{"id":78848,"date":"2019-10-21T10:00:07","date_gmt":"2019-10-21T13:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=78848"},"modified":"2019-10-21T10:00:07","modified_gmt":"2019-10-21T13:00:07","slug":"por-que-o-jejum-e-tao-dificil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/por-que-o-jejum-e-tao-dificil\/","title":{"rendered":"Por que o jejum \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/i.ibb.co\/1bFY81Z\/cbdaad8a180e5c1ab4d4d74376d32780.jpg\" alt=\"cbdaad8a180e5c1ab4d4d74376d32780\" \/><br \/>\nDurante a maior parte da minha vida, nunca pratiquei jejum. Em meus 20 e poucos anos, decidi tentar. N\u00e3o fui bem. Se a palavra \u201cfaminto\u201d ainda n\u00e3o tivesse sido cunhada (ou seja, raiva provocada pela fome), tenho certeza de que minhas pr\u00f3prias emo\u00e7\u00f5es depois de n\u00e3o comer por longas horas a teriam trazido rapidamente para o nosso vocabul\u00e1rio.<br \/>\nEu sou como um hobbit que fica irritado quando s\u00f3 toma um cafezinho e, como carn\u00edvoro com uma primitiva depend\u00eancia de prote\u00ednas, quando jejuo de uma refei\u00e7\u00e3o ou duas e, al\u00e9m disso, tamb\u00e9m me abstenho de carne, Deus ajude a pobre alma que tem de conviver comigo.<br \/>\nComo algu\u00e9m que n\u00e3o tinha o costume de se abster de carne \u00e0s sextas-feiras, continuo a esquecer o h\u00e1bito v\u00e1rias vezes de maneira embara\u00e7osa.<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 incomum eu estar com bacon quase pronto quando ou\u00e7o a voz amorosa da minha mulher atr\u00e1s de mim: \u201cquerido, \u00e9 sexta-feira\u201d. Meus ombros caem e eu fico todo embara\u00e7ado. E assim come\u00e7o a entender o verdadeiro significado da penit\u00eancia.<br \/>\nEu n\u00e3o estou sozinho. Nosso escrit\u00f3rio da par\u00f3quia recebe um dil\u00favio de telefonemas sempre que o dia de S\u00e3o Patr\u00edcio coincide com uma sexta-feira. Os interlocutores perguntam ansiosamente sobre o enigma da carne do dia de S\u00e3o Patr\u00edcio \u2013 comer ou n\u00e3o comer? De um modo geral, essa \u00e9 a pergunta para todos n\u00f3s. Por que jejuamos? Existe algum benef\u00edcio ou estamos nos torturando sem sentido? E, se decidirmos tentar, por que \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil conseguir fazer o jejum?<br \/>\nQuando falamos em jejum, normalmente o que queremos dizer \u00e9 desistir de uma refei\u00e7\u00e3o inteira ou de uma s\u00e9rie de refei\u00e7\u00f5es para fins espirituais ou pessoais. N\u00e3o comer carne \u00e0s sextas-feiras continua sendo uma pr\u00e1tica comum para muitos crist\u00e3os e, em outras varia\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m para outras tradi\u00e7\u00f5es religiosas. N\u00e3o comer carne \u00e9 mais adequadamente chamado de abstin\u00eancia, mas neste artigo vou tratar o jejum e a abstin\u00eancia como conceitos relacionados. Ambas s\u00e3o maneiras pelas quais nos privamos e, para mim, ambas podem ser muito dif\u00edceis.<br \/>\nDe certa forma, \u00e9 bom que a pr\u00e1tica permane\u00e7a dif\u00edcil. Quando nos privamos, o que renunciamos \u00e9 valioso, uma coisa boa da qual realmente sentimos falta. N\u00f3s, humanos, somos particularmente vulner\u00e1veis \u200b\u200ba buscar coisas boas demais e, como resultado, somos capazes de desordenar nossos afetos.<br \/>\nPor exemplo, quando a vida causa um rompimento rom\u00e2ntico em nosso caminho, corremos para um pote de sorvete. Quando nos sentimos tristes ou n\u00e3o conseguimos dormir o suficiente, tomar um caf\u00e9 a\u00e7ucarado \u00e9 tentador. Come\u00e7amos a confiar, nesse caso, na comida como terapia emocional ou como um substituto f\u00e1cil para outras coisas boas que deveriam estar em nossas vidas.<br \/>\nInconscientemente, at\u00e9 que comecei a pensar mais profundamente sobre o jejum, toda a minha vida tinha sido um banquete longo e indulgente. Os morangos est\u00e3o dispon\u00edveis mesmo fora da esta\u00e7\u00e3o, os bons lanches s\u00e3o mais acess\u00edveis, uma pizza est\u00e1 ao alcance de um telefonema\u2026<br \/>\nTomamos isso como garantido e confiamos demais nisso como uma indulg\u00eancia f\u00e1cil, algo que pode rapidamente se transformar em substituto do crescimento espiritual ou pessoal. Quando se trata de Comer, Rezar e Amar, de longe, o mais f\u00e1cil dos tr\u00eas \u00e9 comer. E a comida pode ser elevada a um lugar onde n\u00e3o deveria estar. O banquete constante amea\u00e7a nos entorpecer perante outros tipos de fome.<br \/>\nJejuamos porque a fome f\u00edsica que sentimos \u00e9 um lembrete de que as partes mais importantes de nossas vidas n\u00e3o s\u00e3o vis\u00edveis aos olhos. Amor, verdade, amizade, alma humana, felicidade, miseric\u00f3rdia, gra\u00e7a e a realidade de Deus n\u00e3o podem ser vistos ou consumidos da maneira que far\u00edamos com uma refei\u00e7\u00e3o. Eles s\u00e3o ainda mais valiosos por isso, porque falam n\u00e3o apenas com o corpo, mas tamb\u00e9m com a alma, e essa alma invis\u00edvel \u00e9 o que nos anima e nos torna t\u00e3o especiais.<br \/>\nO jejum \u00e9 uma forma f\u00edsica de ora\u00e7\u00e3o, um longo olhar para o C\u00e9u para lembrar que nossas almas tamb\u00e9m podem estar com fome, e se n\u00e3o encontrarmos alimento espiritual, morreremos de fome mesmo que estejamos cercados por todas as supermercados do mundo.<br \/>\nO jejum nos oferece um grande dom \u2013 a oportunidade de crescer em autodom\u00ednio. N\u00e3o h\u00e1 nada que seja mais importante do que a liberdade de nossas pr\u00f3prias almas.<br \/>\nPortanto, quando houver uma luta para jejuar ou praticar a abnega\u00e7\u00e3o, lembre-se de que a luta \u00e9 extremamente valiosa porque nos ajuda a desaprender o processo de se contentar com prazeres f\u00e1ceis e, em vez disso, alcan\u00e7ar aqueles que s\u00e3o mais dignos.<br \/>\nO jejum n\u00e3o \u00e9 para sempre, mas, praticando-o, descobrimos que o verdadeiro banquete est\u00e1 em um lugar diferente do que poder\u00edamos supor inicialmente. A luta \u00e9 real, mas vale a pena.<br \/>\nVia <i>Aleteia<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ora\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":78851,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[5533,89,8404],"class_list":["post-78848","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-jejum","tag-oracao","tag-renunciar"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78848","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=78848"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78848\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=78848"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=78848"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=78848"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}