{"id":77048,"date":"2019-07-17T07:50:36","date_gmt":"2019-07-17T10:50:36","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=77048"},"modified":"2019-07-17T07:50:36","modified_gmt":"2019-07-17T10:50:36","slug":"santa-se-fazer-mais-para-combater-a-fome-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/santa-se-fazer-mais-para-combater-a-fome-no-mundo\/","title":{"rendered":"Santa S\u00e9: fazer mais para combater a fome no mundo"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter \" src=\"http:\/\/i67.tinypic.com\/2yljyhu.jpg\" \/><br \/>\n&#8220;A humanidade n\u00e3o cumpriu suficientemente seu dever pelos irm\u00e3os mais pobres&#8221;. Com estas palavras, Mons. Fernando Chica Arellano, Observador Permanente da Santa S\u00e9 junto \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o (FAO), ao Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agr\u00edcola (FIDA) e ao Programa Mundial de Alimentos (PAM), comenta o relat\u00f3rio de 2019 sobre o estado da seguran\u00e7a alimentar e nutricional no mundo. O documento foi apresentado na ter\u00e7a-feira, 16, em Nova York, por cinco ag\u00eancias da ONU: FAO, FIDA, UNICEF (Fundo para a Inf\u00e2ncia), PAM e OMS (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade). O relat\u00f3rio faz parte do monitoramento dos progressos em dire\u00e7\u00e3o ao segundo Objetivo de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS) &#8211; &#8220;Fome Zero&#8221; &#8211; que visa derrotar a fome, promover a seguran\u00e7a alimentar e colocar fim a todas as formas de desnutri\u00e7\u00e3o at\u00e9 2030.<br \/>\n<strong>Os n\u00fameros da crueldade da fome<\/strong><br \/>\nPelo terceiro ano consecutivo, a fome no mundo n\u00e3o d\u00e1 sinais de decl\u00ednio: em 2018, cerca de 820 milh\u00f5es de pessoas n\u00e3o tinham comida suficiente, em compara\u00e7\u00e3o aos 811 milh\u00f5es do ano anterior. As crian\u00e7as com baixo peso ao nascer s\u00e3o 20,5 milh\u00f5es (1 em cada 7), as crian\u00e7as com menos de 5 anos com desnutri\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica s\u00e3o 148,9 milh\u00f5es e aquelas que sofrem de desnutri\u00e7\u00e3o aguda s\u00e3o 49,5 milh\u00f5es. A fome est\u00e1 aumentando, de modo particular, em pa\u00edses onde o crescimento econ\u00f4mico est\u00e1 ficando para tr\u00e1s, com baixa renda m\u00e9dia e aqueles cuja renda depende do com\u00e9rcio internacional de mat\u00e9rias-primas.<br \/>\nEm contraposi\u00e7\u00e3o a esta triste realidade, o relat\u00f3rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas tamb\u00e9m revela que no mundo est\u00e1 em aumento a obesidade e o n\u00famero de pessoas com excesso de peso, particularmente entre crian\u00e7as em idade escolar e adultos; e que as probabilidades de inseguran\u00e7a alimentar s\u00e3o maiores entre mulheres do que entre os homens, em todos os continentes, com a maior diferen\u00e7a na Am\u00e9rica Latina.<br \/>\n&#8220;O relat\u00f3rio &#8211; continua Mons. Fernando Chica Arellano na entrevista concedida ao Vatican News &#8211; est\u00e1 nos dizendo que as pessoas por tr\u00e1s desses n\u00fameros n\u00e3o t\u00eam um presente sereno nem um futuro luminoso&#8221;. &#8220;A comunidade internacional realmente deveria fazer mais &#8211; ressalta &#8211; falta a vontade, sobretudo em remover as causas devidas ao homem, como os conflitos, a crise econ\u00f4mica e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas&#8221;.<br \/>\n<strong>O grito de ajuda que vem da \u00c1sia e da \u00c1frica<\/strong><br \/>\nO maior n\u00famero de pessoas subnutridas (mais de 500 milh\u00f5es) vive na \u00c1sia, principalmente na parte sul. Tamb\u00e9m na \u00c1frica, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 extremamente alarmante, com as mais altas taxas de fome no mundo, que continuam a aumentar lentamente, mas de forma constante, em quase todas as regi\u00f5es.<br \/>\nEm particular, na \u00c1frica Oriental, cerca de um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o (30,8%) est\u00e1 subnutrida. Al\u00e9m do clima e dos conflitos, o aumento \u00e9 favorecido pelas crises econ\u00f4micas. O Observador Permanece junto \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es e organismos das Na\u00e7\u00f5es Unidas para alimenta\u00e7\u00e3o e a agricultura, enfatiza que &#8220;todos podemos fazer algo para combater a fome&#8221;, antes de tudo n\u00e3o desperdi\u00e7ando alimentos e n\u00e3o cedendo \u00e0 indiferen\u00e7a, como os personagens da par\u00e1bola do &#8220;bom samaritano&#8221;. &#8220;A comunidade internacional &#8211; acrescenta &#8211; deve crescer em solidariedade, porque a solidariedade, o investimento na paz, s\u00e3o uma forma de lutar contra a fome&#8221;.