{"id":72669,"date":"2018-09-03T17:00:27","date_gmt":"2018-09-03T20:00:27","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=72669"},"modified":"2018-09-03T17:00:27","modified_gmt":"2018-09-03T20:00:27","slug":"voce-tem-uma-familia-perfeitamente-imperfeita-entao-voce-esta-com-sorte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/voce-tem-uma-familia-perfeitamente-imperfeita-entao-voce-esta-com-sorte\/","title":{"rendered":"Voc\u00ea tem uma fam\u00edlia \u201cperfeitamente imperfeita\u201d? Ent\u00e3o voc\u00ea est\u00e1 com sorte"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter \" src=\"https:\/\/i66.tinypic.com\/2u8xmqx.jpg\" \/><br \/>\nGeralmente experimentamos uma avalia\u00e7\u00e3o de nosso papel como pais no final da nossa vida.<br \/>\nSomente quando enfrentamos nossas \u00faltimas horas, percebemos que fizemos o melhor que conseguimos para criar nossos filhos, que n\u00f3s realmente lhes demos uma boa inf\u00e2ncia.<br \/>\nMas por que demora mais de 60 anos para pensarmos nisso? Por que n\u00e3o nos sentirmos orgulhosos do fato de que podemos ter uma \u201cfam\u00edlia perfeitamente imperfeita\u201d muito mais cedo?<br \/>\nO pedagogo e professor de filosofia espanhola Gregorio Luri lembra o momento preciso em que ele examinou seu trabalho como pai e descobriu que, mesmo que ele n\u00e3o fosse um pai modelo em todos os sentidos, ele ainda era um bom pai.<br \/>\nEle conta que ele estava fazendo o jantar quando ouviu seus filhos (agora casados \u200b\u200be com filhos) rindo de forma alucinante enquanto contavam hist\u00f3rias sobre suas experi\u00eancias mais memor\u00e1veis dele como pai.<br \/>\n\u201cEu voltei para o fog\u00e3o bastante feliz, porque, de repente, eu descobri na risada deles algo muito importante: que todas as coisas com as quais eu n\u00e3o estava muito orgulhoso n\u00e3o deixaram feridas em meus filhos, mas deram-lhes alimento para o humor. Parecia que esta era uma prova magn\u00edfica do que um bom pai \u00e9 \u2013 isto \u00e9, um pai normal e imperfeito. A partir desse dia, comecei a fazer as pazes com minhas imperfei\u00e7\u00f5es passadas\u201d.<br \/>\nLuri expande esse foco no amor atrav\u00e9s da imperfei\u00e7\u00e3o em seu livro Elogio de las Familias Sensatamente Imperfectas.<br \/>\nEle explica: \u201cA crian\u00e7a que cresce sabendo que ela pode ser amada apesar de suas imperfei\u00e7\u00f5es (n\u00e3o por causa delas) aprende a suavizar suas pequenas falhas para merecer o amor que ela recebe. Claro, ela sempre ter\u00e1 alguma imperfei\u00e7\u00e3o ou outra, mas \u00e9 um sinal de amor rec\u00edproco quando algu\u00e9m se torna disposto a melhorar para merecer o afeto do outro\u201d.<br \/>\nLuri diz que \u00e9 dentro da fam\u00edlia normal que vemos as diferentes vers\u00f5es de n\u00f3s mesmos (as boas e as m\u00e1s), onde aprendemos a seguir as melhores vers\u00f5es de n\u00f3s mesmos e onde formamos h\u00e1bitos de autocontrole e liberdade respons\u00e1vel.<br \/>\nEle nos lembra que nossa \u201cfam\u00edlia normal\u201d \u00e9 o maior lugar de solidariedade natural que jamais conheceremos em nossa vida. Numa fam\u00edlia imperfeita, mas saud\u00e1vel, \u201ca solidariedade n\u00e3o \u00e9 negoci\u00e1vel. \u00c9 livre de negocia\u00e7\u00f5es e t\u00e1ticas. Permanece s\u00f3lida quando tudo muda\u201d.<br \/>\nLuri estabelece uma s\u00e9rie de \u201cdireitos\u201d que toda crian\u00e7a em uma fam\u00edlia \u201cperfeitamente imperfeita\u201d deveria ter:<br \/>\n<strong>Ficar distra\u00eddo, mas nem sempre de forma passiva<\/strong><br \/>\nUma crian\u00e7a que s\u00f3 se diverte consumindo os produtos oferecidos por uma tela ignora que ela \u00e9 capaz de se propor a realizar atividades divertidas. Ela esquece que pode se mover, investigar coisas, fazer exerc\u00edcios, estabelecer metas e se esfor\u00e7ar para alcan\u00e7\u00e1-las, aproveitando o sucesso, e assim por diante.<br \/>\n<strong>Aprender a pensar falando sobre os motivos<\/strong><br \/>\nSe queremos ajudar nossos filhos a pensar, vamos dialogar com eles, porque nada estimula tanto o c\u00e9rebro quanto a boa conversa. O di\u00e1logo que ensina as crian\u00e7as a pensar \u00e9 o que chega aos \u201cmotivos\u201d. Quando dialogamos, aprofundamos as raz\u00f5es pelas quais os demais agem; quando pensamos, tamb\u00e9m entramos em nossas pr\u00f3prias raz\u00f5es. Os motivos s\u00e3o expressos em argumentos, enquanto as opini\u00f5es s\u00e3o baseadas apenas em nossa pr\u00f3pria perspectiva.