{"id":78188,"date":"2019-09-23T09:43:25","date_gmt":"2019-09-23T12:43:25","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=78188"},"modified":"2019-09-23T09:43:25","modified_gmt":"2019-09-23T12:43:25","slug":"depressao-o-que-faz-a-vida-parecer-tao-sem-sentido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/depressao-o-que-faz-a-vida-parecer-tao-sem-sentido\/","title":{"rendered":"Depress\u00e3o: O que faz a vida parecer t\u00e3o sem sentido?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/i.ibb.co\/WxvX0qS\/web2-emotionally-depressed-young-male-is-sitting-on-the-floor-with-his-hands-on-the-head-shutterstock-320788322.jpg\" alt=\"web2-emotionally-depressed-young-male-is-sitting-on-the-floor-with-his-hands-on-the-head-shutterstock-320788322\" \/><br \/>\nO que faz a vida parecer t\u00e3o frequentemente sem sentido a uma pessoa?\u201d Esta \u00e9 uma pergunta que voc\u00ea j\u00e1 pode ter se feito durante algum tempo, ou que esteja se fazendo agora. O que para os p\u00e1ssaros \u00e9 a muda \u2013 \u00e9poca em que trocam de plumagem, os tempos dif\u00edceis \u2013, a depress\u00e3o \u00e9 para os seres humanos.<br \/>\n<strong>Uma vis\u00e3o diferenciada<\/strong><br \/>\nTalvez tenhamos um conceito muito negativo desta que se tornou a doen\u00e7a dos \u00faltimos tempos. Por isso, gostaria de propor-lhes uma vis\u00e3o diferenciada, um outro modo de encarar o que para n\u00f3s possa ser sin\u00f4nimo apenas de fracasso. Acredito que muitos frutos podem ser colhidos nesse tempo; lembro-me agora de algumas frutas pr\u00f3prias do inverno e de como alegram os dias chuvosos e sombrios. Passada essa \u00e9poca, permanece a lembran\u00e7a, n\u00e3o das chuvas e do frio, mas dos frutos da esta\u00e7\u00e3o.<br \/>\nPor\u00e9m, antes de falarmos mais sobre este assunto, \u00e9 imprescind\u00edvel estabelecer a diferen\u00e7a entre a depress\u00e3o de car\u00e1ter end\u00f3geno e a depress\u00e3o decorrente de lutas e ang\u00fastias, que tamb\u00e9m podemos chamar de psico-espiritual. Esta defini\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria, pois o nosso objetivo \u00e9 tratar apenas desta.<br \/>\n<strong>Depress\u00e3o end\u00f3gena X Depress\u00e3o psico-espiritual<\/strong><br \/>\nAs depress\u00f5es end\u00f3genas podem ser desencadeadas por um fator psicol\u00f3gico, mas s\u00e3o condicionadas bioquimicamente e at\u00e9 hereditariamente alicer\u00e7adas. Nesse caso, \u00e9 preciso uma farmacoterapia adequada e acompanhamento m\u00e9dico. Pode acontecer, inclusive, que esse tipo de depress\u00e3o n\u00e3o esteja vinculado a nenhuma crise pessoal ou estressor social. Por exemplo, uma pessoa depressiva que traz em sua hist\u00f3ria familiar a depress\u00e3o em gera\u00e7\u00f5es anteriores, ou que apresenta um d\u00e9ficit de serotonina, quando est\u00e1 livre da crise, consegue dedicar-se ao seu sentido de vida. Mas existem tamb\u00e9m os casos em que os dois tipos de depress\u00e3o v\u00eam juntos.<br \/>\nVejamos agora o que \u00e9 a depress\u00e3o psico-espiritual, que tem acometido tantas pessoas, independentemente de faixa et\u00e1ria, n\u00edvel s\u00f3cio-econ\u00f4mico, profissional e religioso. Segundo Victor Frankl, psicoterapeuta existencialista, essa depress\u00e3o \u00e9 causada por um vazio existencial, decorrente de uma falta de sentido de vida, podendo ser encontrado por tr\u00e1s de uma vida profissional excessiva, no ref\u00fagio de uma atividade desportiva, na fuga para o mundo dos romances ou televis\u00e3o, nos fen\u00f4menos psicol\u00f3gicos de massa, no decaimento psicof\u00edsico dos aposentados, na necessidade de nunca se deixar descansar ou na febre de novas a\u00e7\u00f5es e novas experi\u00eancias.<br \/>\nEsse vazio n\u00e3o chega a ser uma enfermidade, salvo quando acompanhado por sintomas na dimens\u00e3o psicof\u00edsica, mas provoca um quadro depressivo \u2013 apatia, des\u00e2nimo generalizado, desinteresse por tudo ao redor, podendo causar inclusive o suic\u00eddio \u2013; adi\u00e7\u00e3o \u2013 desespero frente ao tempo, corre-se atr\u00e1s de um rel\u00f3gio, sem nunca parar, com receio de enfrentar seu pr\u00f3prio vazio \u2013; e agressividade \u2013 pode ser expl\u00edcita, como a que vemos tomar as manchetes de jornais de todo o mundo, e impl\u00edcita, presente nos relacionamentos, nas discuss\u00f5es no tr\u00e2nsito etc.).