{"id":83201,"date":"2020-11-16T11:11:07","date_gmt":"2020-11-16T14:11:07","guid":{"rendered":"https:\/\/auxcamp.salesianossp.org.br\/?p=83201"},"modified":"2020-11-16T11:11:07","modified_gmt":"2020-11-16T14:11:07","slug":"como-manter-a-fe-mesmo-em-meio-as-provacoes-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/como-manter-a-fe-mesmo-em-meio-as-provacoes-da-vida\/","title":{"rendered":"Como manter a f\u00e9 mesmo em meio \u00e0s prova\u00e7\u00f5es da vida"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/ibb.co\/RSxBRMy\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ibb.co\/TTVb9nL\/worship-4088561-640.jpg\" alt=\"worship-4088561-640\"><\/a><br \/>\nLuto, aborto espont\u00e2neo, fracasso nos projetos, desemprego, solid\u00e3o, doen\u00e7a grave\u2026 as prova\u00e7\u00f5es s\u00e3o indissoci\u00e1veis \u200b\u200bda exist\u00eancia humana. Mas a cada vez que chega uma prova\u00e7\u00e3o, sentimos uma esp\u00e9cie de trai\u00e7\u00e3o, um s\u00fabito arrancamento de nossa paz, com a impress\u00e3o de ver o que hav\u00edamos constru\u00eddo desmoronar, junto com a imagem que t\u00ednhamos de n\u00f3s mesmos. A isso se acrescenta para o crist\u00e3o um grande teste de f\u00e9, pois, nas prova\u00e7\u00f5es, \u201cpodemos ter a sensa\u00e7\u00e3o de que Deus est\u00e1 ausente e n\u00e3o nos apoia\u201d, observa Nathalie Sarthou-Lajus.<br \/>\n<strong>Passar pela prova\u00e7\u00e3o \u00e9 antes de tudo gritar, chorar e se revoltar!<\/strong><br \/>\n\u201cMeu Deus, por que me abandonaste?\u201d O grito de Jesus ressoa em cada trag\u00e9dia humana: \u201cAchei que tinha um v\u00ednculo, uma proximidade com Deus e de repente, \u00e9 sil\u00eancio, abandono\u201d, nota Olivier Belleil , membro da comunidade Palavra da Vida , autor e pregador. \u201cDepois da morte do meu marido\u201d, confidencia Isabelle Rochette de Lempdes, \u201cparecia-me imposs\u00edvel continuar a viver sem ele, imposs\u00edvel e at\u00e9 impens\u00e1vel\u201d. Mas n\u00e3o temos outra escolha, sen\u00e3o passar por esses momentos.<br \/>\nQuerer levantar e ficar bem imediatamente \u00e9 ilus\u00f3rio e na verdade este \u00e9 um longo caminho. \u201cO primeiro gesto \u00e9 reconhecer-se na condi\u00e7\u00e3o em que se est\u00e1\u201d, avalia o fil\u00f3sofo Martin Steffens. Passar pela prova\u00e7\u00e3o \u00e9 antes de tudo gritar, chorar, revoltar-se. E n\u00e3o iremos nos recuperar imediatamente. Os Salmos est\u00e3o cheios desses gritos e l\u00e1grimas: \u201cDo abismo uivei contra ti\u201d! \u201cA B\u00edblia permite ao homem experimentar esta revolta\u201d, nota Olivier Belleil. Isso n\u00e3o significa blasfemar, mas dizer a Deus que \u00e9 intoler\u00e1vel. Mesmo J\u00f3 chega a perguntar a Deus: \u201cPor que \u00e9s meu advers\u00e1rio?\u201d.<br \/>\nViver o calv\u00e1rio que nos atinge, nome\u00e1-lo, observar todo o seu car\u00e1cter insuport\u00e1vel, \u00e9 uma prova de realismo. \u201cIremos sair da prova\u00e7\u00e3o, mas para super\u00e1-la, temos que come\u00e7ar por viv\u00ea-la\u201d, diz Martin Steffens. N\u00e3o \u00e9 negando a realidade que se evita o golpe. \u201cPor isso, deixemos de querer sempre ser positivos, como nos dizem muitas vezes: perder um ente querido, ver o seu filho doente ou incapacitado, presenciar a fal\u00eancia do seu neg\u00f3cio, d\u00f3i e \u00e9 dif\u00edcil aceitar essa realidade de imediato.