{"id":83182,"date":"2020-11-12T07:40:06","date_gmt":"2020-11-12T10:40:06","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=83182"},"modified":"2020-11-12T07:40:06","modified_gmt":"2020-11-12T10:40:06","slug":"o-que-voce-entende-por-contemplacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/o-que-voce-entende-por-contemplacao\/","title":{"rendered":"O que voc\u00ea entende por contempla\u00e7\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/i.ibb.co\/Q9KZ326\/prayer-2403323-640.jpg\" alt=\"prayer-2403323-640\" \/><br \/>\nSanta Teresa D\u2019\u00c1vila n\u00e3o foi a primeira a explicar a ora\u00e7\u00e3o dividindo-a em diversos est\u00e1gios. Desde os padres do deserto no s\u00e9culo IV, passando pelos vitorinos do s\u00e9culo X aos doutores da Escol\u00e1stica no s\u00e9culo XII, sempre se entendeu e divulgou que existiam diversos graus na vida espiritual e, portanto, na ora\u00e7\u00e3o. A divis\u00e3o cl\u00e1ssica e simplificada exp\u00f5e sempre tr\u00eas gruas: os principiantes, os proficientes (ou experientes) e os perfeitos.<br \/>\nNo entanto, como vimos no \u00faltimo artigo, em determinado momento da vida espiritual a ora\u00e7\u00e3o se altera t\u00e3o profundamente que se torna coisa distinta e, por isso, recebe outro nome: contempla\u00e7\u00e3o. Na met\u00e1fora de Santa Teresa sobre a rega do jardim ou horto da alma, deixa-se de buscar \u00e1gua no po\u00e7o e passa-se a receb\u00ea-la de modo muito mais f\u00e1cil e eficiente por meio de aquedutos ou canais.<br \/>\nEnquanto a defini\u00e7\u00e3o tomista de ora\u00e7\u00e3o nos diz que ela \u00e9 todo um trabalho humano, isto \u00e9, uma eleva\u00e7\u00e3o da mente a Deus, a contempla\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m segundo Santo Tom\u00e1s, \u00e9 uma \u201csimples intui\u00e7\u00e3o da verdade que termina em um movimento afetivo\u201d (ST II-II Q180A3). Ou seja, a pr\u00f3pria Verdade se apresenta e, se seu ponto de contato \u00e9 logicamente o intelecto, ela n\u00e3o para por a\u00ed, mas provoca a vontade gerando amor. Portanto, no caso da contempla\u00e7\u00e3o gerada pela vida interior, \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o de Deus que atinge a alma.<br \/>\n<strong>Os diferentes graus da contempla\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nA palavra contempla\u00e7\u00e3o, no entanto, tamb\u00e9m pode se referir a outras realidades e n\u00e3o somente a essa, que \u00e9 a mais elevada de todas, da interven\u00e7\u00e3o de Deus. Vamos diferenciar ent\u00e3o os graus da contempla\u00e7\u00e3o para entendermos melhor esta que \u00e9 sobrenatural.<br \/>\nPode-se definir como contempla\u00e7\u00e3o a observa\u00e7\u00e3o, com admira\u00e7\u00e3o, de um espet\u00e1culo grandioso. Nesse sentido, contemplamos a imensid\u00e3o e beleza do mar, das montanhas, ou contemplamos obras de arte e arquitetura. Este \u00e9 o n\u00edvel mais baixo de contempla\u00e7\u00e3o: a est\u00e9tica.<br \/>\nComo diferen\u00e7as b\u00e1sicas entre olhar e contemplar, poder\u00edamos dizer que o olhar se det\u00e9m nisso ou naquilo, enquanto o contemplar procura abarcar todas as coisas ao mesmo tempo. No caso da contempla\u00e7\u00e3o est\u00e9tica, cada detalhe pode (e deve) ser interessante ao olhar, mas, de algum modo, a jun\u00e7\u00e3o de todos estes detalhes provocam um conhecimento maior do que a soma das partes. Faz parte da contempla\u00e7\u00e3o essa admira\u00e7\u00e3o ou \u00eaxtase pr\u00f3prio daquele que abarca muitas coisas ao mesmo tempo.