{"id":72745,"date":"2018-09-11T11:00:17","date_gmt":"2018-09-11T14:00:17","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=72745"},"modified":"2018-09-11T11:00:17","modified_gmt":"2018-09-11T14:00:17","slug":"sua-felicidade-depende-dos-elogios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/sua-felicidade-depende-dos-elogios\/","title":{"rendered":"Sua felicidade depende dos elogios?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter \" src=\"https:\/\/i66.tinypic.com\/2s1sx75.jpg\" \/><br \/>\n\u00c9 muito bom receber um elogio! Essa \u00e9 a forma mais singela de demonstra\u00e7\u00e3o do reconhecimento do nosso trabalho, do nosso esfor\u00e7o, da nossa dedica\u00e7\u00e3o. Ganhamos \u00e2nimo para fazer mais e talvez at\u00e9 melhor. Contudo, por vezes, essa anima\u00e7\u00e3o \u00e9, na verdade, uma busca pela aprova\u00e7\u00e3o do outro, que pode ser prejudicial para nossa caminhada crist\u00e3.<br \/>\nImagine que voc\u00ea come\u00e7ou, hoje, em um novo emprego. Como uma forma de fazer amizade com os novos colegas, voc\u00ea decide preparar um caf\u00e9, pois sabe que \u00e9 muito bom nessa pr\u00e1tica (talvez, at\u00e9 teria sido um barista bem-sucedido). No primeiro dia, s\u00e3o diversos os elogios: \u201cmaravilhoso\u201d, \u201cinigual\u00e1vel\u201d, \u201cincr\u00edvel\u201d entre outros. Orgulhoso por agradar tanto aos novos colegas, no dia seguinte, voc\u00ea prepara novamente o caf\u00e9 e os elogios se repetem. Acontece que, no terceiro dia, para sua surpresa, s\u00e3o poucos os elogios. Por qu\u00ea?<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 porque seu trabalho perdeu a qualidade, porque sua dedica\u00e7\u00e3o diminuiu ou seu talento n\u00e3o foi suficiente. No exemplo, o caf\u00e9 estava t\u00e3o bom quanto nos outros dias. Seu caf\u00e9 \u00e9 \u00f3timo e voc\u00ea j\u00e1 sabia disso, todos j\u00e1 lhe haviam dito. Todo e qualquer elogio, a partir de agora, \u00e9 mera vaidade. N\u00f3s devemos ficar atentos para que nossas a\u00e7\u00f5es n\u00e3o se tornem uma busca vazia pelo reconhecimento do outro. Elogios nos d\u00e3o \u00e2nimo, \u00e9 claro, mas n\u00e3o podem ser a motiva\u00e7\u00e3o de nossas obras.<br \/>\nSe deixar que sua vida se torne uma incessante busca por elogios, uma persegui\u00e7\u00e3o constante do reconhecimento dos homens, voc\u00ea estar\u00e1 muito pr\u00f3ximo dos mestres da lei que Jesus revelou a hipocrisia \u00e0s multid\u00f5es, como aqueles que \u201cfazem todas as suas a\u00e7\u00f5es s\u00f3 para serem vistos pelos outros\u201d (Mt 23, 5). Quando toda obra da tua vida \u00e9 pretexto para receber mais e mais elogios, \u00e9 sinal de que se esqueceu desta t\u00e3o valiosa li\u00e7\u00e3o: \u201cQuem se exaltar ser\u00e1 humilhado, e quem se humilhar ser\u00e1 exaltado\u201d (Mt 23,12).<br \/>\nE esse anseio pelo elogio nos desvia para uma vida miser\u00e1vel, porque buscamos uma recompensa sem valor. Seria como viver o tormento do rico da par\u00e1bola, mas ainda em vida. Lembra-se dele? Em vida, vestia-se de p\u00farpura e de linho fino, vivia no luxo todos os dias, mas, na morte, implorava para que L\u00e1zaro molhasse a ponta do dedo na \u00e1gua e refrescasse sua l\u00edngua (cf. Lc 16,19-31). \u00c9 bem assim que nos acontece, mas o tormento ocorre em vida, quando ansiamos que o outro nos diga um elogio, nem precisa ser sincero, \u00e9 s\u00f3 para saciar nossa car\u00eancia, \u00e9 s\u00f3 uma ponta de dedo molhado.<br \/>\n<strong>Busquemos amor em vez de elogios<\/strong><br \/>\nSe h\u00e1 algo o que buscar em vida, que nos enche e conforta, \u00e9 o amor. E pelo amor o caminho \u00e9 inverso, n\u00e3o \u00e9 uma busca para n\u00f3s mesmos o tempo todo. Nas palavras do Papa Francisco: \u201cQuem ama n\u00e3o s\u00f3 evita falar muito de si mesmo, mas, porque est\u00e1 centrado nos outros, sabe manter-se no seu lugar sem pretender estar no centro. [\u2026] Por outras palavras, alguns se julgam grandes, porque sabem mais do que os outros, dedicando-se a impor-lhes exig\u00eancias e a control\u00e1-los; quando, na realidade, o que nos faz grandes \u00e9 o amor que compreende, cuida, integra, est\u00e1 atento aos fracos\u201d.<br \/>\nN\u00e3o sei se voc\u00ea tem forte em si alguma virtude ou se a pr\u00e1tica lhe recompensou com a facilidade; talvez o estudo tenha lhe trazido muito conhecimento ou mesmo a experi\u00eancia lhe concedeu sabedoria. Seja como for, que suas obras busquem sempre o bem do seu irm\u00e3o e nunca o reconhecimento do obreiro. Como S\u00e3o Josemar\u00eda Escriv\u00e1 nos ensina: \u201cN\u00e3o queiras ser como aquele catavento dourado do grande edif\u00edcio; por muito que brilhe e por mais alto que esteja, n\u00e3o conta para a solidez da obra. Oxal\u00e1, sejas como um velho silhar oculto nos alicerces, debaixo da terra, onde ningu\u00e9m te veja; por ti n\u00e3o desabar\u00e1 a casa\u201d.<br \/>\nQue possamos receber os elogios de cora\u00e7\u00e3o aberto, que, por nossas obras, os mere\u00e7amos, mas, no fim das contas, tenhamos em abund\u00e2ncia o amor para com o pr\u00f3ximo, e que cada obra realizada seja sempre para servir. Que os elogios vazios n\u00e3o nos ceguem nem escravizem, nem a mim nem a voc\u00eas. Que assim seja.<br \/>\n<strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><br \/>\nB\u00cdBLIA SAGRADA. Tradu\u00e7\u00e3o da CNBB, 18 ed. Editora Can\u00e7\u00e3o Nova.<br \/>\nPAPA FRANCISO. Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica P\u00f3s-Sinodal Amoris L\u00e6titia. Roma, 19 mar. 2016.<br \/>\nPor <i>Luis Gustavo Conde<\/i> (Via <i>Can\u00e7\u00e3o Nova<\/i>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reconhecimento<\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":72747,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[695,2434,3891,4442,8210],"class_list":["post-72745","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-amor","tag-conhecimento","tag-elogios","tag-felicidade","tag-reconhecimento"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72745","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72745"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72745\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72745"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72745"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72745"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}