<br \/>\n<strong>Prova\u00e7\u00f5es e f\u00e9: viver n\u00e3o \u00e9 se resignar<\/strong><br \/>\nProlongar esta etapa pode nos prender a uma atitude mortal, como sentar na beira da estrada quando a corrida est\u00e1 longe do fim. Redescobrir o gosto pela vida significa aceitar seus legados, \u201cpara n\u00e3o ficar amargurado, para conhecer a paz verdadeira\u201d, lembra Agn\u00e8s. \u201cNo in\u00edcio do meu c\u00e2ncer, tive que colocar toda minha energia em dizer sim a essa doen\u00e7a que estava me corroendo, tive que aceitar\u201d. O consentimento n\u00e3o significa de forma alguma resigna\u00e7\u00e3o m\u00f3rbida ou descuido: \u201cO desafio \u00e9 abrir-se para toda a vida, analisa Martin Steffens, aprender a ser criativo a partir das disson\u00e2ncias, e n\u00e3o apesar delas, criando a melodia de nossa felicidade\u201d. Aceitar a defici\u00eancia de uma crian\u00e7a, aceitar viver com um espinho na carne, pode levar uma vida inteira, com altos e baixos. O caminho n\u00e3o \u00e9 linear e requer uma grande mudan\u00e7a interna.<br \/>\nIsabelle Rochette percebe que, para viver, ela precisa renunciar a certos comportamentos, renunciar ao \u201cpor qu\u00ea?\u201d. \u201cAp\u00f3s morte do marido, renunciar aos \u2018ses\u2019, \u2018se Bruno ainda estivesse l\u00e1\u2026\u2019. Tantas frases que s\u00e3o \u2018verdadeiros venenos, pois me impediram de seguir em frente\u2019, conclui. No caso, a \u00fanica coisa que depende de si mesmo \u00e9 a forma de assumir, de tomar as r\u00e9deas. \u201cO resto, tenho de concordar\u201d, acrescenta Martin Steffens, \u201cna maioria das vezes sem entender\u201d. \u201cO que Deus nos pede antes de tudo \u00e9 precisamente que lhe demos toda a nossa confian\u00e7a\u201d, continua Isabelle Rochette. Acredite que esta prova\u00e7\u00e3o tem um sentido, aceite n\u00e3o saber tudo e entregue-se completamente nos bra\u00e7os do pai. \u00c9 uma gra\u00e7a, fruto da ora\u00e7\u00e3o, especialmente a ora\u00e7\u00e3o dos outros por n\u00f3s.<br \/>\nDuas passagens do Evangelho nos ajudam a dar esse salto de f\u00e9. Os versos da tempestade acalmada: \u201cJesus est\u00e1 no barco, comenta Olivier Belleil, mas n\u00e3o age imediatamente, nem como e quando se gostaria\u201d. Segundo texto: \u201cPedro anda sobre a \u00e1gua\u201d, continua Olivier Belleil , \u201cmas, vendo a for\u00e7a do vento, se assusta e afunda. Na prova\u00e7\u00e3o, o curso \u00e9 o mesmo: se eu apenas vejo minha dificuldade, eu afundo; se eu olhar para Jesus, se tiver confian\u00e7a nele, posso andar sobre as \u00e1guas, continuar a viver e seguir em frente\u201d. Jesus, na sua Paix\u00e3o, evolui de um sentimento de abandono onde clama ao Pai, ao abandono confiante, na hora da sua morte: \u201cEm tuas m\u00e3os entrego o meu esp\u00edrito\u201d. \u201cEste caminho de Jesus, na cruz, deve ser nosso durante as prova\u00e7\u00f5es\u201d, conclui o pregador.<br \/>\n<strong>Prova\u00e7\u00f5es e f\u00e9: reflex\u00f5es e recursos para experimentar um novo come\u00e7o<\/strong><br \/>\nAceitar n\u00e3o significa j\u00e1 ter sido curado. Precisamos de tempo para curar, para suportar os dias cinzentos. A sabedoria popular nos diz: d\u00ea tempo ao tempo. Requer muita paci\u00eancia e esperan\u00e7a, disponibilidade para a exist\u00eancia, para a obra que a vida realizar\u00e1 por si mesma. \u201cRenascer n\u00e3o \u00e9 apagar tudo e come\u00e7ar do zero\u201d, diz Nathalie Sarthou-Lajus , \u201c\u00e9 experimentar um novo come\u00e7o, com nossas cicatrizes que permanecem como os estigmas de Jesus. Alguns ferimentos nunca desaparecem\u201d.