<br \/>\n\u00c9 por isso que o objeto de contempla\u00e7\u00e3o, seja paisagem ou obra humana, n\u00e3o pode ser descrito com poucas palavras ou, at\u00e9 mesmo, n\u00e3o existam palavras que bastem e o abarquem. O mais pr\u00f3ximo da explica\u00e7\u00e3o de uma contempla\u00e7\u00e3o est\u00e9tica \u00e9, portanto, uma poesia ou m\u00fasica sobre as belezas naturais, ou a descri\u00e7\u00e3o dos sentimentos e sensa\u00e7\u00f5es levantadas em sua presen\u00e7a. Descri\u00e7\u00f5es que simplesmente n\u00e3o explicam nada, mas buscam evocar a mesma presen\u00e7a contemplativa em quem houve ou v\u00ea.<br \/>\n<strong>Contempla\u00e7\u00e3o intelectual<\/strong><br \/>\nUm segundo grau na contempla\u00e7\u00e3o \u00e9 a contempla\u00e7\u00e3o intelectual. Pr\u00f3pria dos fil\u00f3sofos e matem\u00e1ticos, \u00e9 aquela obtida somente por reflex\u00e3o. Est\u00e1 relacionada \u00e0 compreens\u00e3o de estruturas mentais antes inacess\u00edveis ou teoremas geom\u00e9tricos e matem\u00e1ticos. A famosa exclama\u00e7\u00e3o \u201cEureka!\u201d, \u201cAchei!\u201d, do grego Arquimedes \u00e9 seu principal modelo. O importante \u00e9 que a causa (uma vis\u00e3o totalizante, abrangente) e o efeito (\u00eaxtase e alegria) s\u00e3o os mesmos da contempla\u00e7\u00e3o est\u00e9tica ou de qualquer contempla\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAcima da contempla\u00e7\u00e3o intelectual temos a contempla\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica. Os princ\u00edpios s\u00e3o os mesmos, a compreens\u00e3o de algo abrangente, muito superior \u00e0s partes tamb\u00e9m. Id\u00eantico tamb\u00e9m s\u00e3o os efeitos quando se estabelece a contempla\u00e7\u00e3o. A diferen\u00e7a est\u00e1 no objeto que a provoca: n\u00e3o \u00e9 mais a observa\u00e7\u00e3o est\u00e9tica ou a intelectual referente a coisas deste mundo, mas Deus, Sua revela\u00e7\u00e3o ou a\u00e7\u00e3o. \u00c9 superior \u00e0 intelectual, pois o \u201cobjeto\u201d \u00e9 muito superior, passamos do natural para o sobrenatural, do f\u00edsico para o metaf\u00edsico.<br \/>\n<strong>Contempla\u00e7\u00e3o sobrenatural<\/strong><br \/>\nPor fim, chegamos \u00e0quela que nos interessa: a contempla\u00e7\u00e3o sobrenatural. Esta n\u00e3o s\u00f3 tem como objeto o pr\u00f3prio Deus, mas \u00e9 causada por Ele. Na acep\u00e7\u00e3o de Santa Teresa, esta \u00e9 a \u00e1gua viva do Esp\u00edrito Santo que se derrama atrav\u00e9s de canais e aquedutos, nos principiantes e proficientes, e como a pr\u00f3pria chuva que rega o jardim, nos perfeitos.<br \/>\nNas palavras da doutora: \u201cNa m\u00edstica teologia [\u2026] para de trabalhar o entendimento, porque Deus o suspende. [\u2026] De modo algum devemos pensar em n\u00f3s mesmos o suspender, digo que n\u00e3o se fa\u00e7a isso, nem de trabalhar com ele, porque ficamos bobos e frios [\u2026]. Ocupar as pot\u00eancias da alma e pensar faz\u00ea-las estar quietas \u00e9 desatino\u201d (Vida 12,5).<br \/>\nDeixa claro que a contempla\u00e7\u00e3o sobrenatural ou infusa \u00e9 obra do pr\u00f3prio Deus, e que \u00e9 mais do que tolice, \u00e9 perigoso querer provoc\u00e1-la por n\u00f3s mesmos. O que \u00e9 e como ela acontece ent\u00e3o? De uma maneira direta, a contempla\u00e7\u00e3o infusa \u00e9 a suspens\u00e3o do intelecto diante de uma verdade sobrenatural. Incapaz de abarc\u00e1-la, permanece admirado e travado, e embora n\u00e3o consiga agir por si mesmo, torna-se passivo desta mesma a\u00e7\u00e3o, sendo movido e, este mesmo movimento, tamb\u00e9m provoca a vontade pelo amor.