bom em n\u00f3s, mas nos aplicar a conhecer o que h\u00e1 de mau e defeituoso, e \u00e9 esse um grande meio para conservar a humildade\u201d. (S. Vicente de Paulo)<br \/>\nA humildade exterior n\u00e3o deve ser mais que a manifesta\u00e7\u00e3o dos sentimentos interiores, muito embora os atos exteriores nos ajudem a robustecer os atos interiores: ter uma casa simples, usar roupas modestas, procurar estar limpo. O porte, o andar, a fisionomia, o modo de proceder modesto e humilde sem afeta\u00e7\u00e3o, o trabalho manual, o conserto de roupas e cal\u00e7ados ajudam a produzir esse resultado. A condescend\u00eancia com os outros, defer\u00eancia e cortesia. Nas conversa\u00e7\u00f5es, leva-nos a humildade a deixar falar os outros sobre as coisas que os interessam, e a falar pouco da nossa parte. Sobretudo, impede de falar de si mesmo e de tudo quanto se refere ao eu: \u00e9 preciso ser santo, para poder falar mal de si sem pensamento reservado; e falar bem de si n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o vaidade e orgulho.<br \/>\nA humildade \u00e9, pois, uma virtude muito pr\u00e1tica e santificadora, que abra\u00e7a o homem todo inteiramente; ajuda-nos a praticar as demais virtudes, sobretudo a mansid\u00e3o.<br \/>\nConte\u00fado baseado no livro <b>COMP\u00caNDIO DE TEOLOGIA ASC\u00c9TICA E M\u00cdSTICA<\/b> \u2013 Autor Adolf Tanquerey<br \/>\nPor <i>Roger de Carvalho<\/i>, via <i>Can\u00e7\u00e3o Nova<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exemplo<\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":72403,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[4293,5036,5539,10136],"class_list":["post-72401","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-exemplo","tag-humilde","tag-jesus","tag-virtude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72401","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72401"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72401\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72401"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72401"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72401"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}