{"id":82604,"date":"2020-08-31T09:10:28","date_gmt":"2020-08-31T12:10:28","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=82604"},"modified":"2020-08-31T09:10:28","modified_gmt":"2020-08-31T12:10:28","slug":"a-importancia-da-consciencia-moral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/a-importancia-da-consciencia-moral\/","title":{"rendered":"A import\u00e2ncia da consci\u00eancia moral"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/i.ibb.co\/G79QrxC\/praying-2179326-640.jpg\" alt=\"praying-2179326-640\" \/><br \/>\nUm tema important\u00edssimo, mas pouco tratado hoje \u00e9 o da consci\u00eancia em seu aspecto moral. Eis a raz\u00e3o deste artigo que interessa tanto \u00e0 Filosofia quanto \u00e0 Teologia.<br \/>\nAntes do mais, importa distinguir dois tipos de consci\u00eancia: a psicol\u00f3gica e a moral. Entende-se por consci\u00eancia psicol\u00f3gica \u201ca percep\u00e7\u00e3o imediata mais ou menos clara, pelo sujeito, daquilo que se passa nele mesmo ou fora dele\u201d (H. Japiass\u00fa; D. Marcondes. Dicion\u00e1rio B\u00e1sico de Filosofia. 3\u00aa ed. rev. ampl. Rio de Janeiro: JZE, 1999: Consci\u00eancia). \u201c\u00c9 a presen\u00e7a do sujeito a si mesmo\u201d (Dom Est\u00eav\u00e3o Bettencourt, OSB. Curso de Filosofia. Rio de Janeiro: Mater Ecclesiae, 2014, p. 445). Quem perde esse contato consigo mesmo e com a realidade que o cerca est\u00e1, por algum motivo, \u201cfora de si\u201d. J\u00e1 a consci\u00eancia moral \u201c\u00e9 o ju\u00edzo pr\u00e1tico pelo qual n\u00f3s, como sujeitos, podemos distinguir o bem e o mal e apreciar moralmente nossos atos e os dos outros\u201d (Dicion\u00e1rio B\u00e1sico de Filosofia). Sim, \u201c\u00e9 a faculdade pela qual conhecemos o modo como se relacionam nossos sentimentos e atos com a vontade de Deus ou com o Fim Supremo da vida humana\u201d (Dom Est\u00eav\u00e3o Bettencourt, OSB. Curso de Teologia Moral. Rio de Janeiro: Mater Ecclesiae, 1986, p. 27; cf. Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica n. 1778). Fora disso, o ser humano vive ao l\u00e9u, sem eira nem beira, e pode cometer barbaridades.<br \/>\nPara estar em verdadeira paz com sua consci\u00eancia moral, o sujeito h\u00e1 de seguir a Lei natural moral dada por Deus e presente no seu \u00edntimo. Ela o convida a sempre praticar o bem e a evitar o mal, conforme ensina o Conc\u00edlio Vaticano II em termos muito claros: \u201cNa intimidade da consci\u00eancia, o homem descobre uma lei. Ele n\u00e3o a d\u00e1 a si mesmo. Mas a ela deve obedecer. Chamando-o sempre a amar e praticar o bem e evitar o mal, no momento oportuno a voz desta lei lhe faz ressoar nos ouvidos do cora\u00e7\u00e3o: \u2018Faze isto, evita aquilo\u2019. De fato, o homem tem uma lei escrita por Deus em seu cora\u00e7\u00e3o. Obedecer a ela \u00e9 a pr\u00f3pria dignidade do homem, que ser\u00e1 julgado de acordo com essa lei. A consci\u00eancia \u00e9 o n\u00facleo secret\u00edssimo e o sacr\u00e1rio do homem, onde ele est\u00e1 a s\u00f3s com Deus e onde ressoa a voz de Deus\u201d (Const. Gaudium et Spes n. 16).<br \/>\nMais: de acordo com o Papa Bento XVI, \u201ca consci\u00eancia moral, para ser capaz de orientar retamente o comportamento humano, deve, em primeiro lugar, alicer\u00e7ar-se no fundamento s\u00f3lido da verdade, ou seja, deve ser iluminada para reconhecer o verdadeiro valor das a\u00e7\u00f5es e a consci\u00eancia dos crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o, de maneira a saber distinguir o bem do mal, tamb\u00e9m onde o ambiente social, o pluralismo cultural e os interesses sobrepostos n\u00e3o contribuem para isto\u201d. E continua: \u201cA forma\u00e7\u00e3o de uma consci\u00eancia aut\u00eantica, porque est\u00e1 fundamentada na verdade, e reta, porque determinada a seguir os seus preceitos sem quaisquer contradi\u00e7\u00f5es, sem atrai\u00e7oamentos e sem compromissos, constitui hoje em dia um empreendimento dif\u00edcil e delicado, mas imprescind\u00edvel\u201d. Nesse contexto, \u201c\u00e9 necess\u00e1rio reeducar para o desejo do conhecimento da verdade aut\u00eantica, para a defesa da pr\u00f3pria liberdade de op\u00e7\u00e3o diante dos comportamentos de massa e das sedu\u00e7\u00f5es da propaganda, para nutrir a paix\u00e3o pela beleza moral e pela clareza da consci\u00eancia. Esta \u00e9 a tarefa delicada dos pais e dos educadores que os acompanham; e \u00e9 tarefa da comunidade crist\u00e3, em rela\u00e7\u00e3o aos seus fi\u00e9is\u201d (Discurso \u00e0 Pontif\u00edcia Academia para a Vida, 24\/01\/2007).<br \/>\nTamb\u00e9m o Papa Francisco recordou, no Angelus de 30\/06\/13, que \u201cdevemos aprender a escutar mais a nossa consci\u00eancia. Mas aten\u00e7\u00e3o! Isso n\u00e3o significa seguir o pr\u00f3prio eu, fazer o que me interessa, o que me conv\u00e9m, o que eu gosto\u2026 N\u00e3o \u00e9 isso! A consci\u00eancia \u00e9 o espa\u00e7o interior da escuta da verdade, do bem, da escuta de Deus; \u00e9 o lugar interior da minha rela\u00e7\u00e3o com Ele, que fala ao meu cora\u00e7\u00e3o e me ajuda a discernir, a compreender o caminho que devo percorrer, e uma vez tomada a decis\u00e3o, a ir avante, a permanecer fiel\u201d (Fonte: Zenit, 30\/06\/13).<br \/>\nPortanto, a consci\u00eancia moral est\u00e1 alicer\u00e7ada na Lei natural moral (cf. Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica n. 1954-1960) e na incessante busca da verdade (cf. Jo 8,32; Dignitatis Humanae, 2). N\u00e3o nos esque\u00e7amos desse ensinamento da raz\u00e3o e da f\u00e9 no nosso dia a dia.<br \/>\nVia <i>Aleteia<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Consci\u00eancia moral<\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":82607,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[1753,2452,3112],"class_list":["post-82604","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-catecismo","tag-consciencia","tag-deus"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82604","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=82604"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82604\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=82604"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=82604"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=82604"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}