{"id":81254,"date":"2020-05-15T09:00:51","date_gmt":"2020-05-15T12:00:51","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=81254"},"modified":"2020-05-15T09:00:51","modified_gmt":"2020-05-15T12:00:51","slug":"qual-a-importancia-de-perdoar-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/qual-a-importancia-de-perdoar-2\/","title":{"rendered":"Qual a import\u00e2ncia de perdoar?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/i.ibb.co\/5T82szM\/cross-4586577-640.jpg\" alt=\"cross-4586577-640\" \/><br \/>\nPaz e un\u00e7\u00e3o, car\u00edssimo leitor! Voc\u00ea viu que o t\u00edtulo deste artigo \u00e9 uma pergunta: \u201cQual a import\u00e2ncia de perdoar?\u201d. Sendo assim, entendamos que se trata de algo propositivo, ali\u00e1s, essa \u00e9 uma das mais fortes marcas do nosso Deus: Ele prop\u00f5e, n\u00e3o imp\u00f5e. O que voc\u00ea vai ler, nas pr\u00f3ximas linhas, evidentemente, est\u00e1 baseado na proposi\u00e7\u00e3o inspirada pelo Esp\u00edrito Santo. Voc\u00ea aceita? Ent\u00e3o, prossigamos!<br \/>\nCom certeza, certas perguntas, que j\u00e1 lhe fizeram ao longo da vida, foram desafiadoras, e n\u00e3o vou espantar-me se voc\u00ea me disser que algumas delas n\u00e3o conseguiu responder, pois, o sil\u00eancio foi imperante ou, quem sabe, um t\u00edmido \u201cn\u00e3o sei\u201d foi o m\u00e1ximo que conseguiram de voc\u00ea. Todavia, existem perguntas que s\u00e3o feitas n\u00e3o para o constranger, pelo contr\u00e1rio, s\u00e3o feitas para encoraj\u00e1-lo. Qual a import\u00e2ncia de perdoar?<br \/>\n<strong>\u00c9 preciso perdoar<\/strong><br \/>\nEssa \u00e9, sem d\u00favida nenhuma, uma pergunta que se faz necess\u00e1ria para lhe dar coragem. H\u00e1 pouco tempo, ouvi uma prega\u00e7\u00e3o do monsenhor Jonas Abib, e, num determinado momento, ladeado de muita autoridade espiritual, ele disse: \u201cPrecisamos perdoar porque \u00e9 preciso perdoar\u201d.<br \/>\nConfesso a voc\u00ea que, at\u00e9 agora, n\u00e3o encontrei defini\u00e7\u00e3o melhor para esse tema, uma frase \u00f3bvia, mas carregada de verdade, sem rodeios, direto ao ponto, porque Deus \u00e9 expl\u00edcito, caro irm\u00e3o leitor, e n\u00e3o deixa d\u00favidas em Seu modo de ensinar. Lembra do que Jesus respondeu sobre quantas vezes devemos perdoar? Ele foi incisivo: \u201csetenta vezes sete\u201d, ou seja, sempre.<br \/>\nNingu\u00e9m habita no C\u00e9u com manchas; l\u00e1, s\u00f3 habita a pureza. Com isso, Ele n\u00e3o estava dizendo que a necessidade de perdoar sempre encontraria em n\u00f3s acesso f\u00e1cil e r\u00e1pido. O Senhor compreende nossa lentid\u00e3o, mas, do mesmo modo, est\u00e1 observando se h\u00e1 em n\u00f3s esfor\u00e7o em progredir nessa virtude ou se estamos aguardando uma esp\u00e9cie de \u201csuc\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea\u201d das nossas m\u00e1goas e ressentimos acumulados. Se \u00e9 essa sua expectativa, esque\u00e7a, pois, isso n\u00e3o vai acontecer, perdoar \u00e9 uma via que contempla busca e empenho pessoal com a marca da gra\u00e7a divina.<br \/>\n<strong>Prop\u00f3sito de eternidade<\/strong><br \/>\nO sucesso em conseguir perdoar n\u00e3o est\u00e1, em primeiro grau, na sua rela\u00e7\u00e3o com a pessoa a ser perdoada, mas na sua rela\u00e7\u00e3o com o Senhor. \u00c9 isso que define o seu prop\u00f3sito de eternidade, pois, se \u00e9 o C\u00e9u o seu grande fim, o perd\u00e3o precisa ser liberado antes de chegar l\u00e1, porque ningu\u00e9m habita no C\u00e9u com manchas. Que manchas? Ressentimento, m\u00e1goa, vida dupla, intrigas, orgulho, disc\u00f3rdias. L\u00e1, s\u00f3 habita a pureza, e \u00e9 esse o tempo que o Bom Deus lhe deu para vivenciar a pureza.