<br \/>\nComplicado? Ajudar\u00e1 se buscarmos mais de suas defini\u00e7\u00f5es.<br \/>\nRicardo de S\u00e3o V\u00edtor, em seu Benjamin Maior, assim define a contempla\u00e7\u00e3o: \u201cUm olhar livre e penetrante do esp\u00edrito suspenso de admira\u00e7\u00e3o diante dos espet\u00e1culos da divina Sabedoria\u201d. Coloca-se aqui em relevo que n\u00e3o \u00e9 obra do pr\u00f3prio intelecto (por isso livre), que \u00e9 muito mais profundo que uma mera apreens\u00e3o normal das faculdades (penetrante) e que toca a vontade (suspenso de admira\u00e7\u00e3o) provocado pelo pr\u00f3prio Deus ou a divina Sabedoria.<br \/>\nS\u00e3o Francisco de Salles, no seu Tratado sobre o Amor de Deus, atesta: \u201cA contempla\u00e7\u00e3o \u00e9 uma vis\u00e3o simples, livre, penetrante e certa de Deus ou das coisas divinas que procede do amor e tende ao amor\u201d. Salienta aqui que \u00e9 sobre Deus ou sobre as coisas divinas e que tem o Amor como ponto principal, pois provoca o amor. Mas tamb\u00e9m lembra que, embora intelectual em sua ess\u00eancia, se \u00e9 provocada por Deus, tamb\u00e9m \u00e9 provocada pelo Amor em pessoa.<br \/>\nA partir do que vimos, se f\u00f4ssemos simplificar ao m\u00e1ximo a defini\u00e7\u00e3o de contempla\u00e7\u00e3o, poder\u00edamos utilizar as palavras de S\u00e3o Paulo na carta aos G\u00e1latas (Gl 5,6): a contempla\u00e7\u00e3o \u00e9 a F\u00e9 operando atrav\u00e9s da Caridade. Ou, como atesta S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz (Noite II, 18,5): \u201cA contempla\u00e7\u00e3o \u00e9 ci\u00eancia de amor, a qual \u00e9 amorosa comunica\u00e7\u00e3o infusa de Deus e que juntamente vai ilustrando e enamorando a alma at\u00e9 elev\u00e1-la de grau em grau at\u00e9 Deus seu Criador\u201d.<br \/>\n\u00c9, pois, uma comunica\u00e7\u00e3o de Deus na alma (que se encontra em estado de gra\u00e7a), porque \u00e9 motivada pelo Amor e produz Amor, embora sua opera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m passe pelo intelecto. Mas como \u00e9 infusa, n\u00e3o passa pelas faculdades naturais do intelecto, agindo, isto sim, atrav\u00e9s das virtudes teologais e dos dons santificantes do Esp\u00edrito Santo. Devido a essa opera\u00e7\u00e3o, \u00e9 santificante tamb\u00e9m, aumentando e inflamando a virtude teologal da Caridade.<br \/>\n<strong>O desejo ardente de unir-se a Deus<\/strong><br \/>\nEntre seus efeitos, um desejo ardente de se unir a Deus, mas tamb\u00e9m grande quietude, paz e contentamento no esp\u00edrito. E, por isso, o Beato Maria-Eug\u00eanio do Menino Jesus explica que \u201cda obscuridade do mist\u00e9rio brota, mediante os dons do Esp\u00edrito Santo, uma claridade confusa, um n\u00e3o sei qu\u00ea que faz encontrar paz e sabor no mist\u00e9rio, que a\u00ed at\u00e9m a f\u00e9 ou a reconduz, libertando-a das opera\u00e7\u00f5es discursivas da intelig\u00eancia para lhe fazer encontrar repouso e aux\u00edlio neste ultrapassar toda a luz distinta. Pelos dons do Esp\u00edrito Santo, produziu-se uma interven\u00e7\u00e3o de Deus que aperfei\u00e7oou a f\u00e9 no seu ato teologal, transformou-a em f\u00e9 viva e produziu a contempla\u00e7\u00e3o sobrenatural.