
PEREGRINAÇÃO À CATEDRAL METROPOLITANA DE SOROCABA
09/03/2025Em um mundo confuso, em que os valores da família e a identidade de homem e mulher encontram-se enfraquecidos e desbotados, ter São José por referência e modelo é um auxílio precioso à fé.
O título deste artigo nomeia o 1º dos 33 dias de preparação para a consagração a São José, pelo método do Padre Donald Calloway, inscritos em um livro preparado especialmente para esse fim. Se Jesus te chamou por São José, há um motivo para isso. Não há devoção fecunda que não tenha o objetivo de aproximar-te de Jesus. Se este não for o objetivo final, qualquer devoção é inócua, inerte, inodora, insípida e sem propósito!
É fato que desde criança conhecemos Santa Maria. Desde o seio da mãe ouvimos a Ave-Maria, dormimos com o cântico “Mãezinha do Céu”, somos apresentados a Maria em nosso Batismo e nos tornamos seus filhos amados bem cedo. Mas, São José, a maioria de nós o conhece apenas superficialmente. O respeitamos como Esposo da Mãe, e o veneramos apenas nas invocações oficiais. São José é discreto e paciente, não exige atenção para si. Como escreveu Margarita Saldaña, no magnífico “Los ojos de las entrañas”, São José é “medalha de bronze”, e é feliz por isso, auxilia a Medalha de Prata e a Medalha de Ouro a brilharem ainda mais.
Achegar-se a São José é ter a oportunidade de tê-lo como Pai Espiritual. A preparação da Consagração é uma caminhada de 33 dias em que o fiel vai se aproximando de São José, tornando-se íntimo dele, conhecendo os escritos dos teólogos, santos e Papas devotos do Guardião do Redentor, tendo ciência dos documentos da Igreja sobre o Pai Davídico de Jesus e percebendo, pelo Espírito Santo, o amor puro e completo de José por Maria e dos dois por Jesus.
Uma dúvida comum é se o consagrado mariano pode tornar-se josefino. Claro que sim! O primeiro mariano foi José! A primeira josefina foi Maria. É grande alegria para Nossa Senhora ter seus filhos sob a proteção de seu amado esposo!
Trilhar o caminho da consagração, contudo, é subir a ladeira da fé. Os 33 dias de preparação, individual ou em grupo, exigem meditação e dedicação, uma vez que as orações e reflexões mexem com nossos brios, fraquezas e preconceitos e, quase sempre, teremos percalços e desafios para vencer durante o caminho. Quem pode confessar-se e comungar deve permanecer o quanto puder em estado de Graça, e às vésperas da consagração, confessar-se com o propósito de realizá-la de coração limpo e reconciliado com Deus.
A data da consagração deve, preferencialmente, coincidir no 33° dia em uma data mariana ou josefina (19/03 – Dia de São José, 01/05 – Dia de São José Operário, 24/05 – Dia de Nossa Senhora Auxiliadora, etc). É um ato de piedade particular. O consagrado pode redigir um ato escrito, professá-lo diante de uma imagem de São José, assinar e pedir ao Padre que também o firme, marcando seu compromisso de “ser outro José” na Terra. Não se exige um sinal exterior (como a catena de Nossa Senhora), mas se pode usar um cordão de São José, uma medalha (que pode até ser acrescentada à catena mariana), anel, pingente ou outro sinal de devoção que possa ajudar a edificar a sua fé e a da comunidade.
O consagrado deve pautar sua vida pelas virtudes josefinas que ecoam na Ladainha a São José, reforçar as orações nos dias de honra ao Santo – quartas-feiras e dias 19 – auxiliar as obras que tenham São José por patrono e esforçar-se por progredir no exercício das virtudes.
Na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora temos um grupo de devotos de São José. Reunimo-nos periodicamente, no dia 19 ou próximo dele, em reuniões abertas à toda comunidade! O próximo encontro será 19/03/25, depois da missa. Venha conhecer essa espiritualidade cativante e edificante.
Texto: Reinaldo da Cruz, catequista de Crisma, devoto e palestrante de São José | Revisão: Padre Ademar, sdb | Capa: PASCOM