<br \/>\nQuando voc\u00ea compreende a beleza em recome\u00e7ar, o poder de perdoar ganha for\u00e7a e sentido dentro de voc\u00ea. \u201cQuando, ao Senhor, agrada a conduta de algu\u00e9m, Ele o reconcilia at\u00e9 mesmo com seus inimigos\u201d (Prov\u00e9rbios 16,7).<br \/>\nViu s\u00f3? A sua rela\u00e7\u00e3o com Ele \u00e9 o \u201ccarro-chefe\u201d nesse processo! Ou melhor, em tudo que nos acontece a premissa \u00e9 o seu relacionamento com Deus. No fundo, o que muda nossa vida n\u00e3o \u00e9 o que sentimos, o que ouvimos nem o que fizeram conosco, mas o que decidimos em Deus.<br \/>\nA import\u00e2ncia em perdoar est\u00e1 entrela\u00e7ada muito mais no que voc\u00ea quer que aconte\u00e7a daqui para frente do que sobre o que aconteceu l\u00e1 atr\u00e1s. Com isso, n\u00e3o estou dizendo que voc\u00ea prosseguir\u00e1 sem as marcas e lembran\u00e7as do que o atingiu, talvez at\u00e9 de forma inesperada, n\u00e3o posso mentir, as marcas ficam, mas com o perd\u00e3o doado, a dor \u00e9 dissolvida, voc\u00ea prossegue desacompanhado do que n\u00e3o santifica, apto para novos tempos e novas hist\u00f3rias.<br \/>\n<strong>O que ensinam os santos?<\/strong><br \/>\nSempre aprendemos com quem j\u00e1 est\u00e1 l\u00e1 no C\u00e9u, pois, a vida dos santos \u00e9 uma fonte inspiradora para os que almejam plenitude em Deus. Veja o que ensina S\u00e3o Greg\u00f3rio de Nissa, bispo e Doutor da Igreja:<br \/>\n\u201cSe o cora\u00e7\u00e3o de um homem foi purificado de toda propens\u00e3o carnal e de toda insubordina\u00e7\u00e3o, tal homem ver\u00e1 em sua pr\u00f3pria beleza a natureza Divina. Isto est\u00e1 por certo ao nosso alcance: tendes dentro de v\u00f3s mesmos o paradigma pelo qual aprendeis o Divino, pois o que vos criou, ao mesmo tempo, vos dotou com esta qualidade maravilhosa. A\u00ed imprimiu Deus a semelhan\u00e7a das gl\u00f3rias de sua pr\u00f3pria natureza, assim como quem molda da cera a escultura. Todavia, o mal que foi derramado na natureza, esta natureza que traz a imagem divina, tornou in\u00fatil para v\u00f3s este feito maravilhoso que sob m\u00e1scaras vis se oculta. Se, portanto, purificais vossa vida da imund\u00edcie, que tal qual emplastro se vos apega ao corpo, a beleza divina em v\u00f3s outra vez fulgir\u00e1.\u201d<br \/>\nVai por mim, perdoar sai mais barato!<br \/>\nFogo na alma!<br \/>\nPor <i>Evandro Nunes<\/i>, via <i>Can\u00e7\u00e3o Nova<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entenda<\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":81257,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[7484,8841,10136],"class_list":["post-81254","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-perdao","tag-santos","tag-virtude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81254","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=81254"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81254\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=81254"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=81254"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=81254"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}