{"id":82636,"date":"2020-09-03T09:28:53","date_gmt":"2020-09-03T12:28:53","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=82636"},"modified":"2020-09-03T09:28:53","modified_gmt":"2020-09-03T12:28:53","slug":"quais-situacoes-vivemos-no-dia-a-dia-sao-consideradas-pecaminosas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/quais-situacoes-vivemos-no-dia-a-dia-sao-consideradas-pecaminosas\/","title":{"rendered":"Quais situa\u00e7\u00f5es vivemos, no dia a dia, s\u00e3o consideradas pecaminosas?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/i.ibb.co\/RcWHBnW\/church-4019734-640.jpg\" alt=\"church-4019734-640\" \/><br \/>\nVamos tratar das ocasi\u00f5es que em si s\u00e3o pecaminosas, mas cujas pr\u00e1ticas s\u00e3o l\u00edcitas, dependendo da situa\u00e7\u00e3o. Ali\u00e1s, \u00e0s vezes, seremos obrigados a pratic\u00e1-las.<br \/>\n<strong>Existem dois tipos de coopera\u00e7\u00e3o com o mal: formal e material.<\/strong><br \/>\nA coopera\u00e7\u00e3o formal ocorre quando, para executar um ato mau, precisamos fazer um outro ato mau primeiro. Por exemplo: assaltantes fazem um plano para assaltar um banco, mas, para isso, eles abordam voc\u00ea primeiro e o obrigam a matar o guarda. Matar o guarda, que \u00e9 um mal em si, \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para fazer um outro ato mau: assaltar o banco. Matar o guarda \u00e9 a coopera\u00e7\u00e3o formal com o mal de assaltar o banco<br \/>\n<strong>Situa\u00e7\u00f5es pecaminosas e os tipos de coopera\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nA coopera\u00e7\u00e3o material seria uma a\u00e7\u00e3o que, em si, n\u00e3o \u00e9 m\u00e1 ainda, mas ela poder\u00e1 conduzir \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de um ato mal posterior. Da\u00ed, ela se torna m\u00e1, dependendo da a\u00e7\u00e3o seguinte. Ainda no assalto ao banco, em vez de ter de matar o guarda, os assaltantes o obrigam a abrir a porta para eles entrarem. Abrir a porta em si n\u00e3o \u00e9 um mal.<br \/>\nA coopera\u00e7\u00e3o material pode se dividir em dois tipos: necess\u00e1ria e indiferente.<br \/>\nA coopera\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria, ainda no caso do assalto ao banco, seria quando s\u00f3 voc\u00ea tem a chave para abrir a porta. A indiferente seria quando, voc\u00ea, sendo o assaltante, obriga a outro a abrir a porta. Se a pessoa se recusar a abri-la, tendo a possibilidade, voc\u00ea a abre do mesmo jeito. O assalto acontece de qualquer modo, algu\u00e9m abrindo ou n\u00e3o a porta.<br \/>\nCom o tempo de auto-observa\u00e7\u00e3o, esse discernimento se torna muito r\u00e1pido, mas \u00e9 preciso come\u00e7ar a meditar sempre que tiver diante de si a quest\u00e3o: aquilo que est\u00e3o pedindo para eu fazer \u00e9 coopera\u00e7\u00e3o com o mal? Formal ou material? Se for material, \u00e9 necess\u00e1rio ou indiferente?<br \/>\n<strong>Situa\u00e7\u00f5es de pecado<\/strong><br \/>\nQuando a coopera\u00e7\u00e3o for formal, voc\u00ea nunca poder\u00e1 aceitar, mesmo que seja preciso enfrentar a morte. Voc\u00ea n\u00e3o pode cooperar em caso nenhum!<br \/>\nQuando \u00e9 material, tem de avaliar o dano que voc\u00ea pode sofrer caso haja a recusa. Dependendo do dano, se for muito grande, voc\u00ea deve cooperar. Se for igual, pode cooperar ou n\u00e3o. Se for menor, deve recusar cooperar, supondo que a coopera\u00e7\u00e3o seja necess\u00e1ria.<br \/>\nPor exemplo: Voc\u00ea \u00e9 ref\u00e9m de um grupo de assaltantes que o mandam ir na frente deles a um banco e matar o guarda. Isso \u00e9 coopera\u00e7\u00e3o formal. Voc\u00ea n\u00e3o pode matar o guarda. Se eles disserem que v\u00e3o matar voc\u00ea e depois v\u00e3o matar o guarda, mesmo assim voc\u00ea n\u00e3o pode cooperar. Voc\u00ea n\u00e3o pode matar um inocente, mesmo que seja pelo bem da pr\u00f3pria vida. O que vai acontecer em diante, cada qual responder\u00e1 diante de Deus.