<br \/>\n<strong>O Inverno e os frutos<\/strong><br \/>\nPronto! agora que voc\u00ea j\u00e1 sabe do que se trata a depress\u00e3o, podemos voltar a falar de um assunto mais interessante: do inverno e dos frutos, dos p\u00e1ssaros e suas plumagens\u2026 Voc\u00ea j\u00e1 havia pensado na depress\u00e3o como algo assim? Olhando-a desta maneira, n\u00e3o nos parece t\u00e3o terr\u00edvel, n\u00e3o \u00e9 mesmo?!<br \/>\nMuitos de n\u00f3s consideramos a depress\u00e3o um tempo sombrio, uma p\u00e1gina vergonhosa de nossa hist\u00f3ria, uma doen\u00e7a que aleija a alma. Dif\u00edcil consider\u00e1-la um tempo de crescimento, de maturidade, de transforma\u00e7\u00e3o\u2026 Ser\u00e1 por causa da pergunta que se faz? Aquela acerca do sentido da vida? Afinal, reconhecer-se confuso, admitir que o mundo n\u00e3o lhe satisfaz, que a felicidade \u00e9 simples, que o trabalho n\u00e3o lhe preenche, n\u00e3o \u00e9 l\u00e1 muito f\u00e1cil! \u00c9 prefer\u00edvel n\u00e3o mexer nisso, vestir o luto e ver no que vai dar. Sim ou n\u00e3o?! N\u00e3o.<br \/>\nVejamos o porqu\u00ea: a depress\u00e3o enquanto condi\u00e7\u00e3o humana, se bem orientada, deve conduzir o ser humano \u00e0 tomada de consci\u00eancia da sua pr\u00f3pria vida e do seu sentido \u00faltimo (nada de fugir de si mesmo!). Quando isso acontece, estamos falando de maturidade espiritual, uma vez que \u00e9 reconhecida a necessidade de orientar-se para Algu\u00e9m que o transcende \u2013 para quem fomos criados, para uma miss\u00e3o a realizar e\/ou uma pessoa a conhecer e amar. Isso \u00e9 pr\u00f3prio do ser humano, \u00e9 uma lei inscrita em seu cora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o d\u00e1 para negar esta verdade. Temos desejo de Deus.<br \/>\nConsideremos, ent\u00e3o, a depress\u00e3o uma prova que o Senhor nos envia. N\u00e3o s\u00e3o todos os que o Senhor decide provar desta maneira, mas, permito-me dizer, que os escolhidos por Ele s\u00e3o dotados de muita coragem, pois a crise consiste em admitir que se est\u00e1 vazio e que \u00e9 preciso encher-se; que se tem sede e precisa-se de \u00e1gua, e para isso \u00e9 preciso romper com muitas coisas, como fez a samaritana. \u201cDeus tem sede que tenhamos sede dele\u201d, j\u00e1 dizia Santo Agostinho.<br \/>\n<strong>O motivo est\u00e1 dentro<\/strong><br \/>\nSe conseguirmos entender a depress\u00e3o desta forma, aceitaremos este meio que o Senhor escolheu para nos amar, e todo o vazio ser\u00e1 ocupado por Sua presen\u00e7a que se encarregar\u00e1 de dar sentido \u00e0 nossa vida. Mas, se buscamos um motivo fora de n\u00f3s para tamanha tristeza e melancolia, muito pouco Deus poder\u00e1 fazer por n\u00f3s, uma vez que nos recusamos aceitar que temos sede Dele. Termino com uma cita\u00e7\u00e3o de Santa Teresinha, intercedendo a Deus por voc\u00ea, que passa hoje por esta dor. N\u00e3o esque\u00e7a: Ele n\u00e3o nos prova acima de nossas for\u00e7as.<br \/>\n\u201c\u00c9 preciso que Deus nos ame com um amor todo particular para provar-nos desta maneira. N\u00e3o percamos a prova\u00e7\u00e3o que o Senhor nos envia, ela \u00e9 uma mina de ouro a ser explorada, ser\u00e1 que vamos perder a ocasi\u00e3o?\u201d<br \/>\nVia <i>Comunidade Shalom<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Doen\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":78191,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[2452,4007,10039],"class_list":["post-78188","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-consciencia","tag-enfermidade","tag-vida"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78188","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=78188"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78188\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=78188"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=78188"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=78188"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}