\u201d<br \/>\n<strong>Os sinais de Deus segundo S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz<\/strong><br \/>\nS\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz, no segundo livro da Subida do Monte Carmelo (13,2-4) esclarece com tr\u00eas sinais a evid\u00eancia que Deus quer mergulhar a alma, que j\u00e1 avan\u00e7ou muito em ora\u00e7\u00e3o, na contempla\u00e7\u00e3o infusa:<br \/>\n\u201cPrimeiro sinal \u00e9 n\u00e3o poder meditar nem discorrer com a imagina\u00e7\u00e3o, nem gostar disso como antes; ao contr\u00e1rio, s\u00f3 acha secura no que at\u00e9 ent\u00e3o o alimentava e lhe ocupava o sentido.\u201d Isto \u00e9, o intelecto encontra-se bloqueado e insens\u00edvel \u00e0s opera\u00e7\u00f5es de ora\u00e7\u00e3o meditativa que fazia com facilidade e encontrava contentos como os descreveu Santa Teresa D\u2019\u00c1vila.<br \/>\n\u201cSegundo \u00e9 n\u00e3o ter vontade alguma de p\u00f4r a imagina\u00e7\u00e3o nem o sentido em coisas particulares, sejam exteriores ou interiores.\u201d Neste segundo sinal, S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz esclarece que, se no primeiro sinal o intelecto n\u00e3o consegue se aplicar na ora\u00e7\u00e3o e achar alegria nisso, tamb\u00e9m n\u00e3o consegue nada disso em coisas fora da ora\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se trata, ent\u00e3o, de uma aridez espiritual que impedia a ora\u00e7\u00e3o, mas de um completo e complexo travamento das opera\u00e7\u00f5es intelectuais que come\u00e7am a ser assumidas pela virtude da f\u00e9 e os dons santificantes para a\u00e7\u00e3o de Deus.<br \/>\n\u201cO terceiro sinal, e o mais certo, \u00e9 gostar a alma de estar a s\u00f3s com aten\u00e7\u00e3o amorosa em Deus, sem particular considera\u00e7\u00e3o, em paz interior, quieta\u00e7\u00e3o e descanso, sem atos e exerc\u00edcios das pot\u00eancias, mem\u00f3ria, entendimento e vontade, ao menos discursivos, que consistem em passar de um a outro; mas s\u00f3 com a not\u00edcia e advert\u00eancia geral e amorosa j\u00e1 mencionada, sem particular intelig\u00eancia de qualquer coisa determinada.\u201d E, finalmente, sintetiza com um comp\u00eandio do que vimos neste artigo sobre a contempla\u00e7\u00e3o: Deus se comunica com a alma n\u00e3o com frases ou palavras (Sl 18), mas capturando sua aten\u00e7\u00e3o e, enquanto a impede de se dedicar, mesmo \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s de suas faculdades normais, infunde amor deleitoso que causa paz, quieta\u00e7\u00e3o e descanso.<br \/>\n<b>Comunica\u00e7\u00e3o amorosa<\/b><br \/>\nS\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz (2 Subida, 14,2) tamb\u00e9m chama a contempla\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o (do latim \u201cnotitia\u201d), geral e amorosa. Trata-se, evidentemente, de um contato feito por Deus (comunica\u00e7\u00e3o), mas de forma que n\u00e3o \u00e9 tem\u00e1tica, ou espec\u00edfica, ou direta, mas geral. E se \u00e9 claro que a causa \u00e9 Deus, embora seu modo seja confuso (comunica\u00e7\u00e3o geral), seu efeito \u00e9 clar\u00edssimo, causando um aumento no Amor e, por isso, amorosa.<br \/>\nVia <i>Can\u00e7\u00e3o Nova<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Contempla\u00e7\u00e3o <\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":83185,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-83182","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83182","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=83182"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83182\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=83182"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=83182"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=83182"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}