<br \/>\n<strong>Aprender a desfrutar do sil\u00eancio e da interioridade<\/strong><br \/>\nSe n\u00e3o podemos lidar com o sil\u00eancio, como vamos aprender a nos ouvir? N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil aprender a ficar com nossos pr\u00f3prios pensamentos se nos aborrecemos por estar sozinhos. Concentrar-se exige esfor\u00e7o, mas o pr\u00eamio \u00e9 melhor autoconsci\u00eancia e autocontrole. O sil\u00eancio, a capacidade de desfrutar o sil\u00eancio, \u00e9 uma atividade; n\u00e3o \u00e9 apenas ficar quieto. \u00c9 uma atividade que nos ajuda a entrar em n\u00f3s mesmos.<br \/>\n<strong>Conhecer os valores da sua fam\u00edlia observando seus pais<\/strong><br \/>\nNossos filhos sabem muito bem quando estamos moralizando e quando estamos agindo de acordo com nossas convic\u00e7\u00f5es. No primeiro caso, eles nos veem em um pedestal, pregando-lhes sobre o que eles t\u00eam e o que n\u00e3o t\u00eam que fazer. No segundo caso, eles veem que estamos mostrando nossa estatura moral exata e estamos ensinando o que fazemos e o que somos\u2026 e \u00e9 quando somos mais dignos de confian\u00e7a. N\u00f3s ensinamos nossos filhos a maneira como manter uma casa limpa com o estado da geladeira ou do lixo, com a maneira como fazemos nossas camas todos os dias, com os rituais das nossas refei\u00e7\u00f5es etc. Umberto Eco disse que \u201csomos o que nossos pais nos ensinaram quando n\u00e3o estavam tentando nos ensinar nada\u201d. N\u00f3s educamos por osmose.<br \/>\n<strong>Aceitar que voc\u00ea nem sempre consegue o que deseja <\/strong><br \/>\nA vida tamb\u00e9m \u00e9 imperfeita, assim como os pais.<br \/>\n<strong>Usar as palavras m\u00e1gicas<\/strong><br \/>\n\u201cPor favor\u201d, \u201cobrigado\u201d, \u201cdesculpe\u201d, e \u201ceu confio\u201d s\u00e3o as palavras m\u00e1gicas, a \u201cestrutura b\u00e1sica da cordialidade\u201d. Tamb\u00e9m s\u00e3o palavras m\u00e1gicas porque facilitam as rela\u00e7\u00f5es sociais, ent\u00e3o \u00e9 muito ruim n\u00e3o us\u00e1-las.<br \/>\n<strong>Navegar em alto mar<\/strong><br \/>\nAs crian\u00e7as s\u00e3o como barcos, e \u00e9 claro que elas encontram seguran\u00e7a no porto, mas precisamos insistir para que elas n\u00e3o sejam feitas para ficar ancoradas, mas para navegar em \u00e1guas mais profundas e enfrentar a vida por conta pr\u00f3pria.<br \/>\nDevemos confiar nos nossos filhos, embora estejamos muito conscientes de suas fraquezas e dos perigos potenciais que poderiam enfrentar. Precisamos confiar neles porque n\u00e3o ir\u00e3o crescer de outra forma.<br \/>\nGregorio Luri conclui explicando: \u201cH\u00e1 muitas dificuldades e n\u00e3o somos t\u00e3o s\u00e1bios, mas tenho que dizer que quando voc\u00ea tem seu neto ao seu lado e voc\u00ea olha para tr\u00e1s, voc\u00ea descobre com alguma satisfa\u00e7\u00e3o que sua vida familiar tem sentido. Um dia voc\u00ea aceitou que ser um bom pai significava ensinar seus filhos a viver sem voc\u00ea, e agora voc\u00ea descobre que eles conseguiram devolver o amor que receberam. E para um pai imperfeito, n\u00e3o h\u00e1 pre\u00e7o na satisfa\u00e7\u00e3o \u00edntima que isso d\u00e1\u201d.<br \/>\nVia <i>Aleteia<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relacionamento<\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":72671,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[51,8343,9431],"class_list":["post-72669","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-familia","tag-relacionamento","tag-solidariedade-2"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72669","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72669"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72669\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72669"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72669"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72669"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}