<br \/>\nAgora, se o caso for somente um \u201cabrir a porta\u201d, nesse caso, voc\u00ea pode abrir a porta. Sua vida vale mais do que qualquer dinheiro que tenha em um banco. Mesmo que, ao abrir a porta, os assaltantes matem algu\u00e9m no banco, isso n\u00e3o \u00e9 certeza, pois pode tamb\u00e9m acontecer de n\u00e3o haver morte.<br \/>\nSe lhe pedirem para abrir uma porta, para que possam matar algu\u00e9m ali dentro, e voc\u00ea n\u00e3o a abrir, na hip\u00f3tese de que o m\u00e1ximo que vai lhe acontecer seja uma surra, n\u00e3o se deve abrir a porta, pois levar uma surra \u00e9 menor que a coopera\u00e7\u00e3o com a morte de algu\u00e9m. Se o caso for o exato contr\u00e1rio, voc\u00ea deve abrir a porta.<br \/>\n<strong>A pr\u00e1tica do bem<\/strong><br \/>\n\u00c9 preciso crescer na virtude da prud\u00eancia, porque, mesmo que seja para a pr\u00e1tica do bem, \u00e9 preciso discernimento para que n\u00e3o venha a ter complica\u00e7\u00f5es s\u00e9rias para si, que podem acarretar em mal moral.<br \/>\nExiste para isso a ordem da caridade. S\u00e3o elas:<br \/>\nNecessidade extrema: englobam os casos de vida ou morte de outro ou a pr\u00f3pria.<br \/>\nNecessidade grave: s\u00e3o situa\u00e7\u00f5es em que a sua a\u00e7\u00e3o poder\u00e1 incorrer em problemas s\u00e9rios para si. Algum grave preju\u00edzo ou sua morte, desemprego, perda de tudo.<br \/>\nNecessidade leve: s\u00e3o situa\u00e7\u00f5es que incorrem em preju\u00edzos leves para si.<br \/>\nQuando voc\u00ea n\u00e3o tem obriga\u00e7\u00e3o de of\u00edcio e encontra uma pessoa em uma situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil, \u00e9 preciso julgar segundo os crit\u00e9rios acima. Se, ao socorrer algu\u00e9m, voc\u00ea ficar pior que a pessoa, n\u00e3o h\u00e1 obriga\u00e7\u00e3o de socorrer. Se seu preju\u00edzo foi menor, h\u00e1 a obriga\u00e7\u00e3o de socorrer.<br \/>\nAo ver algu\u00e9m se afogando, estando somente voc\u00ea por perto sem saber nadar, a pessoa pode estar em necessidade extrema, mas se tentar salv\u00e1-la, voc\u00ea entrar\u00e1 em igual necessidade. N\u00e3o h\u00e1 obriga\u00e7\u00e3o moral de ajud\u00e1-la. Se para salvar a vida de algu\u00e9m voc\u00ea tiver que dar a sua vida, n\u00e3o h\u00e1 obriga\u00e7\u00e3o moral.<br \/>\nImagine a situa\u00e7\u00e3o: um m\u00e9dico, que trabalha num hospital que faz atendimento p\u00fablico gratuito e atendimento conveniado, mas ele n\u00e3o tem libera\u00e7\u00e3o para atender na parte p\u00fablica durante seu turno. Se chegar um paciente com grave risco de vida no atendimento p\u00fablico, esse m\u00e9dico tem a obriga\u00e7\u00e3o moral de atend\u00ea-lo, mesmo que incorra na sua demiss\u00e3o. Vale mais a vida do outro que o seu emprego. A situa\u00e7\u00e3o do outro \u00e9 extrema. A sua \u00e9 grave.<br \/>\nSitua\u00e7\u00f5es graves existem o tempo todo. Esse julgamento se faz quando a situa\u00e7\u00e3o chega at\u00e9 voc\u00ea. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio sair procurando esses casos, pois poder\u00e3o o levar \u00e0 ru\u00edna.<br \/>\nEsse discernimento nos ajuda a gerir bem os sentimentos de culpa in\u00fateis, os quais, muitas vezes, nutrimos.<br \/>\nPor <i>Roger de Carvalho<\/i>, via <i>Can\u00e7\u00e3o Nova<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confiss\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":82639,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[1644,3381,7435],"class_list":["post-82636","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-caridade","tag-discernimento","tag-pecados"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82636","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=82636"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82636\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=82636"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=82636"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=82636"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}