<br \/>\n<strong>Entrevista com Mons. Fernando Chica Arellano<\/strong><br \/>\nR. &#8211; Este relat\u00f3rio nos diz que a humanidade n\u00e3o cumpriu suficientemente o seu dever em rela\u00e7\u00e3o aos nossos irm\u00e3os mais pobres. A fome continua a aumentar. Isso evidencia &#8211; eu diria &#8211; a grandeza do desafio de atingir a meta de desenvolvimento sustent\u00e1vel &#8220;Fome zero&#8221;, at\u00e9 2030. Portanto, significa que devemos trabalhar mais para melhor cumprir nosso dever como comunidade internacional e, sobretudo como pessoas, tamb\u00e9m em n\u00edvel individual. Os n\u00fameros s\u00e3o realmente muito eloquentes. Falemos da \u00c1sia: 513,9 milh\u00f5es de pessoas famintas. Falemos da \u00c1frica: 256,1 milh\u00f5es de pessoas. Na Am\u00e9rica Latina 42,5 milh\u00f5es. Mas o relat\u00f3rio enfatiza n\u00e3o apenas a crueldade da fome, mas tamb\u00e9m outro aspecto: a obesidade. Os adultos obesos do mundo s\u00e3o 672 milh\u00f5es, 13%, ou uma pessoa em cada oito. Portanto, o problema n\u00e3o \u00e9 somente a desnutri\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m a m\u00e1 nutri\u00e7\u00e3o. O relat\u00f3rio, na verdade, est\u00e1 nos dizendo que as pessoas que est\u00e3o por tr\u00e1s desses n\u00fameros n\u00e3o t\u00eam um presente sereno nem um futuro luminoso. A comunidade internacional realmente deveria fazer mais. Falta a vontade, sobretudo na remo\u00e7\u00e3o das causas devidas ao homem, como os conflitos, a crise econ\u00f4mica e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Esses tr\u00eas continuam a ser os fatores que produzem esses flagelos.<br \/>\n<strong>A aten\u00e7\u00e3o aos \u00faltimos, a quem sofre, \u00e9 um tema muito caro ao Papa Francisco. Como \u00e9 poss\u00edvel promover, tamb\u00e9m nas pequenas coisas, uma transforma\u00e7\u00e3o estrutural inclusiva?<\/strong><br \/>\nR. &#8211; Todos podemos fazer algo para lutar contra a fome. Primeiro de tudo, n\u00e3o desperdi\u00e7ar comida; depois, n\u00e3o passar, como fez o sacerdote ou o levita, diante do pobre fechando os olhos ou n\u00e3o ouvindo o grito dos famintos. Isso a n\u00edvel pessoal. A n\u00edvel paroquial e de outras ONGs, tantas coisas belas est\u00e3o sendo feitas, h\u00e1 bonitas iniciativas. Mas se pode fazer mais. Esse relat\u00f3rio \u00e9 um impulso para fazer mais. Depois a comunidade internacional deve crescer em solidariedade, porque a solidariedade, o investimento na paz \u00e9 uma forma de lutar contra a fome. Se n\u00f3s n\u00e3o derrotarmos a fome, todos os outros objetivos de desenvolvimento sustent\u00e1vel da Agenda 2030, acredito que n\u00e3o poder\u00e3o ser alcan\u00e7ados. O objetivo n\u00famero um e o objetivo n\u00famero dois s\u00e3o fundamentais para alcan\u00e7ar os outros 15 objetivos, que todos juntos sintetizam dizendo que n\u00e3o devemos deixar ningu\u00e9m para tr\u00e1s. O Papa Francisco, no dia 27 de junho, recebeu a Confer\u00eancia da FAO dizendo que este \u00e9 um problema que deve envolver a todos, porque o sofrimento de uma pessoa \u00e9 o sofrimento de todos. Ele tamb\u00e9m fez um apelo ao bom uso da \u00e1gua, sobretudo na produ\u00e7\u00e3o de alimentos e em sua distribui\u00e7\u00e3o mais justa, porque enquanto h\u00e1 pa\u00edses onde a comida est\u00e1 avan\u00e7ando, sobretudo na \u00c1frica existem regi\u00f5es inteiras onde, pelo contr\u00e1rio, ela est\u00e1 faltando. Essa desigualdade \u00e9 verdadeiramente cruel.<br \/>\nVia <i>Vatican News<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio <\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[4590,6856,6866,9887],"class_list":["post-77048","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","tag-fome","tag-oms","tag-onu","tag-unicef"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77048","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=77048"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77048\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=77048"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=77048"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=77048"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}