<br \/>\nConcretamente, alguns exerc\u00edcios nos ajudam a caminhar para a recupera\u00e7\u00e3o. Brigitte sofreu uma depress\u00e3o severa: \u201cTodos os dias, eu me propus a aguentar at\u00e9 a noite. Eu vivia, dia ap\u00f3s dia, tentando entregar todas as minhas ansiedades a Deus quando ia para a cama\u201d. Amanh\u00e3 ser\u00e1 outro dia, costumava dizer. Isabelle Rochette vai mais longe: \u201cDecidi empenhar-me em discernir e acolher a multiplicidade de gra\u00e7as com que os nossos dias est\u00e3o pontilhados. Assim, fechando os olhos para tudo que estava errado e agarrando essas pequenas coisas , pude encontrar a alegria novamente\u201d. \u00c9 importante qual atitude cada um escolha adotar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas feridas. Reconhecer-se como v\u00edtima de uma prova\u00e7\u00e3o faz parte do caminho, mas manter o status de v\u00edtima n\u00e3o permite que voc\u00ea siga em frente. O perigo seria existir por seu infort\u00fanio e us\u00e1-lo para justificar-se de tudo. Caroline, que tem dois filhos com fibrose c\u00edstica, confirma: \u201cDecidi n\u00e3o reclamar mais. N\u00e3o sou respons\u00e1vel por este calv\u00e1rio, mas pelo que fa\u00e7o com ele\u201d.<br \/>\nNo nosso caminho, nossos irm\u00e3os est\u00e3o l\u00e1, desajeitados talvez, mas presentes. Agn\u00e8s lembra a infinidade de pequenos sinais de amizade que seus amigos lhe enviaram durante sua doen\u00e7a: \u201cPude contar com a amizade. Foi um b\u00e1lsamo para o sofrimento\u201d. Depende de n\u00f3s nos fortalecer em nossos entes queridos e tamb\u00e9m no Esp\u00edrito Santo. \u201cEle merece seu nome de Consolador\u201d, observa Olivier Belleil. Muitas pessoas experimentaram isso encontrando paz no cora\u00e7\u00e3o em uma situa\u00e7\u00e3o de tempestade. Ler a B\u00edblia \u00e9 um apoio inestim\u00e1vel, pois ela nos mostra todas as situa\u00e7\u00f5es de prova\u00e7\u00f5es. \u201cFico impressionado com a linguagem do livro de Lamenta\u00e7\u00f5es, continua Olivier Belleil, ou mesmo com os profetas que, vivendo em intimidade com Deus, \u00e0s vezes tinham em seu sofrimento um desejo expl\u00edcito de morte. Muitos Salmos come\u00e7am com gritos e terminam com louvor. Portanto fa\u00e7amos da nossa vida um grande salmo!\u201d<br \/>\nSe o gr\u00e3o n\u00e3o morre, n\u00e3o d\u00e1 fruto. \u201cAcredito firmemente, escreve o Irm\u00e3o Philippe Raguis, de Toulouse na fran\u00e7a, que nossas batalhas pessoais revestem mais do que nunca uma dimens\u00e3o de participa\u00e7\u00e3o na cruz de Cristo. \u00c9 Ele quem nos dar\u00e1 for\u00e7as para continuar nossa caminhada. Esta \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o da verdadeira paz. Nossas provas podem, portanto, ser fecundas: \u201cNa ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, observa Olivier Belleil, os estigmas tornaram-se feridas gloriosas, eles deixaram a luz passar\u201d.<br \/>\nPor <i>Florence Bri\u00e8re-Loth<\/i>, via <i>Aleteia<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Provid\u00eancia de Deus <\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":83204,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-83201","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83201","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=83201"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83201\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=83201"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=83201"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/salesianossp.org.br\/parnsacampinas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=83201"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}