{"id":75466,"date":"2019-03-13T09:23:05","date_gmt":"2019-03-13T12:23:05","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=75466"},"modified":"2019-03-13T09:23:05","modified_gmt":"2019-03-13T12:23:05","slug":"como-lutar-contra-o-complexo-de-culpa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/como-lutar-contra-o-complexo-de-culpa\/","title":{"rendered":"Como lutar contra o complexo de culpa?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter \" src=\"http:\/\/i65.tinypic.com\/14ues0l.jpg\" \/><br \/>\nNo meu consult\u00f3rio, deparo com muitas formas de sentimentos de culpa, especialmente em pessoas que desenvolveram uma condi\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade em sua consci\u00eancia. E isso as torna as mais duras ju\u00edzas de si mesmas.<br \/>\nS\u00e3o pessoas que chegaram a desenvolver doen\u00e7as psicossom\u00e1ticas (sistema imunol\u00f3gico enfraquecido, problemas cardiovasculares, desconforto gastrointestinal, dor generalizada etc.) e mental (\u00f3dio de si, depress\u00e3o, ansiedade), por n\u00e3o serem capazes de distinguir entre as a\u00e7\u00f5es pelas quais s\u00e3o verdadeiramente respons\u00e1veis e aquelas que correspondem ao seu dist\u00farbio de personalidade.<br \/>\nS\u00e3o pessoas que podem acabar prejudicando seriamente seus relacionamentos familiares.<br \/>\nEsta \u00e9 uma dessas hist\u00f3rias:<br \/>\nBasta come\u00e7ar o dia e come\u00e7a na minha cabe\u00e7a uma espiral de sentimentos e pensamentos com um tom de autocensura e culpa. Eu n\u00e3o sei o que \u00e9 ser capaz de descansar de mim mesma.<br \/>\nQuem me contou isso foi uma jovem mulher com um bom casamento e dois filhos. Ela parecia ter tudo que pudesse desejar, mas n\u00e3o era bem assim.<br \/>\nNa terapia, vimos que ela teria de enfrentar e superar tr\u00eas feridas que inconscientemente permaneciam abertas.<br \/>\nA <strong>primeira<\/strong>: desde crian\u00e7a, ela tinha sido ensinada a se sentir culpada por atos insignificantes que naturalmente n\u00e3o deveriam t\u00ea-la perturbado, por serem circunst\u00e2ncias normais de sua idade, ou por serem atos aos quais ela n\u00e3o poderia ter controle, porque n\u00e3o eram em absoluto responsabilidade dela.<br \/>\nEle lembrou que, quando tentava seguir o que lhe era ordenado, \u00e0s vezes esquecia ou fazia de forma errada, e por isso era tachada de desobediente, e recebia castigos severos, que faziam com ela se sentisse insegura com suas atitudes.<br \/>\nA <strong>segunda<\/strong>: quando ela era adolescente, seus pais se divorciaram, o que elevou ainda mais sua inseguran\u00e7a, dando-lhe a impress\u00e3o de que eles nunca a haviam amado e de que definitivamente n\u00e3o se importavam com ela.<br \/>\nA <strong>terceira<\/strong>: seus irm\u00e3os, longe de resolverem positivamente suas vidas, haviam ca\u00eddo nas garras do v\u00edcio, e ela se sentia impotente por n\u00e3o poder ajud\u00e1-los, sofrendo por isso.<br \/>\nComo os conte\u00fados apreendidos na etapa da inf\u00e2ncia s\u00e3o decisivos na vida psicol\u00f3gica de adultos, sobretudo em refer\u00eancia aos sentimentos de culpa, faz-se necess\u00e1rio formar e trabalhar a consci\u00eancia moral, cuidando que ideias, pensamentos, pontos de vista sobre Deus, o bem e o mal sejam os corretos. Sobretudo o que \u00e9 e o que n\u00e3o \u00e9 de sua responsabilidade.<br \/>\nPor isso, a solu\u00e7\u00e3o radical que se apresentou foi assentar as bases de uma personalidade equilibrada, adquirindo a capacidade de fazer ju\u00edzos corretos. A proposta foi uma \u00e1rdua, mas eficaz, tarefa de forma\u00e7\u00e3o de sua consci\u00eancia moral, que a ajudaria a sanar as tr\u00eas dimens\u00f5es danificadas de sua personalidade.<br \/>\nSobre a corre\u00e7\u00e3o de sentimentos de culpa apreendidos desde a inf\u00e2ncia:<br \/>\n<strong>*<\/strong> Tornar-se consciente de suas emo\u00e7\u00f5es, sendo capaz de se perguntar: O que eu sinto quando penso, ajo ou decido sobre tal coisa? Por que meus sentimentos negativos?<br \/>\n<strong>*<\/strong> Ser capaz de analisar seus sentimentos: Por que sinto isso? O que sinto \u00e9 razo\u00e1vel?<br \/>\n<strong>*<\/strong> Conseguir identificar a sua vontade. Qual \u00e9 a minha verdadeira inten\u00e7\u00e3o ao agir? Como minhas a\u00e7\u00f5es se relacionam com meus sentimentos?<br \/>\nA partir dessa nova perspectiva, buscamos assimilar o div\u00f3rcio dos pais dela:<br \/>\nTentando compreend\u00ea-los em suas limita\u00e7\u00f5es, para n\u00e3o seguir presa no c\u00edrculo vicioso de ressentimento e autopiedade.<br \/>\nContinuar superando-se para agradecer-lhes pelo dom da vida, sem ser afetada pelo passado.<br \/>\nConstruir a partir do amor da sua pr\u00f3pria fam\u00edlia uma auto-estima saud\u00e1vel.<br \/>\nPedir a solu\u00e7\u00e3o definitiva atrav\u00e9s de sua espiritualidade, para encontrar o significado mais profundo de sua exist\u00eancia.<br \/>\nEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0 infelicidade dos irm\u00e3os:<br \/>\nA caridade n\u00e3o implica ser injusto consigo mesmo. A vida de seus irm\u00e3os \u00e9, em termos de liberdade pessoal, apenas responsabilidade deles.<br \/>\nSentir-se culpada pela vida deles \u00e9 assumir um peso que, em \u00faltima an\u00e1lise, n\u00e3o lhe corresponde.<br \/>\nDiante de situa\u00e7\u00f5es persistentemente dolorosas e injustas em que os irm\u00e3os levam suas vidas, \u00e9 conveniente ajud\u00e1-los na medida do poss\u00edvel, mas a partir de uma dist\u00e2ncia segura que lhe permita viver sua pr\u00f3pria, sem uma polui\u00e7\u00e3o emocional que a impe\u00e7a de se entregar plenamente a seu marido e filhos.<br \/>\nFinalmente, e o mais importante: aprender a reconhecer os verdadeiros erros para se tornar respons\u00e1vel e amadurecer, porque h\u00e1 sentimentos que s\u00e3o \u00fateis, j\u00e1 que atrav\u00e9s da desaprova\u00e7\u00e3o pessoal surgem fortes raz\u00f5es para uma conduta de maior supera\u00e7\u00e3o, tomando a firme decis\u00e3o de aderir ao que vale a pena.<br \/>\nVia <i>Aleteia<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Terapia<\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[2827,9128,9633],"class_list":["post-75466","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos","tag-culpa","tag-sentimentos","tag-terapia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75466","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=75466"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75466\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=75466"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=75466"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=75466"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}